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revista de cultura # 41 - fortaleza, são paulo - outubro de 2004 |
discos da agulha
Maria Teresa Madeira é formada em piano pela Escola de Música
da UFRJ, mestre em música pela University of Iowa nos EUA,onde residiu
por três anos, solista de várias orquestras nacionais e estrangeiras,
Maria Teresa Madeira além de exímia pianista tem se destacado por sua
dedicação à obra de alguns mestres do piano brasileiro.Primeiro foi
Chiquinha Gonzaga , por conta de uma minissérie de TV. Recentemente lançou
dois CDs com obras de Ernesto Nazareth comemorando os 140 anos do
compositor , e realizou importante trabalho para organizar a obra de
Carolina Cardoso de Menezes, graças a uma bolsa de pesquisa da RioArte.
Ao longo de uma prolífica carreira já gravou 20 CDs , todos dedicados à
música brasileira. Rildo Hora, natural de Caruaru (PE), é reconhecido
internacionalmente como um dos maiores gaitistas da atualidade, Rildo Hora
estudou durante vinte anos Teoria , Harmonia , Contraponto e Orquestração
com Guerra Peixe, que dedicou-lhe a suíte ¨Quatro Coisas¨.A diversidade
de seu talento abrange a música popular e a música de concerto, não só
como solista mas também como compositor, arranjador e produtor
musical.Nesta área é detentor de inúmeros prêmios , inclusive o Grammy
Latino de 2000, 2001 e 2002 pelo trabalho inovador que vem realizando com
Zeca Pagodinho.Neste CD , Rildo apresenta em duo com Maria Teresa Madeira,
o livro que escreveu para Realejo (gaita de boca para os nodestinos) e
Piano. Não basta juntar dois ótimos músicos para surgir um duo.
O processo de entendimento é bem mais complexo do que simplesmente
acertar umas notas nos instrumentos. Para que dois tocando seja um duo é
necessário fluência, generosidade, afinidade e um toque a mais, que
palavras não costumam explicar.“Ano Novo” anuncia logo em sua
primeira faixa que Rildo Hora e Maria Teresa Madeira formam um duo de
verdade, daqueles que toca “conversando”. Se examinarmos a trajetória
artística de cada um podemos compreender o porquê de um encontro tão
feliz. Tendo começado na música de forma intuitiva, Rildo soube
acumular conhecimento ao longo dos anos tornando-se além de um virtuose
em seu instrumento, um arranjador de grande técnica e originalidade. As
partes de piano que escreveu para este disco são uma amostra disso e suas
composições também. O processo de aplicar o que aprendeu nos meandros
teóricos num arranjo de partido alto, só para dar um exemplo, denota em
Rildo uma grande capacidade de romper barreiras e derrubar preconceitos. Já Maria Teresa fez a trajetória inversa. Pianista de sólida
formação clássica, foi se chegando na música popular e hoje em dia
atua num espectro que vai dos contenporâneos até Nazareth e Chiquinha
Gonzaga. A questão é que a Maria está à vontade em todos as áreas,
destacando-se sempre como camerista. Uma audição atenta de “Ano Novo” me faz lembrar do
que dizia o saudoso maestro Radamés Gnattali: música só tem de dois
tipos, a boa e a ruim. Passando por sabores chorísticos, contemporâneos,
nordestinos e modinheiros, Rildo Hora e Maria Teresa Madeira nos oferecem
argumentação para nos orgulharmos de nossa diversidade musical. [Texto de Henrique Cazes]
"Este Cd é uma síntese das minhas idéias e
principalmente de minhas influências. O trabalho é rico de participações
e tenho muito orgulho de todas elas. Conto com a presença de nomes como José
Eduardo Nazário, que além de ser meu ídolo, é muito respeitado na música
instrumental brasileira; participou do grupo Hum, trabalhou com Egberto
Gismonti e Hermeto Pascoal. Há também a participação de um dos maiores
formadores de bateristas e percussionistas do nosso país, Mestre Dinho Gonçalves,
do guitarrista, baixista e produtor Aldo Landi e do saxofonista Mário
Alphonso III. Procurei no Cd fazer uma fusão da música afro-brasileira,
afro-cubana, música indiana e o jazz , além das coisas que ouço e estudo.
