revista de cultura # 25 - fortaleza, são paulo - junho de 2002

Livros da Agulha

Aldo PellegriniAldo Pellegrini. La valija de fuego (poesía completa). Editorial Argonauta. Buenos Aires, Argentina. 420 pgs. Contato: mlpellegrini@hotmail.com.
El argentino Aldo Pellegrini (1903-1973) -poeta, ensaysta y crítico de arte- funda en Buenos Aires, en 1926, el primer grupo surrealista de habla española que publicará dos números de la revista Que (1928 y 1930). Participa también en la creación y dirección de diversas revistas de vanguardia junto a Enrique Pichon-Revière, Francisco Madariaga y Enrique Molina, entre otros. Publica cuatro libros de poemas, a los que él mismo identifica dentro de la tendencia surrealista. Como apasionado difusor de la ideología de este movimiento, publica en 1961 su Antología de la poesía surrealista, considerada por André Breton como el aporte más importante para el conocimiento de la poesía surrealista en cualquier idioma. Vinculado con Marcel Duchamp, Edouard Jaguer y Michel Tapié, representó sin duda una de las figuras que mayor influencia ejerciera en el desorrollo del arte moderno en la Argentina. El plan editorial que permite la edicción esencial de este La vasija de fuego (poesía completa), incluye todavía el volúmen La conquista del maravilloso (ensayos completos), por la misma saca editorial, en un esfuerzo digno de todo respecto de la parte del editor Mario Pellegrini.

Casimiro de BritoCasimiro de Brito. Da frágil sabedoria. Edições Quasi. Vila Nova de Famalicão, Portugal. 2001. 152 pgs. Contato: penclube@mail.telepac.pt.
Poeta, romancista, contista e ensaísta. Nasceu em Loulé (Portugal), em 1938. Estudou no Algarve e depois em Londres. Viveu alguns anos na Alemanha. Teve inúmeras profissões, mas actualmente dedica-se exclusivamente à literatura. Começou a publicar em 1957 e, desde então, publicou quase 40 títulos. Segundo Maria João Cantinho, "Da Frágil Sabedoria parte de uma imagem, essa mesma que abre o livro, anunciando-nos um balanço e uma deriva. Na epígrafe, em que o autor cita Plíneo, para pesar a vida numa balança justa,/devemos sempre recordar-nos/ da fragilidade humana, expõe-se um caminho que é tomado como uma opção: avaliar a fragilidade humana, em toda a sua sublimidade e miséria, como é bem expressa em certas metáforas que se cindem e se degladiam, no seu interior: caminhos por atalhos que não existem. São derivas que se traçam inexoravelmente a partir da pobreza e do cansaço humano. O corpo que leva num pé o erro e no outro o cansaço das visões, exprimindo cada verso, cada poema, o desamparo e a finitude de ser homem, ser que se aproxima da morte e da poeira, para escolher e citar uma das metáforas poéticas privilegiadas do poeta."

Dalila Teles VerasDalila Teles Veras. À janela dos dias (poesia quase toda). Alpharrabio Edições. São Paulo. 2002. 192 pgs. Contato: alpharrabio@alpharrabio.com.br.
Este volume reúne e recria a obra poética de Dalila Teles Veras, poeta e cronista brasileira, além de poemas esparsos publicados em coletâneas, revistas e jornais do Brasil e do exterior, não deixando de conter alguns poemas inéditos. Assinando o texto das orelhas do livro, observa Tarso de Melo que a "a voz atual da poeta volta-se contra as dissonâncias e os ruídos percebidos alhures, e reorganiza o tom geral da obra pelo apuro verbal conquistado no percurso, resultando num livro novo, sintético, conexo, em que das linhas anteriores se perceberá apenas o insistente resíduo da intensa paixão com que a poeta tomou, nos 20 anos de sua poesia, alguns mesmos e caros temas".

Jorge Lucio de CamposJorge Lucio de Campos. A vertigem da maneira. Pintura e pós-vanguarda na década de 80. Editora Revan/FAPERJ. Rio de Janeiro. 2002. 112 pgs. Contato: editorial@revan.com.br.
Segundo o semiólogo Marcelo Augusto, este livro do poeta e ensaísta Jorge Lucio de Campos (Rio de Janeiro, 1958), "ao resgatar um recorte artístico recente, redimensiona marcantes cifras de leitura da arte contemporânea: sensualismo hedonista, ansiedade de identidade, pastiche, tensões plagiotrópicas em relação a todas as paisagens criativas ocidentais e um ethos melancólico em relação à perda da malha teórica utópica das experiências modernistas. A percepção do circuito de tais operadores de leitura auxilia e sedimenta o horizonte de enfrentamento do mal-estar da forma do trabalho estético anunciada pelo capitalismo avançado."

