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revista
de cultura # 44 |
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Antonio Fernando de Franceschi: o poeta e o divulgador de
poesia Claudio Willer
CW
- O poeta é prioritário, vem na frente? O que permanecerá: o que você
publicou, de Tarde Revelada e Sal
a Fractais e A Olho Nu, suas
realizações à frente do Instituto Moreira Salles, ou ambos, e esta é
uma falsa questão? AFF
- A meu ver, não é uma falsa questão, porém essas dimensões se sobrepõem.
Se não houvesse o poeta, creio que não haveria o administrador cultural
ou mesmo o intelectual. Não, pelo menos, se considerarmos o tipo de atuação
que procurei imprimir ao Instituto Moreira Salles e às suas realizações.
Mas o poeta é a minha personalidade de base e, nesse sentido, é o que
vem primeiro. Ainda assim, a vertente “homem de ação” me interessa
muito, é um lado “renascentista”, digamos, que procuro cultivar.
Agora, se um ou outro permanecerá – sendo que um e outro são o mesmo
– isso não sei responder. CW
- Conhecer bem o entrevistado, ser seu amigo, ajuda e ao mesmo tempo
complica entrevistas. Na chave da complicação, você poderia resumir
aquela bela história do nascimento do Instituto Moreira Salles que já
ouvi de viva voz. AFF
- Tudo começou em abril de 1989, quando fui visitar Antonio Candido em Poços
de Caldas, em companhia do jornalista Luis Nassif, que é poçoscaldense e
vinha fazendo uma série de entrevistas com ele. Candido costumava passar
temporadas na residência que sua família mantinha, desde 1930, na cidade
sul-mineira onde residira durante a adolescência. Estava visivelmente
abatido quando nos revelou que o imóvel tinha sido posto à venda e havia
um comprador apalavrado. - Seria possível sustar a venda?, perguntamo-nos
ao sair. - E se pudéssemos levantar dinheiro junto a empresários de visão
para adquiri-la, e – essa era a idéia de fundo – transformá-la num
centro de estudos dedicado à obra do grande crítico? Voltamos
a São Paulo animados pelo projeto. Várias pessoas consultadas
dispuseram-se a ajudar, porém não conseguimos dissuadir o comprador de
abrir mão do negócio. Com o recato de sempre, humilíssimo, o próprio
Antonio Candido ligou-me, na semana seguinte, para dizer que agradecia
muito, contudo a homenagem lhe parecia demasiada. Meses
depois retornei a Poços de Caldas a convite do Embaixador Walther Moreira
Salles, onde ele receberia o título de cidadão honorário da cidade.
Apesar de ter passado a adolescência em Poços de Caldas, como seu amigo
Antonio Candido, o Embaixador era natural de Pouso Alegre, também no sul
de Minas. Quando o avião que nos levava estava taxiando no aeroporto –
que, aliás, hoje leva seu nome –, lembrei-me de contar o que havia
acontecido. Afundado na poltrona, sem pressa de desembarcar, ouviu com
atenção e, ao final, comentou: –
Que boa idéia. Pena não ter dado certo. Por que não aproveitamos
o tempo que nos resta antes do almoço? Vamos procurar um bom lugar para
instalar um centro cultural na cidade. Em
outubro do mesmo ano adquirimos o Chalé Christiano Osório, uma construção
de 1896 de grande importância para o patrimônio arquitetônico de Poços
de Caldas, que foi inteiramente restaurada. Ao lado dela, implantamos um
moderno centro expositivo, unindo harmonicamente o antigo com o novo. Assim
nasceu o primeiro centro cultural do Instituto Moreira Salles, em cujo
Conselho de Consultivo temos orgulho de contar, desde o início, com a
presença do professor Antonio Candido. CW
- O Instituto Moreira Salles não consiste apenas em publicações literárias
e em apresentações de escritores. É preciso contextualizar, dizer algo
sobre o restante. Contextualize. AFF
- De fato, além da literatura, o IMS tem outros quatro campos prioritários
de atuação: a fotografia, a música brasileira de raiz, as artes plásticas
e o cinema. Nos três primeiros, a instituição dedica-se não apenas à
pesquisa e à divulgação cultural, como também à manutenção de
acervos e coleções. Apenas
para exemplificar, o IMS possui o maior e o mais importante acervo de
fotografias brasileiras do período que vai de meados do século XIX a
meados do século XX, contando com mais de 350 mil imagens em suas
diversas coleções. A
instituição é detentora, ainda, de uma importante pinacoteca e de
alguns dos principais conjuntos iconográficos sobre o Brasil do século
XIX. Na área de música popular brasileira, temos o maior número de
fonogramas digitalizados existente no país, que deverá atingir a casa
dos 100 mil exemplares até o final deste ano, quando poderão ser
baixados para audição em nosso site na Internet. (www.ims.com.br).