A minha forma de compor é o canto, que herdei de minha avó, depois vem o
ritmo e por último os acordes, onde conto com a participação de Valdir
Roberto e Aldo Landi que foram de vital importância para o projeto".
(Jorge Marciano)
Resultado de um trabalho desenvolvido pelo violonista,
arranjador e compositor Sérgio Brandão, radicado em Boston, este Cd mescla
com sutileza e impecável qualidade técnica uma variedade de timbres como
os da flauta, flugelhorn e sax, com as células rítmicas de um Brasil
marcadamente afro. Sérgio, cuja música figurou com destaque na trilha do
filme Next Stop Wonderland, reuniu um grupo cosmopolita de músicos
extraordinários que deu às suas composições um som original que passa
tanto por xote baião e maracatu, como pelas batidas e harmonias do choro,
samba e bossa nova, recebendo importantes elogios da crítica local e de
artistas consagrados como Dory Caymmi. Sérgio Brandão começou cedo na música, aos treze anos,
como pianista, ganhando um prêmio do Ministério da Cultura. Estudou
harmonia com o maestro Koellreuter - mestre de Tom Jobim - e integrou o
premiado Coral Pro-Arte, regido pelo jovem e talentoso Jacques Morelembaum.
Mais tarde cursou o Conservatório de New England em Boston, e circulou
ecleticamente pelos mundos do rock, música clássica, ,jazz, fusion e
finalmente MPB, para onde canalizou muitas destas influências. O programador Ron De La Chiesa da estação de rádio
WGBH-Boston declarou que a Manga Rosa "é uma das melhores bandas
Latinas da atualidade". Já Catherine Salmons do Boston Phoenix diz
que Paisagens Brasileiras está "além do apelo étnico;são
melodias urbanas com um domínio impecável dos idiomas contemporâneos do
jazz".
Foi na estrada que nasceu este disco. Porque foram nos
concertos que os primeiros traços de «Cinema» foram construídos. Tudo
começou com «Rosa», o segundo tema do disco, o qual se chamava «Cinema»
nas digressões do ano passado. Foi esta canção, então inédita e
dedicada à sua jovem filha, que originou o novo registo de originais do
compositor português. Fortemente imagético, «Cinema» não era de início um
projecto de canções de bandas-sonoras que corriam na cabeça do
ex-Madredeus. «A forma como tudo decorreu foi como um mero acaso. Nos
concertos do ano passado começámos a projectar imagens pela primeira vez.
Depois aconteceu incluir esse tema, «Cinema». Tinha na época uma versão
distinta, cantada em italiano, numa vertente lírica. No final da tournée
quis experimentar esse mesmo tema num outro formato. Com uma voz mais grave.
Mais quente. Pensei logo numa cantora brasileira.» E daí se chegou a Rosa
Passos, uma das vozes convidadas. Rodrigo Leão não estranha que o cinema esteja tão
presente na sua obra. De facto, muitos dos discos em que participou e criou
podiam ter assumido essa designação de forma natural. «Quando iniciámos
a digressão e lhe acrescentámos as imagens, inconscientemente isso podia
expressar que havia uma vontade. Mas nada que indicasse que no prazo de um
ano teria um disco nestes moldes. Fui compondo como sempre fiz. Sem grandes
objectivos quanto aos conceitos do disco. Até que o mesmo foi tomando uma
forma. As coisas foram tomando sentido. Foi guardando temas. Descartando
uns. Rescrevendo outros.» «Só no início de 2004 decidi que o disco teria como título
«Cinema». A Sétima Arte constitui uma das grandes fontes de inspiração
para eu fazer música. Mesmo nos Sétima Legião e nos Madredeus havia
composições, principalmente instrumentais, que possuíam um lado
cinematográfico. Uma ligação que se acentuou já na minha carreira a solo»,
afirma. Fruto da sua paixão pelo cinema – área em que lamenta não
poder trabalhar mais em termos musicais porque «em Portugal o mercado é
muito pequeno» - foi baptizando os temas com os títulos de alguns filmes,
actores e realizadores da sua preferência. «Mas nenhuma composição foi
escrita a pensar num determinado filme», explica. Trabalhador dedicado da meia-noite às cinco da manhã - «preciso
do silêncio para compor», explica -, Rodrigo Leão confessa que nem sempre
consegue escrever. «Não é uma coisa diária. Não se trata de um bloqueio
de escritor, neste caso de um compositor. Trabalho todos os dias. Uma forma
de disciplina. Mas por vezes as coisas não saem ou está-se a ensaiar ou a
efectuar um concerto. Mas estou sempre obcecado com as canções que estou a
criar. Penso sempre nelas. Mesmo quando não tenho os instrumentos comigo.
