|
revista de cultura # 17 - fortaleza, são paulo - outubro de 2001 |
|
Digressões sobre a arte de vanguarda: da gênese do conceito à ruína pós-moderna Jorge Lucio de Campos A preciosa vitalidade que a arte adquiriu assim como o crescente grau de visibilidade por ela conquistado contemporaneamente não seriam, na prática, possíveis sem um grande e doloroso esforço. Depois de vários séculos em que se viram, criteriosamente, submetidos aos ditames da heteronomia cuidadosamente controlados e docilizados pelos inúmeros agentes do Estado e do mercado (clero, nobreza, burguesia, mídia, etc.) puderam os artistas enfim expor seus projetos, utopias e intencionalidades pessoais mediante um obsidiante empenho numa das mais revolucionárias invenções da modernidade: as vanguardas. Assim como os inspirou um sôfrego desejo de páthos, experimentação e transgressão, moldou-os também uma nova percepção do tempo e um conceito não-recorrente de temporalidade, pois seria necessário partir, de um modo ou de outro, em busca do que fora desfeito ou simplesmente desperdiçado em nome dos outros. De acordo com Courbet, o objeto da ira de qualquer artista sério, em meados do século passado, não poderia mesmo deixar de ser, naquele momento tão decisivo, o filisteísmo burguês, sendo épater les bourgeois um lema bem oportuno para a ocasião. Mais do que proporcionar uma atmosfera alternativa para as normas da tradição, criativa e agradável, em termos estéticos (o que já era muito para o contexto espiritualmente pobre do período), e mesmo repartível (embora de um modo bastante problemático) sob as condições da sociedade de então, importava influenciá-la e assim alterar os rumos de um mundo cada vez mais permeado por uma mentalidade pragmática, repetitiva e imediatista. Não por acaso, um pouco adiante, múltiplos tipos de manifestos e palavras de ordem viriam à tona, imbuindo a arte com o mesmo tipo de função (já incorporada à época, em parte, pelas ciências do homem e pelo especulação filosófica) a ruptura, a inquietação, a estridência poética no sentido de incentivar ou, ao menos, facilitar uma furtiva reforma simbólica pela via da conscientização crítica. Segundo essa visão, a arte não mais deveria se contentar-se com migalhas e comportar-se como uma entre tantas outras máquinas de reprodução (leia-se mimesis, imitação), seja de procedimentos discursivos de verdade, seja, simplesmente, do que a circundaria no nível imagético, no plano ou registro da mera percepção. Investindo na fabricação de enunciados fortemente intempestivos, fomentadores de um projeto de ação interventora na realidade, ela tampouco se limitou, dali por diante, ao jogo por si só altamente virulento da expressão individual, mas sobretudo à possibilidade da partilha de sentido pelo grupo. Pela vez primeiro, se assumia que os artistas não poderiam continuar fingindo serem neutras as suas atividades, atitudes e propósitos. Na verdade e isso sempre teria se dado nesses termos eles não poderiam fazê-lo mesmo que quisessem. 2Originalmente utilizado no sentido bélico, o termo avant-garde surgiu, em 1830, dentro do círculo republicano parisiense para depois popularizar-se na terminologia dos socialismos utópicos graças ao saint-simonista Émile Barrault, seu legítimo idealizador. Quinze anos depois, eclodiria nos escritos de Gabriel Laverdant, discípulo de Fourier e, a seguir, nos de Proudhon já como um rótulo para o progressismo comunista. Somente, porém, na segunda metade do século XIX seria definitivamente incorporado ao repertório político. Ainda na França, entre 1880 e 1910, diversos periódicos utilizaram-no como