Atualmente, estão disponíveis para audição cerca de 28 mil músicas.
Encontram-se, também, sob nossa guarda os acervos de Pixinguinha, Ernesto
Nazareth, Chiquinha Gonzaga, Elizeth Cardoso, entre outros compositores e
intérpretes, bem como o extraordinário acervo do crítico musical José
Ramos Tinhorão.
Quanto
a instalações, o Instituto possui quatro centros culturais – em São
Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Poços de Caldas – três
galerias de arte – em São Paulo, Porto Alegre e Curitiba –, duas
Reservas Técnicas – ambas no Rio de Janeiro – uma para fotografias,
outra para música, além de administrar as 48 salas de cinema da rede
Espaço Unibanco de Cinema/Unibanco Arteplex. CW
- Os Cadernos do Instituto Moreira Salles são um registro único da
literatura brasileira, parece-me. Ou não, ou há iniciativas semelhantes,
às quais poderiam ser comparados? AFF
- No Brasil, não conheço nada muito parecido entre as publicações periódicas
contemporâneas. Talvez seja a forma como os Cadernos articulam suas
posturas editoriais – o caráter monográfico, a preocupação didática,
a abrangência e diversidade do enfoque, o rigor na pesquisa, a importância
conferida à fotografia no conjunto das seções – o que os tornam
singulares em nosso país. Já
no exterior há publicações da mesma linhagem, como Les
Cahiers de l´Herne, por exemplo. CW
- Qual é o critério de escolha de autores para publicá-los nos
Cadernos? Certamente você já ouviu ou teve conhecimento de observações
sobre um suposto conservadorismo dos Cadernos, de só publicarem nomes
consagrados, ou já reconhecidos. Sei que você tem resposta a essa
observação. Vocalize-a, ou, antes, escreva-a. AFF
- O critério fundamental para a escolha é a qualidade, ou seja, o valor
da obra literária. Mesmo quando a recepção – da crítica, do público
ou de ambos – manifeste posições discrepantes de nossas avaliações,
o que prevalece é a questão do mérito literário. E aqui, claro, entra
um componente subjetivo que é a opinião dos editores. Mas isso não é
tudo. Para evitar o erro, sempre possível, lançamos mão de outros critérios
capazes de temperar nossas escolhas com alguns elementos de certeza. São
aspectos objetivos como a densidade (mais que a quantidade) do corpus da obra, a fortuna crítica de certa extensão, a maturidade
do processo criativo e a função desempenhada pela produção do autor.
No
prefácio da primeira edição do clássico Formação
da Literatura Brasileira, Antonio Candido refere-se à dificuldade de
equilibrar o valor e a função das obras “sem valorizar indevidamente
autores desprovidos de eficácia estética, nem menosprezar os que
desempenharam papel apreciável, mesmo quando esteticamente secundários”.
Quanto
ao suposto conservadorismo de nossas escolhas, acho que algumas edições
falam por si. Pense no caso do Raduan Nassar, que foi o segundo escritor
focalizado pela série, logo depois do canônico João Cabral de Melo
Neto. Ninguém, de boa fé, poderá deixar de reconhecer que o extraordinário
aumento do interesse pela obra de Raduan teve nos Cadernos o seu divisor
de águas. O mesmo se pode dizer da Hilda Hilst, que sequer tinha editora
regular quando lhe dedicamos um de nossos números em 1999. Felizmente
isso aconteceu pouco depois, quando a Editora Globo adquiriu os direitos
de sua obra. Ainda:
pode ser conservadora uma série que, com exceção de três escritores -
Euclides da Cunha, Erico Veríssimo e Clarice Lispector – dedicou
seus demais números a autores vivos (quando das respectivas edições),
dispondo-se a correr o risco de analisar uma obra em progresso, sem o
conforto da estabilidade conferida pelo distanciamento no tempo? Convenhamos,
isso não é muito freqüente no Brasil. CW
- Você observou já uma função pedagógica dos Cadernos (se é que não
estou me sobrepondo à resposta à pergunta anterior), algo como um
aproveitamento em pesquisas e estudos, assim ampliando o conhecimento
sobre nossa literatura? Bibliotecas, públicas, privadas, escolares,
universitárias, estão em sua clientela ou seus beneficiários? AFF
- Os Cadernos têm sido, realmente, muito requisitados como material didático.