Tenho uma envolvência muito grande com o que faço.» Este disco viveu a particularidade de andar a ser rodado na
estrada antes de começar a ser gravado. «Não aconteceu com todas as
faixas, mas isso revelou-se como algo importante. Houve uma fase pré e
durante a digressão. E uma outra posterior. Esses diferentes tempos de
trabalho permitiram experimentar uma série de arranjos. Quando fui para o
estúdio levava um esboço muito bem estruturado de um disco que acabou por
ser o que menos tempo levei a concretizar. Por exemplo, o «Alma Mater»
levou quase três anos a ser preparado.» Mesmo que o latim tenha deixado progressivamente de ser o
dialecto primordial dos discos de Rodrigo Leão, existe algo que se tem
tornado uma marca dos seus trabalhos: a presença de vozes femininas fortes.
«Só um dos temas foi composto de forma propositada para uma voz: «L´Inspecteur»,
interpretado pela Sónia Tavares (dos The Gift).» «Só na fase de pré-produção, já contando com o apoio
do Tiago Lopes e do Pedro Oliveira, começámos a pensar em quem melhor se
encaixaria cada composição. A Rosa Passos surge por intermédio da insistência
do Tó Cunha, que me emprestou os discos dela. A Sónia é alguém com quem
gosto muito de trabalhar. As experiências no passado davam-me todas as
garantias. E acabou por ser importante para este álbum em muitos níveis.
Contar com a Beth Gibbons (Portishead) era um desejo antigo. Gosto muito do
seu trabalho nos Portishead. Admiro-a imenso. Enviámos uma demo com alguns
temas. E ela escolheu um, «A Estrada», que nem sequer era o que eu tinha
inicialmente em mente para ela. Escreveu a letra para esse instrumental.
Gravou uma maqueta em casa. Enviou-nos. Gostámos. E acabou por vir cá
registar o tema – que assume a designação «Lonely Carousel» no
alinhamento. Por seu lado, a Helena Novoguerra é uma cantora luso-belga,
pouco conhecida entre nós, mas que possui uma voz extraordinária», diz,
conquistado pelas suas vozes. E Sakamoto? «Uma influência determinante na minha vida
enquanto músico», admite. «Sempre o referi nas entrevistas que dei. Para
mim foi uma honra ter trabalhado com ele. Foi muito acessível e
interessado. Aceitou trabalhar no tema «Rosa», mas quando estive com ele
em Nova Iorque levava também uma fita com as primeiras palavras do meu
filho António e rapidamente ele criou o instrumental de piano, de
improviso, que encerra o disco.»