título e sua novidade acabou se convertendo em jargão para, na maioria dos casos, batizar movimentos de índole radical. Na primeira década deste século, o uso exclusivamente político do termo tornou-se menos freqüente (embora retornasse nos anos 20 para designar, quase sempre, o socialismo e o comunismo) e a crítica literária também passou a utilizá-lo. De lá para cá, foi se restringindo à terminologia crítico-acadêmica, embora as antigas nuances tenham recrudescido, há cerca de trinta anos, no calor das badalações contraculturais. Segundo Jencks, o fenômeno de 1820 para cá atravessou três momentos bem definidos: estágios denominados de heróico, purista e radical antecederiam o que depois se chamou de pós-vanguarda. Em sua opinião, o adjetivo heróico, aplicado ao primeiro estágio, remeteria, com efeito, ao ideário de Saint-Simon que, em 1823, defendeu a engorda de uma frente social de vanguarda cuja bandeira seria a não-separação do artístico e do ideológico em compartimentos-estanques. Por ironia, isso veio a ocorrer adiante (nos anos de 1880), quando os purismos modernizantes optaram por se concentrar nas linguagens isoladas (pensemos na arte pela arte como um dos principais lemas vanguardistas cujos rastros ainda se fazem presentes). Entre os muitos artistas influenciados por essa versão figuraram o citado Courbet e uma plêiade de representantes da corrente funcionalista (casos de Gropius, Mies van der Rohe e Le Corbusier). Foi justamente nesse estágio que amadureceu o projeto de deselitização da arte a que nos referimos parágrafos atrás. A partir dele instituiu-se que cada obra deveria atuar, sobretudo, como um mecanismo de revigoramento simbólico. Em todo caso, abriu-se a possibilidade de uma segunda dobra cuja marca registrada veio a ser a efervescência da experimentação formal. Ancoradas nas reivindicações do estágio anterior por um grau maior de liberdade sociopolítica, as vanguardas puristas investiram pesadamente na autonomia do espírito e se empenharam pelo desabrochar de novas possibilidades discursivas. Concebido em torno dos anos 20, esse segundo estágio acabou arregimentando nomes ilustres das artes plásticas (de Albers a Stella) e da arquitetura (de Buckminster Fuller a Norman Foster). Quanto ao terceiro estágio (o radical), pode-se dizer que predominou ao longo das duas primeiras décadas, tendo sido encabeçado, quase sempre, por futuristas e dadaístas. Marcou-o bastante a tentativa de superar a linha divisória entre o poético e o vital. Conferir um estatuto de museu aos espaços públicos e transformar as ruas em galerias implicou, sem dúvida, num quixotesco ataque aos moinhos burgueses. 3Uma tentativa de caracterização dos vários vanguardismos do pós-guerra indicaria, entre outras coisas, que sua base comum foi o afrouxamento da tensão natural incentivada pelas vanguardas históricas entre o artista e o público. Em linhas gerais, isso significa que, não logrando enraizar, convenientemente, seu trabalho (ou seja, dotá-lo de uma função, objetivo e significado lídimos), os artistas se viram às voltas com uma reação em cadeia de opções e recursos somente consolidáveis mediante a reforma drástica dos códigos artísticos e, se necessário, do próprio registro. Um dado valioso para o correto entendimento de tal postura foi, sem dúvida, a brusca transformação social a que aqueles se viram submetidos em fins do século XVIII. Até ali relegado à correta aprendizagem de um ofício e legitimado pela prática do mecenato, seu papel alterou-se radicalmente com a criação e a proliferação das academias. Deixando o gerenciamento, digamos, técnico-mecânico