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revista de cultura # 17 - fortaleza, são paulo - outubro de 2001

Cartas da Agulha

 

Querido Floriano,
He comenzado a leer el ultimo numero de Agulha (16). Felicidades por el editorial. Que lucido y combatiente por la utopia de un mundo mejor y de mas nivel cultural, luchar contra la television basura es idealismo del bueno de ese que hace falta en este gran mercado en el que se ha convertido este mundo.
Concibo la literatura, el pensamiento solidario con la Historia. En vuestra revista encuentro eso, una estética superior vanguardista y combatiente. ¡Vivan los sueños de Maiakowski, Albert Camus, Robert Walser (mi querido caminante melancolico), Canetti, Rosa Luxemburgo, y de todos aquellos que lucharon con
su pluma por un mundo mas humano.
También he comenzado a leer tu entrevista a la fotógrafa Lucy Barbosa, toda tu prosa es profundamente poetica aunque sea un articulo, una entrevista o... aunque estés dando la hora, sé que lo harás de un modo poético. Sigo leyendo tu entrevista y con el resto de la revista también.
Un abrazo fuerte.
Julia Otxoa
(otxoarte@euskalnet.net)

Caros Floriano & Willer,
bela revista a Agulha de vocês, desde a minha primeira espetada gostei muito, me senti em casa: o que dizer assim logo de saída?: ainda nada: somente que me fez vir lá do fundo a recordação aleatória de uma frase de Cortázar, esta: É preciso não ter medo das grandes palavras: isso, quando eu estava lendo a palavra metafísica no teu texto sobre os manifestos do Willer, que, falando nisso, onde posso encontrar? Gostaria de enviar a vocês o meu Manifesto Curau/Flagrados em delito contra a noite lançado aqui na Amazônia em 1983 nos auto-acusando do crime de pouco sonhar ainda que habitantes de uma região imersa em sonhos. Agora, mais assentado nas lembranças evocadas intencionalmente, me ocorre dizer que vocês estão ajudando, como queria não era o Mallamé?, a manter vivas as palavras da tribo, neste nosso Brasil, mais difíceis de achar do que agulha no palheiro, com o perdão do trocadilho.
Sinceros&solidários parabéns,
Vicente Cecim
(andara@nautilus.com.br)

Floriano,
seu artigo sobre Hermeto Paschoal na Agulha # 16 é uma obra-prima. Vou imprimir para ler mais. Mesmo à primeira vista, no monitor, a sua amplitude de pensamento avaliando as opiniões sobre a obra do Hermeto me entusiasmaram. Estou participando de um grupo de debates (uma lista) da Yahoo que se chama m-música e tem um pessoal muito legal, com bastante troca de eMails. Lá estão Zé Rodrix, Guarabira, Ethel Frota, Erico Bayma, Heriberto Porto (daí do Ceará) e muito mais gente boa.
Fiz um link da Agulha na mensagem que mandei para lá, falando do artigo.
Você podia fazer parte. É legal para divulgar a Agulha.
abraxas
João Bani
(joaobani@uol.com.br)

Susana Wald

Estimado amigo Floriano,
muito grato pela carinhosa e gentil remessa do mais novo número da Agulha (16), sempre muito bonita, com primorosos textos. Excelente o dossiê sobre o poeta e dramaturgo Celso Luiz Paulini. Gostei bastante do seu ensaio Hermeto Paschoal: o choro que ninguém toca, ensaio sensível, poético e de muita acuidade musical. Por falar em música, ainda não tive o privilégio de receber o livro que você escreveu a respeito do grande Alberto Nepomuceno.
Dê notícias, receba o meu fraterno e carinhoso abraço.
Leontino Filho
(r.leontino@ig.com.br)

