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revista de cultura # 41 - fortaleza, são paulo - outubro de 2004 |
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A crítica morreu? Uma mesa com Alcir Pécora, Moacir Amâncio e Paulo Franchetti Álvaro Kassab & Eustáquio Gomes
Por que a crítica literária foi sendo gradativamente substituída pelas resenhas nos jornais de grande circulação? Como dimensionar a perda causada pelo desaparecimento de críticos norteadores, que indicavam horizontes? O que significou para a literatura o fato de os críticos terem migrado para a universidade? Os professores e escritores Alcir Pécora, Moacir Amâncio e Paulo Franchetti respondem a estas e a outras indagações na matéria que segue. [AK & EG]
AK & EG - Nos últimos trinta anos, a crítica
literária desapareceu dos jornais para dar lugar à resenha geralmente
feita por jornalistas. Ao mesmo tempo, os críticos migraram para a
universidade. Na prática, quais as conseqüências disso? Alcir Pécora – Entre outras conseqüências, no jornal,
a principal foi a predominância do release, do marketing, da divulgação
editorial ligeira e interesseira sobre a análise detida das obras e a
reflexão aprofundada sobre temas literários. Na universidade, a
principal conseqüência foi a dificuldade de se lidar com objetos
contemporâneos. Moacir Amâncio – Nessa perspectiva, podemos pensar em várias
coisas. Por exemplo: teríamos um salto de qualidade na produção crítica,
cada vez mais restrita à universidade, com estudos feitos a longo prazo,
etc. Isso existe em boa parte e a produção, publicada ou não, fica
disponível aos estudantes e ao público interessado. O nó aí está na
atualização, no debate do dia a dia, que é fundamental à atividade crítica.
Certo, a crítica artística mais efetiva se dá nas próprias obras de
arte que se vão sucedendo, mas a crítica escrita pelos críticos é uma
espécie de cimento que vai juntando as partes implicadas no processo
criativo, sobretudo leitor e autor. Os jornalistas procuram cumprir seu papel dentro do mercado
de comunicações, em matéria de informação, mas a função crítica
fica defasada, há diferença de ritmo e com o tempo ela se torna um vácuo
de pensamento. Além disso, os críticos universitários correm outro
risco, o de se isolarem. E o isolamento é a morte do pensamento crítico,
não? Em decorrência pode surgir um estranhamento entre as partes, quer
dizer, os jornalistas passariam a ter uma visão distorcida dos universitários
e vice-versa. Há pouco me pediram um artigo, mas olha, para banca de
jornal e não para banca de tese, me lembraram para que eu não
confundisse dois campos da minha experiência que no final se juntam, pois
vejo a universidade como parte da mídia. Paulo Franchetti – Não creio que a afirmação que
embasa a pergunta seja inteiramente correta. Penso que a crítica literária
permaneceu nos jornais, mas passou a ser exercida majoritariamente por
profissionais ligados à universidade. E, do meu ponto de vista, a diminuição
do espaço da crítica nos jornais também se pode atribuir ao
desinteresse, para o público culto mas não especializado, do tipo de crítica
acadêmica que acabou predominando no Brasil. Na minha opinião, o efeito
imediato do convívio com os textos de crítica literária brasileira
contemporânea é o tédio. O tédio e a constatação da sua dificuldade
em tratar e avaliar o que é coevo por parâmetros que não sejam a
continuação do consagrado no passado, ou a promessa de consagração
futura. Ambas as atitudes pressupõem que a distância histórica é o
filtro necessário para que haja uma correta apreciação estética. Mas
como o próprio ideário da modernidade inclui a postulação de que as
linhas de continuidade nem sempre triunfam e que o sentido vivo se produz
pela ruptura, para a maior parte da crítica acadêmica, como também para
os agentes de mercado, os produtos do presente são beneficiados pela dúvida,
como se trouxessem sempre fresca uma marca de nascença, onde se lê algo
como “sujeito a confirmação”. Por isso, na encenação da cultura,
nos lugares onde ela se encena mais, como nos cursos universitários e nos
jornais e revistas literárias, tudo se passa como se as pessoas cultas,
por isso mesmo de serem cultas e quererem parecer cultas, fossem
dispensadas de emitir julgamento negativo em forma definitiva, em forma
escrita, sobre os produtos perecíveis do presente. A atitude preferencial
quanto ao presente consiste numa constrangida suspensão do julgamento. E
a paixão histórica da crítica, que debate calorosamente os erros e
acertos do passado, erguendo e derrubando anátemas, quando se derrama
sobre o presente apenas opera um reconhecimento do familiar, antes de
mergulhar num ceticismo frio e algo desdenhoso. Por isso, o que dá o tom da maior parte dos produtos da
cultura literária contemporânea no Brasil é a glosa. Os produtores
glosam, eles mesmos, na sua prática, as linhas dominantes do passado.