dos processos de elaboração da obra para os artífices, acabaram prostrados diante de um novo corpus e ainda a serviço de um Estado forte e centralizador. Contudo coube a eles, no fim das contas, um dilema: optar pela criação paralela ou pela digressão criativa. Os que não aceitaram as regras do jogo tomaram, em geral, o caminho da fuga ou da intenção socializante. De qualquer maneira, ambas opções terminaram por constituir a mesma expressão de repúdio a um aparato ideológico que insistia em vê-lo como "bufões mais ou menos habilidosos nas mãos das classes dominantes". Configura-se, desse modo, uma inusitada situação sociológica. A dissolução do pacto oficial entre o artista e seu público é agravada pela vertigem das reciclagens. Certamente advém daí boa cota da fama de incompreensibilidade conferida à obra de arte vanguardista. Não se satisfazendo com os aspectos mais familiares do real, o artista submete seus temas a um intenso aprimoramento, levando-os a assumir, quase sempre, sentidos abertos e velozes. Seja como for, parte daquela fama adviria de tais mergulhos e da esperança, por vezes fundada, de expôr conexões, de "tanger a essência das coisas, de atingir o epicentro das transformações, seja através da verticalidade intuitiva, seja pelo caminho mais longo do êxtase ou da pura e simples especulação." O quadro aqui delineado poderia se aplicar, perfeitamente, a quase todas as tendências surgidas na virada do século. O traço distintivo das vanguardas foi, sem dúvida, o seu disciplinar não-conformismo em relação à crise e sua determinação em resgatar, na verdade preservar o pacto simbólico através de um grande projeto de recodificação. A ruptura com a mímese levou um punhado de artistas a alterar as normas do exercício espaço-temporal. Com tais fatores intencionalmente embaralhados, o mundo se transformou num amontoado de peças soltas. A continuidade mundo/obra acabou prejudicada pelo efeito fragmentário constante, reflexo de uma tentativa de se acompanhar pari passu a dinâmica do progressismo tecnológico. Em seu lugar, assumiria a profusão acrônica, as coordenadas abstratas de uma fenomenologia quantificadora. A obra, sedimentada como elipse, deixou de descrever para se apresentar inteiramente relativa e processual. 4Todos esses índices de alteração giraram, por outro lado, ao redor de um esforço ao mesmo tempo sincero e apaixonado de preservação da própria arte. No contexto da segunda Revolução Industrial, o artista questionava, confuso, os próprios valores e concluía que, para sobreviver, teria que acelerar o passo. Para tanto, operações de desmonte se fizeram imprescindíveis. Hoje, carecendo de novas bodas com o público, ele não hesita em eliminar as hierarquias e em mitigar ainda mais a já tênue fronteira entre a alta e baixa culturas. Por conseguinte, as vanguardas acabaram tendo que desmontar o próprio maquinário artístico. Desafiado pelo pique contínuo do real, este corria o risco de se tornar obsoleto e, mesmo, descartável. Para evitar tal tragédia, alguns procuraram o lastro da exatidão científica e da precisão técnica, enquanto outros se empenharam em apenas engajá-lo. Esse detalhe do engajamento é de suma importância, tendo em vista que as vanguardas, desde o início, se mostraram ideologicamente permeáveis. O desamparo aparente de que se viu vítima o artista, tensionou, de fato, reações atípicas. O expressionismo patético do grupo alemão Die Brücke (A ponte) e a anti-arte dadaísta encarnaram, por excelência, uma gestualidade de deriva e escárnio amplamente adequada a uma época em franco processo de hybris e melancholia.