Maria João CantinhoMaria João Cantinho. Abrirás a noite com um sulco. Hugin Editores. Lisboa, Portugal. 56 pgs. Contato: hugin@netcabo.pt.
Maria João Cantinho nasceu em Lisboa em Outubro de 1963. Formou-se em filosofia na Universidade Nova de Lisboa, onde realizou mestrado, igualmente. É professora efectiva no Secundário. Publicou em 2001 o livro de contos A Garça, e tem no prelo O Anjo Melancólico, ensaio sobre a alegoria na obra de Walter Benjamin. É crítica literária e colaborou na revista Livros, na revista on-line Crítica, colaborando regularmente na revista on-line Storm-Magazine, de que faz parte do conselho editorial, na revista de poesia bilingue portuguesa e espanhola Hablar/Falar de Poesia, na revista de poesia e literatura Construções Portuárias, tendo recentemente integrado o conselho editorial da revista on-line Agulha - Revista de Cultura.

Mayra Rodrigues GomesMayra Rodrigues Gomes. Ética e jornalista. Uma cartografia dos valores. Escrituras Editora. São Paulo. 2002. 96 pgs. Contato: imprensa@escrituras.com.br.
Mayra Rodrigues Gomes é Professora Doutora do Departamento de Jornalismo e Editoração da Escola de Comunicação e Artes, Universidade de São Paulo, onde ministra as disciplinas Ciências das Linguagens: Práticas Midiáticas e Ética no Jornalismo. Desde o Pós-Doutorado desenvolve pesquisa em que explora conceitos introduzidos por Gilles Deleuze e Michel Foucault, sobre comunicação, aplicando-os ao campo do jornalismo. É também autora de Jornalismo e Ciência da Linguagem, São Paulo, Edusp e Hacker Editores, 2000 e Repetição e Diferenças nas Reflexões sobre Comunicação, São Paulo, Annablume, 2001 e O Poder do Jornalismo (no prelo).
Segundo Bernardo Kucinski, que assina a apresentação do livro: "As crises são momentos adequados para a criação. Este livro, recuperando a trajetória da ética através dos vales e montanhas do pensamento humano, pode ajudar a superar essa crise. Como diz a professora Mayra, sua cartografia da época aponta para as alturas das elevações, sem discutir necessariamente as dificuldades de cada escalada. Mas hoje, o que precisamos é exatamente disso: não é a discussão de como escalar uma ou outra colina, é redesenhar todo o mapa e redefinir o lugar de nossas montanhas."

Teresa Mendez-FaithTeresa Mendez-Faith. Teatro paraguayo de ayer y de hoy (dos tomos). Intercontinental Editora. Asunción, Paraguay. 2001. 1212 pgs. Contato: agatti@pla.net.py.
Teresa Méndez-Faith nació en Asunción (Paraguay) pero ha vivido en el exterior la mayor parte de su vida. Hija de un importante líder político de su país, Epifanio Méndez, muerto en el exilio, hizo sus estudios en Uruguay y Estados Unidos, y reside actualmente en Massachusetts. Ensayista, periodista, crítica literaria y docente universitaria, ejerce la cátedra de literatura hispanoamericana en Saint Alselm College, en el noreste estadounidense. Es una importante estudiosa de la cultura de su país, con una obra sólida y variada, que incluye libros sobre teatro y literatura (porsa y verso). Estes dos tomos de Teatro paraguayo de ayer y de hoy buscan destacar las infinitas relaciones entre pasado y presente, considerando desde la teatralización primigenia pre-hispánica hasta la afirmación de una expresión artística nacional e su aporte en la modernidad. Además, algunas de las obras más representativas de este teatro son reproducidas en el libro, que es un aporte fundamental en la bibliografia del teatro en Latinoamérica.

Livros para Agulha deverão ser enviados aos editores, nos endereços a seguir:
Floriano Martins Caixa Postal 52924 Ag. Aldeota - Fortaleza CE 60151-970 Brasil
Claudio Willer - Rua Frei Caneca 1101/123 - São Paulo SP 01306-003

retorno à capa desta edição

índice geral

banda hispânica

jornal de poesia