É crescente o número de pesquisadores, professores e alunos que os
utilizam como fonte e referência para trabalhos, dissertações e pesquisas no âmbito de escolas e
universidades, não apenas no Brasil como no exterior. Para tanto,
mantemos uma nutrida lista de distribuição gratuita de exemplares para
bibliotecas públicas, instituições de pesquisa, universidades, escolas,
etc., no limite de nossa capacidade. Vale frisar que o preço de venda da
publicação é altamente subsidiado. Tanto assim que a coleção foi
adotada, em março de 2003, pela Secretaria de Estado da Educação do
Governo de São Paulo para distribuição à sua rede de escolas no âmbito
do Programa de Melhoria e Expansão do Ensino Médio, em parceria com o
MEC. Resumindo,
devo dizer que o reconhecimento da importância dos Cadernos como
instrumento de difusão do conhecimento da literatura brasileira contemporânea
é uma das mais gratas retribuições proporcionadas pela publicação a
seus editores e à direção do IMS. CW
- Uma coisa bonita que observei é como o autor publicado ganha destaque
– por exemplo, aquela bela
sessão de lançamento da edição dos cadernos sobre o Loyola, Ignácio
de Loyola Brandão, lotando o amplo saguão dos cines Unibanco-Arteplex.
É observável, e de algum modo mensurável esse desempenho dos Cadernos
em favor do prestígio do autor? AFF
- No geral, nosso objetivo é divulgar e incentivar o interesse pela boa
literatura brasileira. Isso implica, no específico, trabalhar em favor do
prestígio de nossos melhores autores. Há pouco me referi a alguns
escritores que tiveram o âmbito de sua recepção substancialmente
ampliado por terem figurado nos Cadernos. Agora você menciona o sucesso
do lançamento da edição dedicada a Ignácio de Loyola Brandão, que
reuniu cerca de mil pessoas no saguão dos Cines Unibanco Arteplex, em São
Paulo. O mesmo poderia ser dito com relação aos outros autores, com
variações individuais, naturalmente. Basta lembrar que já foram
impressos mais de 167 mil exemplares da série, o que corresponde a uma
tiragem média, por escritor, superior a 10 mil exemplares. CW
- Editar Cadernos e programar atividades com escritores – evidentemente,
com seus colaboradores, Rinaldo Gama e outros – contribuiu de alguma
forma ou acrescentou algo à sua visão da literatura, à sua compreensão
da literatura contemporânea brasileira? AFF
- Sem dúvida, há coisas que aprendemos somente quando pomos a mão na
massa.
A
coleção Bibliothèque de la Plêiade,
editada pela Gallimard, como você sabe, constitui um dos mais importantes
repertórios de autores canônicos da literatura universal. Não há nela
um único escritor brasileiro, nem Machado de Assis. O que isso significa?
Que o Estado não tem políticas públicas destinadas a valorizar nossa
cultura nem dentro nem fora do país. CW
- Um fenômeno dos nossos dias é o crescimento da circulação e difusão
da literatura pela Internet. Você teria comentários a respeito? Há
planos e ações do Instituto Moreira Salles visando ao meio eletrônico? AFF
- A Internet veio revolucionar tudo na área da difusão de conteúdos.
Foi uma espécie de Lei Áurea para os escritores, especialmente os jovens
que não têm acesso ao mercado editorial. Tornou-se indispensável tanto
para quem quer se fazer conhecido quanto para quem quer conhecer. Sem
falar nas revistas eletrônicas, como esta afiadíssima Agulha,
muito mais ágeis, atentas e permeáveis que suas congêneres
impressas. Atualmente,
a Rádio IMS, nossa emissora digital (www.ims.com.br)
, dedica o programa Momento
do Poeta, do qual você já participou, a leituras de poemas inéditos
da produção contemporânea. Também podem ser acessados em nosso site os
catálogos das bibliotecas de Otto Lara Resende, Décio de Almeida Prado e
Jurandir Ferreira para pesquisas e consultas. Além disso, temos planos
para ampliar nossa presença digital na área literária com outros
programas em fase de desenvolvimento. CW
- Isto já foi examinado antes, inclusive na recente entrevista em
Rascunho: a questão da projeção pessoal de administradores culturais.
Alguns ascendem, até, em alguns casos, com merecimento, à condição de
socialaites culturais, figurantes na crônica especializada. Mas nem todos
são inocentes de alpinismo social, paroquialismo e provincianismo. Já no
Instituto Moreira Salles a política parece ser outra, direcionando o foco
para as realizações, e não para o realizador. Eventos, iniciativas e
lançamentos têm repercussão, são noticiados. Mas você quase não
aparece, dá a impressão de evitar aparecer e projetar-se pessoalmente.