Oferecendo uma interessante alternativa à questão, alguns teóricos sustentaram ser a renovação do código bem mais decisiva do que qualquer ruptura. Sob tal perspectiva, caberia às vanguardas propor ilações que implicassem pra valer num aguçamento da percepção estética mediante a estratégia dos deslocamentos semânticos, ou seja, através da manipulação intencional do significante à caça de significados outros. Considerados os equívocos de cada concepção (poderiam, perfeitamente, aplicar-se a todo o vasto segmento pós-renascentista da história da arte), Dexeus revela: "( ) não ser, portanto, nem a ruptura formal, nem a capacidade de sugerir interpretações renovadas do mundo fatores detectáveis ao longo dos séculos o que diferenciaria os vanguardistas de seus predecessores. A característica distintiva dos primeiros parece antes radicar em sua específica relação com a sociedade, na incômoda postura de alguém que se sente à margem e que se propõe, deliberadamente, um projeto ativista e transformador frente a tal situação." Objetivando situar a vanguarda sob um parâmetro não-habitual, ela propõe a superação de paradigmas classificatórios já gastos, no caso, o sociológico centrado na hipotética superação de um estágio interpretativo do real por outro essencialmente transformador e o formalista centrado na idéia de ruptura. Para evitar o costumeiro desfile de nomes e procurando considerar tão-somente os propósitos que regeriam as diversas produções a ensaísta espanhola concebe três opções básicas de vanguarda: a analítica, a construtiva e a expressiva. Na opção analítica, a atenção concentrar-se-ia em problemas que dizem respeito à condição lingüística das obras, gerando uma reflexão a dois níveis: a) uma imediata substituição dos códigos estabelecidos por novos sistemas sígnicos (caso, por exemplo, de Cézanne e dos cubistas); e b) uma emancipação da arte mediante o deslocamento lógico da relação natural entre significante e significado (caso, por exemplo, de Duchamp e Magritte). Já a opção construtiva, embora não chegasse a relegá-los a segundo plano, trataria os aspectos puramente formais da obra como meios constitutivos de um amplo projeto de alteração concreta do socius. Assentada em programas grupais basicamente expressos por manifestos, a ela pertenceriam, entre outros, os diversos construtivismos e movimentos de índole geometrizante. Quanto à opção expressiva, é destacada a sua intenção de privilegiar a capacidade do artista em traduzir, imageticamente, os paisagismos seminais da subjetividade. Diferentemente dos representantes da opção construtiva, e de parte dos da analítica, os partidários da expressão (entre eles Matisse, Kandinsky, Klee e Miró) se notabilizaram pela criação de caligrafias inconfundíveis e cosmos idiossincráticos cujas ressonâncias revelar-se-iam intrínsecas, sobretudo, ao domínio da pessoalidade. 5Não resta dúvida de que a grande contribuição das vanguardas foi a denúncia da função preservacionista secularmente desempenhada pela arte. Missão de apresamento valorativo e de repetição ideológica cumprida, muitas vezes, às custas da própria identidade. A análise crítico-revisionista implementada por diversos enfants térribles deste século possibilitou, reconhecidamente, um belíssimo e necessário rebalizamento desse quadro. Entre as inevitáveis conseqüências dos projetos de reconstrução inclui-se, como é sabido, a própria implosão do fator-obra. O ideal da obra-prima angariou, ao longo dos séculos, um número acentuado de visões incomuns. Como sustenta Fox, isso não resultou na "absoluta necessidade ou exatidão de qualquer estilo em geral e no mérito particular de cada um." Cada nova produção pareceu eclipsar a anterior numa espécie de efeito anestésico que, aos poucos, foi mitigando o encanto estilístico até dispersá-lo.
