Como te dizer?!
Rio-me se passas...
Tomo-te
com os olhos (d’água)
e viras fonte.
Tomo-te
com os braços
e viras lago.
Tomo-te
a te soltar por dentro
e fico inerte.
À primeira vez que li
Soares Feitosa [Thiago], senti vontade de morrer,
queria uma chance de nascer de novo: a poesia me comoveu no mais profundo
das águas e me fez poeira de tudo o que eu sabia.
Preciso de Thiago e das
fontes de Thiago; preciso da poesia como da vida que me vive. Onde encontrar?
No Siarah? No Almazona? Na solidão das águas ou no umbigo
da terra?
‘Stamos em pleno mar, foi
bom avisar: é possível navegar.
Leia Adriana Lustosa
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