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revista de cultura # 2/3 - fortaleza, são paulo - setembro de 2000 |
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Um encontro com Ruy Espinheira Filho Rodrigo de Souza Leão
RSL - Até Poesia Reunida e Inéditos, seu
recente livro, decorrem 32 anos de literatura. Quais foram as pedras, as
perdas do caminho? REF - Na verdade, bem mais de 32 anos, pois escrevo
desde a infância. De textos que foram incluídos em livro, 33 anos. As
pedras do caminho foram muitas, pois ser escritor vivendo no Nordeste não
é brincadeira. Digo vivendo porque, ao contrário de muitos, nunca
saí da Bahia. Se para autores do eixo Rio-São Paulo é difícil, pois
sei que é, imagine para quem vive fora do principal circuito literário -
sem contatos, sem editoras, sem divulgação. Mas acabei fazendo contatos,
sendo aceito por editores, críticos, outros autores, leitores. Uma boa
ajuda: os prêmios literários: ganhei o Cruz e Sousa, de poesia, em 1981,
e fui um dos três premiados (2º lugar) no Prêmio Rio de Literatura, de
romance, em 1985, além de ter recebido várias outras premiações, sendo
a última o Prêmio Ribeiro Couto, da UBE, pelo livro Memória da Chuva,
o qual foi adotado no vestibular da Universidade Federal de Goiás, em
1998, e se encontra na terceira edição. Quanto às perdas, creio que
tantas quanto as pedras: de oportunidades, um número incalculável. Além
daquelas perdas que a vida nos traz com o passar dos anos, as perdas do
afeto, do amor, da juventude... RSL - Em Os Objetos, todos os objetos
inanimados receberam a alma da ação. Só o revólver aguarda. O que o
poeta deve matar? REF - O que o revólver, dormindo na gaveta sob
cartas e poemas, aguarda? É um símbolo da explosão, da violência, da
morte. Mas o que significa, mesmo, depende de cada leitor. Talvez a grande
solução do suicídio... RSL - O poeta é um criador de palavras? Há
perigo de um neologismo tornar-se um trocadilho bobo?
REF - O poeta pode ser, ou não, um criador de
palavras. Drummond diz, num poema, ter inventado certas palavras e tornado
outras mais belas. Mas o fundamental para o poeta não é criar palavras,
mas com elas - de preferência com as palavras mais simples - ser capaz de
criar poesia. Quanto ao neologismo, pode, sim, tornar-se um trocadilho
bobo - caso o poeta seja, na verdade, um trocadilhista bobo... Em si, os
neologismos são enriquecimento da língua. E o trocadilhista bobo, para
fazer das suas, não precisa se esforçar para criar neologismos, pode
produzir trocadilhagens com as velhas palavras de sempre, inclusive as
arcaicas. Aliás, as palavras não podem ser responsabilizadas pela indigência
mental de ninguém.
RSL - A sua poesia é uma "ode ao
tempo". Muitos poemas tentam a descoberta do tempo perdido. Há uma
valorização maior do passado, como terreno da liberdade e da modificação.
Só as coisas que passaram podem ser modificadas. Não é o futuro o tempo
da mudança?
REF - Realmente, vários críticos já me chamaram
de "poeta da memória". Mas, então, me caberia perguntar: qual
não o é? Vejam Drummond: lá estão Itabira, a infância, a memória
familiar, a marca forte de Minas. Vejam Manuel Bandeira: a presença do
Recife, da infância, da mocidade de esperança, desesperança e tísica.
Vejam Jorge de Lima e sua infância se alastrando por toda a sua obra poética.
Aliás, Jorge de Lima disse certa vez que seu único tema era a infância.