Mesmo envolvidos com questões ainda ligadas ao discurso da primeira vanguarda, os protagonistas da cena atual ainda insistem em desviar-se de posicionamentos que, de alguma forma, possam vinculá-los a ela. De acordo com essa lógica, as respostas ou saídas têm procurado ser radicalmente outras. Para os pintores da década de 80, os estilos deixaram, por exemplo, de encarnar uma apoteose da genialidade para se comportarem como meros signos operatórios. Tal postura se revela bastante razoável se levarmos em conta a fragmentação que aquele conceito sofreu durante os seguidos desdobramentos da arte novecentista. Outros valores postos em xeque foram os de originalidade e expressão, tendo o culto romântico à obra original fenecido à medida que a montagem virou uma prática hiperativa. Os critérios convencionais de expressão também se viram desprestigiados a ponto de caírem no ostracismo. Tudo isso dentro de um contexto de total absorção da fatura pelo sistema. Cada vez mais dependente em relação ao mercado, o artista como que passou a domesticar sua obra para atender a (quase sempre) ferozes expectativas de lucro. O sacerdócio político antes tão decantado pelas utopias tornou-se démodé e praticamente se perdeu no interior da reviravolta. Não obstante tudo isso, os artistas pós-modernos vêm tentando, decididamente, abolir aquele divórcio, uma vez que crêem ser um contra-senso fomentar antagonismos (espontâneos ou não) entre o fato e seu background. Com a expansão tecnológica da imagem, as aspirações da ortodoxia modernista passaram a soar desnecessariamente inibidoras. Na década passada, ao contrário, aspirou-se à recuperação da descontinuidade entre objeto e mundo, já que insistir nas fissuras entre indivíduo e grupo poderia resultar num afrouxamento de desígnios éticos tidos como imprescindíveis. Após repetir-se nos anos 60 e 70, a prática mercadológica acabou por desarticular de vez a idéia do estar à frente. Tem-se a nítida impressão de que esta pereceu seduzida pelo próprio inimigo contra o qual tanto pelejou. Em um piscar de olhos, os transgressores se viram enredados pela trama institucional que, a bem dizer, passou a agir como a irônica pedra de toque de suas aventuras. Todos reconhecem a importância decisiva de determinados espaços (caso, por exemplo, dos classudos nova-iorquinos MOMA e Mary Boone Gallery) que atuaram, nos últimos anos, como verdadeiros termômetros mercadológicos. No entanto, perdidos os últimos resquícios da função outrora revolucionária, qualquer investimento vanguardístico pareceu pouco à vontade com o próprio rótulo. O sucesso das transgressões acabou por guiar todas as caminhadas para um solitário beco sem saída. Sonhos programáticos e sedes de porvir pareceram evaporar-se, restando apenas, de concreto, a platitude do beco, a muralha intransponível, o realinhamento das metas Sem dúvida, a presente inoperância das vanguardas é conseqüência direta da postura assumida por um razoável quinhão de artistas. Quebrando um relacionamento estigmatizado por certa dose de auto-suficiência, muitos se mostraram permeáveis a um engajamento de interesses e a uma captação recíproca de vivências antes totalmente inviável. Tal engajamento espelharia, inclusive, as refrações mais comuns da arte no seio do capitalismo pós-industrial em sua priorização máxima do economicamente viável. Assim, contrapondo-se ao sonho modernista de uma delimitação efetivamente medular da obra (que, repetimos, chegou a incluir, por paradoxal que pareça, a dispensa do próprio espectador), uma predisposição conjunta para o interesse mútuo vem pontuando o cenário hodierno. Nele cabe a investigação plena e a validação de todos os elencos possíveis de leitura e isso sem tabus ou pré-condições no que tange à consecução da poiesis. Como vimos, a vanguarda abrigou em si tendências que, insatisfeitas com a simples perspectivação do universo artístico e com uma redefinição apenas postural do sujeito, lutaram, ferrenhamente, pelo arejamento do socius. O aspecto político que as vanguardas souberam preservar se apoiou numa sede insaciável de novidades e surpresas, ao mesmo tempo que num desprezo efusivo pelo datado e pelo retrógrado. O dogma utópico aliou-se a essas possantes máquinas de guerra, responsáveis por uma verdadeira paideia expurgatória do sistema. Nesse sentido, quase todas as vanguardas tentaram esculpir o perfil de um novo homem, espécie de deus ex machina (a autoprojeção amiúde individual de cada artista) desencadeador de positividades absolutas em prol do extemporâneo. Pode-se dizer, contudo, que o mesmo, ao que tudo indica, ainda se encontra a meio caminho |
Jorge Lucio de Campos (Rio de Janeiro, 1958). Poeta, ensaísta e tradutor. Autor de livros como A vertigem da maneira: pintura e vanguarda nos anos 80 (1993), A dor da linguagem (1996) e À maneira negra (1997). Tradutor de Guilhaume Apollinaire. Contato: enescamp@ig.com.br. Página ilustrada com obras da artista Susana Wald (Hungria). |
retorno à capa desta edição |
visite também a banda hispânica (jornal de poesia) |