Prezado Floriano,
primeiro peço desculpas por invadir seu tempo e seu computador, é que fiquei imensamente feliz com seu artigo sobre o Hermeto, o choro, a música brasileira.
Por acaso acabo de conseguir o Eu e eles, onde Hermeto toca todos os instrumentos e abre o CD com um choro mais que bonito. Estou com o Calendário dos sons, espero tocar todos os dias pelo menos uma música dele. Acho que você aborda um assunto musical de grande importância: O choro novo, o choro contemporâneo, o forró de todos, gênero também clássico, brasileiro, sem o elitismo da bossa. Do Hermeto, gravei um choro chamado "Salve Copinha", muito bem feito e que mostra em que direção o choro pode se renovar, com modulações bem trabalhadas, um contraponto sábio e bachiano.
Um dos problemas do choro são os Chorões tradicionalistas, que não querem mexer uma nota do original e não tocam e nem divulgam choros novos. É claro que eles têm um papel de preservar este estilo, muito importante, mas a música não pára e o choro não deve ficar parado. A dificuldade de novos choros conquistarem mais espaços é que este fica muito difícil de execução e o ouvinte tem de ter bons ouvidos para apreciar esta música. Para um músico tocar, improvisar em um choro em 7 tempos, requer grande prática, estudo. Me interesso por este choros novos (como também pelos antigos) e descobri até uma música de Tom Jobim chamada "Choro", que também leva o nome de "Garoto" (Rafael Rabelo gravou esta música). Jobim fazia choros, sim, e muitos lindos, inspirados pelo Radamés Gnatalli. Fez baiões também muito interessantes, enfim,
Jobim apesar de branco e carioca, é muito mais que "bossa nova", disso sabemos. Vi Lyle Mays, pianista, fazer um choro, vi espanhóis fazendo choros, todos cada um do seu jeito, mas isso mostra o interesse dos compositores pelo gênero.
Recentemente fiz concertos junto com a Banda Cabaçal do "Anicete" e percebi que ela tem um elo perdido entre o choro e o forró. A música deles é choro, o arcaico, aquele que Catulo da Paixão, Donga e Pixinguinha de calças curtas faziam. È também forró, modal, medieval, centro europeu, Romênia e Hungria, o modo é o mesmo (um deles), a festa é a mesma. Lembrei de Bartok e o que ele fez com a música folclórica desses países, lembrei de Charlie Parker, pelo total relaxamento, entrega, domínio. Um magma sonoro que nos leva ao êxtase. Em seu novo CD, Hermeto faz um tributo a Miles onde este toca 4 flugelhorns, é lindo. Certa vez peguei uma música do Coltrane, "Giant Steps", e copiei o improviso do grande homem que foi Coltrane e toquei como um chorinho. Ficou simplesmente linda pois, enquanto Coltrane faz um dos mais belos improvisos da história, com cada nota pensada, colocada como ele quis, mas num swing jazz e velocidade máxima, eu fiz mais lento, dando a articulação do choro. Aí entendi de onde vinha o "Chorinho pra ele", do Hermeto. Foi para o Coltrane, e seus passos de gigante.
Hermeto é uma lição de como pode ser o Brasil, expontâneo, bom, musical, Brasil.
Obrigado pela atenção, fico aqui, mais feliz, mais incoerente.
Heriberto Porto
(novaisporto@uol.com.br)

Querido Floriano,
qué bien quedó este número de Agulha, muy bello, como siempre lo haces, y el contenido siempre nuevo, sorprendente, me descubre autores que no conocía para nada. Te agradezco el envío y es un placer recibir siempre esa ventana a lo desconocido que me ofreces, y que espero como algo ya imprescindible.
Te quiere,
Rodolfo Häsler
(rhasler@nameplanet.com)