[Texto de Felipe Rodrigues da
Silva, Diário Digital, Portugal]
Itiberê, André Marques (piano), Vinícius Dorin (sax,
flauta e flautin), Marcio Bahia (bateria e percussão) e Fábio Pascoal
(percussão) fazem todas as bases das 15 faixas do disco, todas inéditas e
de autoria do próprio Hermeto, que presta uma homenagem musical a seus
netos e bisnetos. Catorze faixas levam os nomes desses descendentes –
Ailin, Airan, Aluxan, Caio, Camila, Celso, Ilzinha, Joyce, Renan, Taiane,
Taynara, Uína e Úrsula. A exceção é a faixa Victor Assis Brasil,
dedicada ao músico falecido em 1981, aos 36 anos. Mundo verde esperança tem as características que marcam o
genial trabalho de Hermeto Pascoal: ritmos contagiantes, improvisos com os
mais diversos instrumentos e uma opção que mistura, nas devidas doses, a
paixão por gêneros tradicionais do Brasil e a ousadia jovem e sempre à
frente do tempo. A participação de Hermeto inclui do piano a berrante,
passando pelo flugelhorn (um tipo de sopro), viola caipira, palmas e até
gritos de “olé”. Este também é o primeiro disco do músico com participação
de um vocal feminino jovem e pouco conhecido, formado por Beth Dau (também
na viola), Joana Flor (também no clarinete) e Mariana Bernardes, as três
da Itiberê Orquestra Família. Os demais músicos da Orquestra que
participam do álbum são Aline (flauta) Renata, Carol e Isadora (violinos),
Carol (viola), Maria Clara e Pedro Mano (violoncelo), Mailo e Pedro
Albuquerque (contrabaixos). “É muito difícil definir o meu trabalho, porque costumo
dizer que faço música universal; é um som que não tem rótulo”, diz
Hermeto. “Eu tenho influência de coisas que, aparentemente, não podem
ser chamadas de música. Tudo me inspira, as pessoas, a rua, as estradas, as
viagens, o céu, os passarinhos, o mar. Nós somos o instrumento mais
perfeito que existe, o corpo da gente, a nossa voz. A música para mim é
isso. Este disco reúne todas as influências. Não existe uma música que
mantenha um mesmo ritmo até o fim. E tenho a honra de ter a turma da
orquestra do Itiberê tocando comigo, eu tocando com eles, nós tocando
juntos. O nível destes músicos é excepcional. É a primeira vez em que
tanta gente participa de um trabalho meu.” Hermeto Paschoal é padrinho do Selo Rádio Mec, lançado
no final de 1999, como fruto de uma parceria entre a emissora e alguns
artistas que estavam fora dos elencos das grandes gravadoras. Para o pessoal que assistirá aos shows de lançamento de
Mundo verde esperança, o músico manda um aviso: “O público que me
acompanha já sabe que o disco é completamente diferente do show. Nunca é
igual, porque, no palco, gosto de dividir a criação também com o público,
que se sente dentro daquele arranjo. No meu trabalho de palco, também
existe teatro, interpretação. Quem vai o meu show quer novidade.”
Mais
tarde, na procura de outras formas musicais, dedicou-se ao estudo da
guitarra clássica, estudando com José Peixoto e Piñero Nagy na Academia de Amadores de Música de
Lisboa. Já
participou em vários seminários e workshops, nomeadamente com: Atila
Zoller, Bill Frisel, John Abercrombie, Barney Kessel, Kenny Burrel, Gary
Burton, David Liebman, Jimmy Giuffre, Steve Lacy, Hans Benink, Derek Bailey,
José Eduardo, Paul Motian, Red Mitchel, Joe Lovano e Hal Galper. Tem
trabalhado com vários nomes da música popular portuguesa como: Jorge
Palma, Anamar, José Mário Branco, Mafalda Veiga, Janita Salomé, Lua
Extravagante, entre outros. Participou
em 1989 no 2? Festival de Jazz na Cidade (Lisboa), e em 1990 na Bienal de
Marselha dos jovens artistas mediterrânicos com o grupo Zê-de-Zastre.Em
Maio de 1990 compôs e executou, juntamente com o músico José Peixoto e o fotógrafo José Fabião, um espectáculo multimédia
encomendado pela Câmara Municipal de Almada, incluído na Semana da
Juventude daquele Concelho. Desde