Estabelecem filiações e as exibem na entrada dos seus livros. Explicam a
extração erudita ou quase-erudita de uma palavra ou tema, numa nota
posta em rodapé a um verso ou, o que é talvez pior, no verso seguinte.
Trazem para dentro da sua prosa as pinceladas necessárias das teorias
escolares. E com isso se tornam, mais do que objetos adequados,
complementos voluntários e especulares da crítica acadêmica e sua
derivação em registro baixo: a crítica jornalística, cada vez mais
exercida por pós-graduandos, docentes ou aspirantes à docência acadêmica.
Um bom exemplo do desinteresse desse tipo de perspectiva era a maioria da
crítica publicada no extinto Jornal de Resenhas, da Folha de S. Paulo. Ao mesmo tempo, há evidentes sinais do renascimento da crítica
e da vivacidade polêmica que oxigenam a cultura. Um desses sinais é, por
exemplo, o jornal Rascunho, feito em Curitiba por um punhado de críticos
“amadores” e “irreverentes”. Exemplo de independência crítica, não
espanta que intelectuais conservadores, ligados à universidade, tivessem
a coragem de redigir um manifesto de repúdio a uma resenha na qual se
questionava de um modo algo brutal, mas a meu ver com pertinência, porque
se trata de um poeta bastante medíocre, a qualidade da poesia de Sebastião
Uchoa Leite. Mas espanta muito que alguns intelectuais revoltados com a
irreverência, num flerte com a barbárie, advogassem que se fizesse pressão
sobre o patrocinador do jornal para que cortasse o subsídio e assim
inviabilizasse a continuidade da vida do periódico. Quero dizer, não se trata de a crítica desaparecer do
jornal e migrar para a universidade: seria talvez mais próprio dizer que
a crítica literária, a atitude crítica, minguou na universidade e, por
isso, quando os acadêmicos ocupam o espaço destinado à crítica literária
nos jornais, produzem de regra uma coisa híbrida e insossa, que não é
bem crítica literária, e também não é rigoroso estudo acadêmico. AK & EG - A crítica universitária está
muito associada à tese acadêmica, que tem suas próprias leis e com freqüência
a sua própria linguagem. Além disso, nem sempre chega aos leitores como
produto editorial. Esse confinamento não pode levar ao colapso da crítica?
MA – Pois é, essa questão da linguagem é muito séria.