Até mesmo João Cabral, com toda a sua pose pétrea, é um memorioso: os
rios, os engenhos, a caatinga... Falando de mim, o que sei é que a única
coisa que possuo é a memória. O presente é o que acabou de passar. O
futuro... Bem, o futuro é uma projeção, uma possibilidade. Quando se
realiza, não se realiza. Ou seja: deixa de ser futuro. Bandeira escreveu
num poema: "O futuro diz o povo que a Deus pertence./ A Deus... Ora,
adeus!" RSL - "No tempo perdido/ recupero, enfim,/
tudo o que perdi/ no meu tempo ganho", em Tempo Perdido. O
passado é o refúgio do poeta que cria realidades? REF - Não sei se o passado é um refúgio, o que
sei é que ele se impõe. Está em mim, como creio que está em todo
mundo. Há quem considere o passado uma espécie de mundo perdido -
quando, na verdade, é o único mundo que realmente se possui, como já
disse antes, ao falar da memória. Mas aquele "tempo perdido" a
que me refiro no poema citado não pretende ser o do passado - mas aquele
outro que "perdemos" no dia-a-dia com nossas distrações,
nossos sonhos, nossas vagabundagens de alma... Mas, é claro, o leitor tem
direito de ler como quiser, de fazer sua própria leitura. RSL - O presente é o terreno para mudar o
passado, como diz em Revelação: "Ai que somos felizes/
agora/ mas não tanto/ como amanhã, no passado"? REF - Bom, eu acho é que só nos tornamos
conscientes da nossa felicidade depois. Não mudamos propriamente o
passado. Há dois versos de Pessoa que põem bem a questão: Eu era
feliz? Não sei:/ Fui-o outrora agora. Quer dizer: agora é que ele
está sendo feliz outrora. Mas não quer dizer que a nossa felicidade outrora
tenha mesmo acontecido. O que importa é que ela tenha acontecido outrora agora.
O que importa é o que sentimos, o que consideramos verdade, mesmo que
nunca tenha acontecido. A memória é fabulosamente ficcionista, não
devemos nos esquecer desta característica, que talvez seja a sua característica
principal.
REF - Nunca me fiz esta pergunta. Penso que o azul
é, em minha poesia, menos uma cor que um símbolo, um meio de expressar,
talvez, a paz, a serenidade, a profundidade, algo mais vasto e profundo.
Seja como for, talvez eu necessitasse refletir mais sobre o assunto.
Quanto a alguma influência simbolista, não sei. Sofri a influência de
todo mundo que leio, certamente também alguma dos simbolistas. Mas, é
claro, o azul é de todos, não só dos simbolistas... Um poeta cheio de
azuis é o Carlos Pena Filho, de Pernambuco, grande sonetista. Outro
repleto de cores é o Sosígenes Costa, da Bahia. E eu sempre li bastante
estes dois poetas. RSL - "Cuidadosamente/ o anjo do computador/
enumera/ os meus pecados". Este trecho de Bilhete a Mário
Quintana anuncia a computação. O que mudaria na internet? Quais os
sites que mais visita? O que a rede dá a um poeta consagrado como Ruy
Espinheira Filho?
REF - É um poema que está em meu segundo livro,
escrito entre 1966 e 1976. Portanto, uns vinte anos antes de eu usar
computador. Por que, então, falei em computador? Não sei. Mas tratava-se
de um computador especial, pois nele havia um anjo... O que mudou foi a
agilidade no trabalho - que se acelerou. A correspondência também ganhou
velocidade, assim como os contatos se multiplicaram. Quanto a uma influência
na criação literária, acho que não houve. Eu escrevia prosa na máquina
de escrever. Poesia, só à mão. Agora, escrevo prosa no teclado do
computador, e poesia... à mão. E não sou um navegante da internet,
prefiro ler. No mais, não sou poeta consagrado coisíssima nenhuma!