1991 tem trabalhado regularmente com o seu Trio que se baseia no reportório
clássico e contemporâneo de Jazz bem como nos seus próprios originais. Em
1992 cria um novo Trio de música instrumental com o guitarrista José
Peixoto e o percussionista José Salgueiro com o qual participou entre outros eventos no ciclo
Música Improvisada no Terraço do Palácio Fronteira, no I Encontro
Nacional de Guitarras no Palácio Galveias ambos em 1992 e no ciclo Concerto de Guitarras II produzido por Simbiosis e
A indeterminação
na Música do Renascimento ao séc..XX, incluído nas festas da Cidade de
Lisboa ambos em 1993. Com
este grupo gravou o CD Taifa
em Março 93. Em
Maio de 93 interpreta em espectáculos da Companhia de Dança de Almada a
banda sonora do bailado ‘Vozes Caladas’ da coreógrafa Amélia Bentes
com música de José Peixoto. Em
94 gravou e fez os arranjos para o disco Raiano,
de Janita Salomé. Fez
vários concertos com a Orquestra Som do Mundo e com o saxofonista Carlos
Martins. Desde 1990 mantém ainda, uma actividade pedagógica
ligada à Escola de Jazz do Hot Clube de Portugal e aos seus Cursos Itinerantes, onde tem a seu
cargo as disciplinas de Guitarra, Harmonia e Classe de Combo. Segundo o crítico espanhol José Francisco Tapiz, Filactera
(2002) é um “interesante y original aproximación al mundo del cómic del
guitarrista portugués Mario Delgado. En formación de quinteto (guitarra, saxo tenor,
trombón, contrabajo y batería) recorren diferentes figuras del cómic
aportando su toque personal a la interpretación musical de los diferentes
personajes y sus circunstancias. Resulta notable la capacidad de todos los músicos,
tanto para trabajar sobre los arreglos de los temas como en los solos: del
desconocido –para mi- trombonista Claus Nymark, al batería Alexandre
Frazao, pasando por un contrabajista de calidad contrastada como Carlos
Barreto, un viejo conocido en tierras españolas como es el saxofonista
Andrzej Olejniczac y el cabecilla de esta formación, el guitarrista Mario
Delgado (de filiación Scofieldiana). El resultado de este conjunto es un puñado
de buenas composiciones que recorren diferentes estilos –del country-blues
inicial se pasa a unos retorcidos ritmos en la segunda canción -con un magnífico
solo de Olejniczak, los recuerdos a Scofield en el homenaje a Tintín, la
balada dedicada a Corto Maltese, el gato Fritz y sus rememoraciones funkies,
la marcha niuorleansiana que acompaña a los Freak Brothers, los
experimentos solitario-sonoros dedicados a la Mulher Armadilha por parte del
guitarrista, la marcha dedicada a las momias locas (Carlos Barreto está
magnífico al arco), los ritmos funkies del penúltimo tema y el final que
es un reprise decadente del primer tema que cierra este interesante círculo.
Un disco que bien mereciera un mayor reconocimiento –fácilmente
alcanzable en un hipotético mundo- a nivel popular para el sello Clean
Feed.”
De
um lado, ritmos de raiz, como o Maracatú, o Samba, a Bossa Nova, festas e
folguedos brasileiros, como a Folia de Reis, a Congada, cantos religiosos; e
de outro lado, a técnica e a influência do jazz e da musica erudita,
somados às diversas experiências que cada integrante traz em sua bagagem
musical, são os ingredientes utilizados para a construção do trabalho
desenvolvido pelo grupo. O
pescador é o símbolo do homem que, com muita determinação e fé, busca
seus ideais adentrando no imenso mar de idéias e maravilhas, sofrimentos e
angústias, sonhos, desejos e realizações. Com
seu primeiro CD, o grupo concorreu à indicação ao Prêmio Sharp. Dando
continuidade a sua pesquisa musical, explorando as mais diversas influências
de cada integrante, mais uma vez o grupo deixa sua marca no cenário da música
instrumental brasileira com seu novo CD "Pescadores". parceiros da agulha nesta seção |
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