Como disse, a distância entre as partes cria o problema também aí. Por
que uma dissertação ou tese não pode ser escrita em linguagem clara? O
texto jornalístico passa a ser visto como meramente superficial,
confundindo-se o que ele tem de bom, que é a objetividade, com uma falha
de resto presente no jornalismo por causa da rapidez com que é feito. E o
texto complicado pode passar por texto profundo, quando muitas vezes é
apenas isto: mal escrito. E vemos na imprensa uma das conseqüências
dessa distorção: publicam de vez em quando textos imensos e ilegíveis
como se quisessem sanar aquele problema, por causa de uma espécie de
complexo da superficialidade. É gol contra todos. Claro, há algo de
positivo aí, coisas como essa mostram que de certa forma jornalistas estão
preocupados e tentam reagir, embora errando o alvo. Falta calibragem. De
qualquer modo, nada é irreversível. Há exemplos esporádicos de crítica
digna do nome, o que falta é ritmo, seqüência. É preciso, como sempre
disse, vontade política, com todas as implicações da expressão. PF – Penso que uma das características do trabalho acadêmico,
quando se trata de crítica literária, é que a seleção dos objetos
parece estar cada vez mais direta e explicitamente determinada pela sua
adequação aos métodos, pressupostos e objetivos da análise. Isto é,
parece-me que a qualidade postulada do objeto, na academia, facilmente se
deixa confundir com a sua falta de resistência aos princípios de um método
em particular. Uma decorrência de o julgamento tender a identificar-se
com a questão metodológica é evidente: se a resultante do julgamento é
positiva, seja pela adequação ou mesmo por conta de uma reação
subjetiva (inconfessada ou inconfessável), há exteriorização crítica
que se materializa num texto escrito; se é negativa, pode dar origem
ainda a uma exteriorização crítica, mas esta terá sua melhor forma de
realização na recusa à escrita. E na medida que o crítico se reveste de maior poder
cultural – seja pela sua força institucional, seja pela sua posição
relativa no campo da cultura –, mais impositiva se torna essa regra, que
é a regra de ouro da crítica contemporânea. A tal ponto, que o preceito
de conduta prudente, transmitido de uma geração a outra, vai
desdobrar-se em prescrição moral, pois abordar uma obra recém-lançada
e apresentar as restrições sentidas na leitura passa a ser entendido
quase como um ato de caráter privado, que é recebido ou como um repto
aos detentores do julgamento favorável (único aceito como merecedor de
explicitação escrita, quando o objeto é contemporâneo do crítico), ou
como ofensa pessoal ao produtor. Desse conjunto de fatores díspares
decorre o caráter repetitivo e anódino da grande massa de textos críticos,
principalmente os que se situam nas duas pontas do espectro da produção
contemporânea: os que se destinam à grande imprensa e os que se destinam
às bancas universitárias. AK & EG - Por outro lado, a resenha não dá
conta da grande análise que descortinava cenários e até indicava
caminhos, no estilo de um Edmund Wilson nos Estados Unidos ou de um
Antonio Candido no Brasil. O que a literatura perde com isso? AP – A “grande análise” era possível quando havia
justamente o que mais parece perdido agora: modelos hegemônicos capazes
de sustentar crenças naturalizadas como universais. A literatura, desse
ponto de vista, perde a certeza de um ponto de vista racional e
abrangente, iluminista e romântico, que se supunha suficiente para dar
conta de sua função e forma de uma vez por todas, e, portanto, para se
produzir como prescrição crítica. Hoje, sem fundamentos, sem natureza,
sem processos hegemônicos de análise ou de determinação do real,
estamos seguros apenas da contingência, o que inclui a literatura e a crítica.
Perdemos, pois, a certeza, a missão, a finalidade, a paternidade, a
transcendência de qualquer espécie. Isto é doloroso seguramente. Mas não
é pior do que não ter uma vida própria, e ter apenas um pai amantíssimo.
No meio do mar, perdido o lenho, talvez a inteligência seja obrigada a
recobrar seu sentido de ato de descoberta. MA – A literatura perde a sua presença. Um romance, por
exemplo, para se realizar como tal, precisa entrar na dinâmica da
cultura: crítica, debate, leitura. Se isso não ocorre o autor fica
neutralizado e o público entregue na melhor das hipóteses ao passado ou
em busca de selos de garantia, como um prêmio. Veja só a tragédia
chamada José Saramago. Um autor desigual, autor de livros que não se
resolvem, praticante de um beletrismo atroz, vazio, pernicioso, cheio de
pretensão, demagógico, tem a garantia Nobel. Alunos de nível médio são
submetidos à tortura dos livros dele por causa disso, é uma referência
e são poucas as oportunidades que a melhor crítica tem para discutir uma
coisa como essas. Então veja, o estudante acaba tendo de engolir essa
gororoba que lhe é imposta como literatura de alta qualidade. Esse é
apenas um exemplo e as conseqüências são imagináveis. Eu não tenho só
pena desses estudantes, eu me preocupo com a literatura. Como você falou
em Antonio Candido, me ocorre outra coisa, lembrando que se hoje o
tecnicismo é uma ameaça geral, na universidade e fora dela, antes
intelectuais ou aspirantes, políticos e aspirantes procuravam o jornal
como meio natural de expressão. Candido é tido como um exemplo, um
modelo de texto claro, inteligente, sensível, etc. E ele conta que obteve
a receita de estilo numa redação de jornal, quando era jovem e seu
editor lhe disse como deveria escrever. Simplicidade não é
superficialidade e só pode ser obtida com muito exercício, agora o conteúdo
depende da dedicação e da inteligência do autor. E este ponto me parece
muito importante. Parecem esquecer que o texto crítico, o ensaio, é um gênero
literário e para seu exercício, a pessoa deve ser antes de mais nada um
escritor ou escritora.