Consagrados eram Bandeira, Drummond, Cabral e uns outros poucos, pouquíssimos. RSL - Falando de Quintana, quais os poetas que
cabem dentro da sua poesia? Quais os poetas que cabem dentro de Ruy
Espinheira Filho? REF - Manuel Bandeira, no Itinerário de Pasárgada,
diz que sofreu influência de todo mundo. É o que acontece comigo: acho
que, de uma forma ou de outra, todas as leituras me influenciam. Até os
autores muito ruins, pois com eles aprendo como não escrever...
Alguns críticos já aproximaram minha poesia da de Bandeira; outros, de
Drummond. Claro que sou leitor constante desses dois grandes, mas sem dúvida
bebi em muitas outras fontes - a começar por Camões, passando pelos românticos.
Aprendi até mesmo com Olavo Bilac, que considero o nosso maior
parnasiano, embora minha poesia não tenha nada de parnasianismo, ao contrário
das "vanguardas" que sugiram a partir de 1945 (Geração de 45,
concretismo, neoconcretismo, praxismo, poema-processo, construtivismo e
que tais, todas hoje - felizmente - devidamente extintas). Enfim, sou
herdeiro da tradição da poesia ocidental. Talvez incompetente para
administrar tão rica herança...
RSL - Você é um poeta caseiro? O espaço onde
os seus poemas ocorrem é o da casa? Fale sobre. REF - Sou um homem caseiro. Mas os poemas me ocorrem
em qualquer lugar. O inconsciente não avisa, a criação pode emergir a
qualquer momento - ou ficar longo tempo sem dar sinal de nada. Não sou de
ficar forçando a barra, o que só produz bobagem. Sigo os conselhos de
Drummond: não adulo o poema nem recolho do chão o poema que se perdeu.
Na verdade, já era assim mesmo antes de ler Drummond. RSL - A sua linguagem é simples, sem rococós,
hermetismos e firulas. A simplicidade discursiva é uma busca eterna?
REF - Escrever com simplicidade é o que há de mais
difícil. Não há nada que impeça que algo seja, ao mesmo tempo, simples
e profundo. Os grandes poetas são simples, a começar de Homero. As tais
"firulas" a que você se refere são coisas de poetastros. E o
hermetismo é, quase sempre, malandragem de quem não tem o que dizer. Ou
não sabe dizer o pouco que talvez possa ter. Agora, há poetas que são
complexos, devido ao seu discurso, mas complexidade é outra coisa, nada
tem a ver com "firulas" e hermetismos: apenas exige do leitor
mais reflexão, mais apurada sensibilidade, assim como alguma cultura. Eu
citaria, para este caso, como exemplo, Eliot. RSL - No poema Uma Cidade, tudo contém
uma idéia oposta. Também em Inúmero há: "E na origem/ da
luz talvez não haja/ senão a ausência da estrela". A dualidade é
poesia em estado bruto? REF - Não vejo isto em Uma Cidade. A imagem
que você cita, de Inúmero, não é, a meu ver, uma colocação de
opostos. Arrisco-me a racionalizar um pouco e dizer que procurei aproximar
a vida, repleta de ilusões, do fenômeno da luz que continuamos a ver
mesmo quando a estrela que a emitia já não existe mais. Ou seja: a
estrela que vemos não é estrela, não é mais, é apenas a sua luz, que
continua viajando pelo espaço. Se fizéssemos uma viagem através dessa
luz, em sua origem já não encontraríamos estrela alguma. Podemos dizer
que essa luz não é mais do que uma "memória" da estrela. RSL - "Eu sou um menino/ contendo um homem
que contém/ um menino". O que o poeta tem de lúdico?
REF - O Ivan Junqueira, num estudo sobre a minha
poesia (incluído no livro O Fio de Dédalo, recentemente lançado
pela Record), começa destacando o ludismo. Sim, há algo de lúdico aqui
e ali, mas penso que a minha poesia - e o próprio Ivan frisa isto - é
muito mais marcantemente melancólica, elegíaca. No meu próximo livro,
ainda em preparo, aparecerão, na parte final, alguns poemas
bem-humorados, mas a maior parte da obra se caracterizará pelo lirismo
elegíaco de que fala o Ivan.