Susana Wald

Oi Floriano,
é impressionante a quantidade de matéria da revista Agulha. Vejo já chegando ao número 16 e lembro que no primeiro número até te dizia que não era Agulha e até poderia ser Arpão, e ainda você dizia que as pessoas iriam procurar uma agulha no palheiro. Sei que existem até as Agulhas da Bíblia que passam os camelos e não passam os ricos, e que precisam de qualquer forma de grandes buracos. Não duvido de nada da Bíblia. Nunca tive qualquer dificuldade para crer na existência do outro mundo, na sobrevivência da alma. Até lembro no momento uma parte de um poema do Mario Quintana em que ele dizia algo sobre ter dificuldade de crer na existência dos ateus.
Também tenho está dificuldade. Imagino que se existisse na bíblia uma metáfora sobre as agulhas para a passagem os pobres dos camelôs, que não são poucos, neste nosso país de tantos lutando e contra a pobreza e morrendo, não deveriam ser agulhas pequenas pois muito grande deve ser a quantidade de gente para passar ao mesmo tempo.
Creio que lá nos céus, não os visíveis e sim os outros, lógico, creio que lá a maioria dos pobres tenham passe livre tipo a Irene do poema do Manuel Bandeira que nem precisava pedir licença.
Mas voltando à Agulha revista, lógico que se continuar com esta multiplicação de Agulhas, o que imagino que deve ocorrer, no tempo futuro deste espaço, vai ser a dificuldade de se achar um palheiro nesta agulha.
Abraços.
Luís Sérgio Santos
(l.ser@uol.com.br)

Hola Floriano,
de este número (Agulha # 16) hay dos cosas que me impactaron: la entrevista a Osvaldo Soriano y la Nota de Leyva sobre realidad literaria o realidad virtual. Un placer la revista.
Nosotros y cuando digo nosotros te quiero decir que estoy en un grupo con el que tenemos una revista pequeñita, pero revista al fin sobre literatura se llama Moriana, como una de las ciudades invisibles de Italo Calvino.
Prometo enviar nuestro próximo número por este cibernético medio.
Cariños.
Josefa Prada
(Josefa.Prada@agcba.gov.ar)

Caro Floriano,
que bom que deu tudo certo com a Agulha! Já dei uma olhada neste número (16) e quero te dar parabéns, a seleção de artigos ficou mesmo muito interessante! É importante que haja espaço para vozes sempre tão pouco ouvidas… Seu artigo sobre o Hermeto Pachoal, além de estar muitíssimo bem escrito, é muito importante, por tudo o que aponta! Parabéns pelo seu belo trabalho! Sei que não é fácil persistir com essas iniciativas, de se fazer uma revista como a Agulha!
Um grande abraço,
Constança Hertz
(chertz@uol.com.br)

Caro Floriano,
sou Paulo Sá Pereira, moro em Brasília e ontem tive a oportunidade de ler pela primeira vez algo escrito por você: sobre o Hermeto, genial! Meus parabéns!
Não é fácil encontrar na mídia pessoas com essa fluência, esse ritmo, essa clareza de idéias e, finalmente, uma conclusão. A maioria dos críticos deixam para nós, pobre mortais, a tradução do que quiseram dizer, o que nos torna, via de regra, reféns do pensamento deles.
Gostaria de saber o que mais e onde você escreveu?
O site foi enviado por uma amiga da Tribuna do Samba&Choro, caso contrário, jamais teria chegado ao meu conhecimento este artigo.
Muita paz!
Paulo Sá Pereira
(pspsp@abordo.com.br)

Mi querido Floriano,
la entrevista a Osvaldo Soriano es una gema. He disfrutado con la lectura de la Revista (Agulha # 16). Esta es una sensación que me pasa siempre con el texto que me envías. Admiro y respeto tu vocación y perseverancia (que contagian), en estos tiempos tan duros y apelmazados. Yo sé que producir escritura no es fácil (aunque escritura científica, la padezco con mi tesis doctoral). La prosa hechicera no llega porque sí, es trabajo. Mucho trabajo. Abraxas y beijos.
Graciela Ariza
(arizaymiguel@infovia.com.ar

Agulha - Revista de Cultura

Cartas para Agulha deverão ser enviadas aos editores, Floriano Martins (floriano@secrel.com.br) e Claudio Willer (cjwiller@uol.com.br). A publicação das mesmas estará a cargo da editoria de Agulha. Página ilustrada com obras da artistaSusana Wald.

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