PF – Penso, ao contrário, que, no momento, se há um
tipo de texto que dê conta da matéria viva e que possa apontar caminhos
ao criador, esse texto é a resenha e não a tese ou o artigo publicado em
revista universitária. O que há, para voltar ao mesmo ponto, é uma
dificuldade da crítica universitária de lidar com os objetos do
presente. E um despreparo da crítica jornalística para o fazer sem se
constituir em imitação ou glosa descorada do discurso acadêmico. O
problema é grave, pois não há um espaço de formação para esse
profissional da cultura, capaz de se debruçar sobre um produto recém
surgido e sobre ele se pronunciar de forma interessante. Aliás, um
primeiro espaço desse tipo está sendo projetado para se constituir em
breve, aqui mesmo na Unicamp, na forma de um curso de mestrado em
jornalismo cultural, junto ao Labjor. Se tudo caminhar a contento, penso
que teremos não só mais um fórum para a discussão dos impasses da crítica,
mas, o que é realmente novo, o começo de um esforço conseqüente para
remediar uma carência grave da cultura brasileira. AK & EG - Voltando ao tema do jargão.
Russel Jacoby, que analisa o enquistamento da crítica americana em “Os
Últimos Intelectuais”, atribui esse fenômeno à academicização dos
críticos e à adoção de um “novo latim” para ser lido inter pares.
Isso acontece também no Brasil? MA – Isso não pode ser jogado nas costas dos universitários.
É fácil encontrar bodes expiatórios, mas veja, essas questões todas têm
muitos aspectos diferentes e são um campo sem fim de discussão e análise,
sempre surge algo novo, diferente, no setor teórico e no setor prático.
Bem, um dos problemas está em que os jornais se tornam simples
mercadorias. As questões sociais, políticas e culturais são
instrumentalizadas em função dos interesses de mercado. Houve um tempo
em que um lixo de jornal norte-americano chamado USA Today era apontado
como modelo. Um jornaleco de noticinhas resumidas feitas para quem não
quer ler, para o telespectador... Ora, imagine um jornal publicado para não
leitores, não é uma contradição trágica e pateta, um tiro no pé?
Certa vez, estava na conferência de um professor de jornalismo muito
engraçado. Ele apontava como sinal positivo o fato de que hoje não
existem (segundo ele) chefes de redação que são leitores de Proust,
pois o perfil mudou, etc. E é disso que precisamos, de gente que não
leia Proust. Que maravilha, não precisa ler Proust, Guimarães Rosa,
Machado de Assis, Graciliano Ramos, Clarice Lispector, Carlos Drummond de
Andrade, Jorge de Lima, Cecília Meireles, João Cabral de Melo Neto,
Manuel Bandeira, Ferreira Gullar, etc. Que tal? Se o universitário fica
isolado, neutralizado, o jornalista fica reduzido a um técnico de
comunicação. O que há, nessa linha, é o banimento da crítica. Claro,
tentativas de retomada são sempre bem recebidas. Uma empresa vive do seu
faturamento, mas uma empresa de comunicação precisa saber que seu
capital está no futuro. Veja, o texto comunicativo estabelece o vínculo
entre a obra e o leitor, o texto crítico contribui para a formação
desse leitor, se o texto vem em linguagem cifrada acabou-se o vínculo, se
o texto é superficial e até leviano, deforma: o formador de opinião que
não pensa nem tem condições de avaliar apropriadamente o que leu,
presta um desserviço. Ninguém, em sã consciência, tentará dar palpite
sobre a música de Berlioz sem um conhecimento razoável, mas quase todo
mudo acha que pode dar palpite sobre literatura e futebol. Existem saídas,
claro. Tenho um exemplo meio radical, mas muito claro. Há certo tempo li
uma resenha escrita por Carlos Fuentes, o romancista e ensaísta mexicano,
sobre nova tradução para o inglês do D. Quixote, publicada no Book
Review, do New York Times. Vejam: o jornal de língua inglesa contrata um
grande nome como Fuentes, para escrever a resenha, a crítica, da tradução
de um clássico do idioma castelhano para o inglês. Quanto tempo isso
demorou, quanto custou, quem lê e avalia o peso disso?