RSL - "Todo amor está perdido/ ao
nascer". É o verso de abertura do poema Do Amor. É possível
ser e não ser ao mesmo tempo? REF - Não sei se entendi bem a pergunta. Bom, acho
que sim – porque ninguém nos garante que o que julgamos ser é
de fato o que é. Somos, sobretudo, o que sonhamos, o que nos transforma
parcialmente em sonho. A vida é sonho, disse Calderón, creio que com
muitíssima razão. Todo amor está perdido/ ao nascer... Na
verdade, tudo está perdido desde a sua origem. Tudo caminha para isto:
perder-se. Inclusive a vida.
RSL - Ainda neste poema, Do Amor, o que
fica de um amor são destroços e o que não foi dito e o que não foi
feito?
RSL - Falar do poema no poema é o futuro da
poesia? REF - Espero que não. Se for, significa que a
poesia não tem futuro... Pode-se tratar da poesia no poema, exercitar a
metalinguagem, mas ficar nisto é extrema pobreza. Já pensou se Homero,
em lugar de tratar dos deuses, da guerra, de Ulisses e Cia., ficasse
falando do seu fazer poético? A poesia, no meu entender - a poesia
e toda arte -, deve expressar a vida, a condição humana. Poesia não é
truque, não é jeitinho, não é receita. Por falar em receita: quem
quiser que leve a sério a Filosofia da Composição, de Poe, e
tente fazer seu O Corvo... Nada me irrita mais, hoje, do que pegar
num livro de jovem autor e encontrar as lamúrias (porque geralmente estão
se lamuriando, impotentes, incapazes de criar) do fazer poético.
Ao contrário do que dizem os formalistas, nós não fazemos arte
meramente com técnica - mas, sobretudo, com o que somos. A técnica
é o que, como dizia Mário de Andrade, pode ser ensinado. Qualquer um
pode aprender técnica, mas só faz poesia quem, além de conhecer a técnica,
é poeta. E ninguém pode ensinar ninguém a ser poeta. RSL - Alexei Bueno diz que a poesia brasileira é
cocô de cabrito: pequena, sequinha e idêntica. Concorda com Alexei?
REF - O Alexei não diz isto sobre a poesia
brasileira como um todo - mas a respeito de certa poesia, exatamente a
poesia dos formalistas: concretistas, neoconcretistas, construtivistas et
caterva, que são todos neoparnasianos. Aí, sim, é puro cocô de
cabrito. E esses caras ficam produzindo isso e dizem que se trata de rigor.
Confundem verso longo com discursivismo e verso (ou que nome tenha) curto
com síntese. É a pobreza mental em toda a sua pujança. RSL - O poema Aniversário é sobre a
perda. "Perdi colegas, namoradas, cães./ Perdi árvores, perdi um
rio/ e eu mesmo nele me banhando". O rio é uma perda eterna já que,
por Heráclito, ninguém passa pelo mesmo rio duas vezes? REF - Pois é, novamente a perda na minha poesia...
A imagem do rio é perfeita: ninguém se banha no mesmo rio duas vezes.
Tanto por não ser mais o rio o mesmo, porque flui, quanto por também a
pessoa fluir, mudar-se continuamente em si. Como vê, minha poesia é
mesmo muito melancólica. Não é uma atitude intelectual: é que a vida
é assim...
RSL - Tudo o que um bom poeta escreve é pensado,
projetado, articulado ou o inconsciente fala mais alto e há uma conexão
divina para inspirar o momento de escrever o poema? Como é o seu processo
criativo?
REF - Sendo um agnóstico, não posso aceitar a conexão
divina. Mas sei que Anima canta e que é do seu canto que vem a arte.
Que não é só um canto espontâneo, tem que passar pela crítica.