AK & EG - A internet, com sua profusão de
revistas eletrônicas e materiais culturais ainda caóticos, pode vir a
ser um caminho novo para a recuperação da crítica de profundidade? AP – Acho que não. Ela pode veicular futuramente crítica
de profundidade, mas não é o que vai gerar essa crítica; isto depende
do que disse antes: esforço de descoberta de formas de crítica não
derivadas de velhos esquemas universalistas e prescritivos de análise,
que já não encontram nenhuma sustentação verossímil. MA – Sou um entusiasta da internet, das revistas eletrônicas
como um meio de democratização e de abertura cultural. Por exemplo, um
estudioso produz um texto, um ensaio de 60 páginas sobre a obra de um
novo autor. Por que esperar cinco anos, até ter um volume organizado para
chegar ao público? Seu texto interessa a leitores, estudantes, estudiosos
e autores, assim é que deve funcionar. Então, que torne o texto acessível
e, veja, acessível a um número inimaginável de leitores dentro e fora
do país. A dinâmica é outra. PF – Penso que sim. Na internet, a crítica pode se exercer de um modo novo: não há as terríveis limitações de espaço da imprensa escrita, o terror das 80 linhas, nas quais se deve dar conta de uma obra difícil ou um problema cultural muito complexo. E, principalmente, não há censura: o interesse de grupos acadêmicos, empresas editoras e alinhamentos políticos não consegue, como nos grandes órgãos de imprensa, dificultar ou inviabilizar a publicação de textos inconvenientes. No momento, a internet me parece um espaço privilegiado para a crítica. A mim tem atraído muito e tenho escrito resenhas e estudos críticos especificamente para publicação eletrônica, inclusive me dedicando a discutir com os autores, quando é o caso, o futuro de uma obra em progresso. |
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Alcir Pécora é professor livre-docente de
literatura na Unicamp, onde leciona desde 1977. Autor de estudos a propósito
de literatura colonial brasileira, e, em particular, do sermonário do
Padre Vieira. É organizador da edição das obras completas de Hilda
Hilst pela Editora Globo. / Moacir Amâncio, atual professor de língua
e literatura hebraica da Universidade de São Paulo, atuou durante muito
tempo no jornalismo cultural, como repórter, redator, editor e
articulista em diversas publicações, sobretudo no Estado de S. Paulo.
Também é escritor e publicou, entre outros livros, Contar a Romã
(Globo, poemas) e Dois Palhaços e Uma Alcachofra (Nankin, ensaio).
/ Paulo Franchetti é professor de Teoria Literária do Instituto
de Estudos da Linguagem da Unicamp. Publicou, entre outros livros, o
estudo Alguns aspectos da teoria da poesia concreta (Ed. Unicamp,
1992), e Nostalgia, exílio e melancolia – leituras de Camilo
Pessanha (Edusp, 2001). Desde 2002, dirige a Editora da Unicamp. Este
debate foi originalmente publicado no Jornal da UniCamp # 260, São
Paulo, 02 a 08/08/2004. Contato com os organizadores: kassab@reitoria.unicamp.br
e eusta@unicamp.br. Página
ilustrada com obras do artista Valdir Rocha (Brasil). |