Fernando Pessoa fala de harmonia de idéia e emoção. Há um verso dele
que expressa perfeitamente a coisa: O que em mim sente ‘stá pensando.
Meu processo criativo é igual ao de todos, em linhas gerais: impulso e crítica.
Ninguém consegue fazer arte apenas com o intelecto, com a inteligência e
técnica, pois assim qualquer pessoa inteligente e culta seria artista.
Todo mundo é capaz de aprender o que pode ser ensinado, como dizia
Mário, mas só os artistas produzem arte. Só os que atingem aquela
harmonia de idéia e emoção. Ninguém decide ser artista: ou se
é ou não se é. Não é escolha – é condição. Porque o artista é,
ainda lembrando Mário, um fatalizado.
RSL - "Uma vida não dá/ para contar/ uma
vida", versos de Poema de Novembro, mostram a incapacidade humana de
abarcar o tudo. O poema pode ser considerado mais profundo e autobiográfico
do que algumas autobiografias? REF - Como falei antes, escrevo com o que sou.
Como todo poeta, ou artista, produz. Posso imitar Bandeira, ou Drummond,
mas não posso fazer a poesia deles - simplesmente porque não sou
Bandeira nem Drummond. Não vivi a vida deles, não possuo as suas -
digamos - idiossincrasias. Repito: não sou eles, sou o que há de
mim, apenas. O poema, a meu ver, é sempre, de certa maneira, autobiográfico
- porque você o produz com o que você é. Só os imbecis - que,
infelizmente, são em grande número - é que podem pensar que a arte se
faz com mera aplicação de técnicas. Aristóteles mostrou bem a diferença
entre Empédocles, que escrevia ciência em versos, e Homero, que fazia
poesia. As técnicas são o meio - mas não a fonte. A fonte é o
artista. Quanto às autobiografias intencionais, podem ser menos ou mais sinceras.
Mas, como já dissemos, a memória é ficcionista... RSL - Como foi ser Beatriz dos Anjos Silva?
REF - O poema A Canção de Beatriz foi
deflagrado pelo depoimento de uma prostituta, em entrevista, que
acompanhei, a uma namorada minha, jornalista. Veio de súbito, dias
depois, e foi o único poema que escrevi diretamente à máquina. Saiu de
vez, como um jorro. Há quem o estranhe muito. Há quem o julgue prosaico.
Há quem o deteste. Mas há também quem goste muito dele. O que posso
dizer é que é um poema singular em minha obra. E ser Beatriz dos
Anjos Silva foi, sem dúvida, uma forte experiência emocional. RSL - O que faz nas horas de lazer?
REF - Leio. De vez em quando, uma farrinha com
amigos, um banho de mar. Mas geralmente leio. RSL - Como encara a matéria da revista Veja
que ridiculariza poetas? REF - Como uma matéria ridícula.
RSL - Tem algum mote que o acompanhe?
REF - Há muitos motes bons por aí. Lendo Nietzsche, Monteiro Lobato encontrou um que passou a seguir, e do qual sempre me recordo. Disse o filósofo: "Se queres seguir-me, segue-te." Creio que, embora não muito intencionalmente, observo esse mote. RSL - Qual o papel do escritor na sociedade?
REF - É ser escritor. Se possível, bom escritor. Segundo Ezra Pound, os escritores têm um função social definida, a qual é proporcional à sua competência como escritores. Como cidadãos, eles têm inúmeras obrigações e preferências políticas, cada qual com as suas. Mas a principal obrigação como escritor é ser bom e procurar manter viva a sua herança de cultura e o vigor de sua língua. Mesmo porque, como advertia o mesmo Pound, se a literatura de uma nação entra em declínio a nação se atrofia e decai. |
Rodrigo de Souza Leão. Jornalista. Integrou a editoria da Agulha em seus primeiros números. Contato: pobox@tripod.com.br. Página ilustrada com obras do artista Cruzeiro Seixas (Portugal). |