É isso? AFF
- É isso mesmo, eu prefiro o low profile. CW
- Por vezes têm sido examinados aqui, em Agulha, assuntos como mercado
editorial e políticas públicas para o livro e literatura. Temos batido
forte em sua precariedade, especialmente do que seriam ou poderia ser políticas
de intercâmbio, de difusão externa. Agora mesmo, estamos fazendo as
merecidas observações sobre a ausência da literatura em Paris 2005. Você
teria comentários sobre algum desses temas? Além de críticas,
apresentaria sugestões, propostas? AFF
- Como já disse, acho que faltam políticas públicas para a área de
literatura, em particular, e para a cultura brasileira, em geral. É
preciso haver uma política cultural digna deste nome.
Isso não se faz de improviso, ao sabor de um evento, como costuma
acontecer em nosso país. A ausência da literatura em 2005, Ano do Brasil
na França, é mais uma oportunidade perdida. Uma
sugestão? Nada de chorar na
beira do abismo; vamos transformar essa demanda numa bandeira permanente,
envolvendo todos os setores da sociedade, já que – nunca é demais
lembrar – uma política cultural à altura das necessidades do país não
é só uma responsabilidade do Estado.
CW
- Conheço o Antonio Fernando De Franceschi administrador cultural; e o
Antonio Fernando De Franceschi poeta. E, também, talvez subjacente a
eles, um Antonio Fernando De Franceschi filósofo, ou, ao menos, estudioso
de filosofia. Ele vai aparecer? Há algo em vista, algum plano de produção
especulativa? AFF
- Continuo muito interessado por filosofia, como você sabe, mas não
tenho planos nem competência para me aventurar em produções
especulativas. CW
- Difícil situá-lo em tendências ou movimentos da poesia contemporânea
brasileira (se é que importa e não acaba sendo redutor). Mas se alguém
– eu, por exemplo – o chamar de poeta-filósofo, ou de poeta filosófico,
qual seria sua reação? Observaria que essa classificação o coloca
junto a ótimas companhias? AFF
- Sem dúvida, eu estaria em ótimas companhias, não poderia me queixar. A
aproximação poeta-filósofo pode ser redutiva, como você assinala, mas
se justifica caso consideremos a atitude de ambos em relação às
palavras. Poetas e filósofos sonham recuperar o sentido augural das
palavras, quando elas tinham o poder de, nomeando-as, iluminar todas as
coisas. Era assim no tempo de Anaximandro e Heráclito. Depois elas foram
perdendo esse poder, tornaram-se clássicas, barrocas, modernas, por fim
se banalizaram. Por isso, poeta ou filósofo, hoje é difícil ser.
Embora, de ambos, todo mundo tenha um pouco.
AFF
- É preciso haver essas duas dimensões e muitas mais.
Raro mas não impossível é encontrá-las numa mesma encarnação.
Como se Aristóteles pudesse ter sido Platão sem deixar de ser Aristóteles.
Mas o místico derramado que foi San Juan de la Cruz, nas Coplas
Del alma que pena por ver a Dios, parece ter chegado perto da sua fórmula:
apuro na criação, reflexão & êxtase, maravilhamento. Senão
vejamos: Vivo
sin vivir en mi En
mí yo no vivo ya, Esta
vida que yo vivo E
vai, assim, pelas 40 estrofes seguintes, até o final do poema. CW
- Crítica literária, você também fez. Em matéria de colaborações na
imprensa, nada em vista? (seria uma pena) AFF
- Não tem me sobrado tempo para abraçar mais coisas do que faço no IMS.
Mais à frente, gostaria de retomar alguns pequenos ensaios críticos que
venho guardando, inacabados, nem sei mais em que gaveta. CW
- Se você fosse dar uma oficina literária, a exemplo das que tenho
coordenado (inclusive no IMS), o que você mandaria o pessoal ler, de
poesia, prosa, crítica? Aliás, você faria isso, daria oficina?
(oficineiros agradeceriam, penso) AFF
- Antes de aceitar uma coisa dessas precisaria me preparar, me organizar.
Mas se tivesse tempo, acho que toparia. E, já que estamos falando de antípodas,
vamos, na mesma chave, para as leituras. Poesia: Jorge de Lima e João
Cabral de Melo Neto; prosa: Clarice Lispector e Graciliano Ramos; crítica:
Antonio Candido e Haroldo de Campos. ____ Antonio
Fernando De Franceschi
(Pirassununga/SP, 1942). Sua formação é em Filosofia – Faculdade de
Filosofia, Ciências e Letras da USP, e sua atividade atual é a de
Superintendente Executivo do Instituto Moreira Salles. Já
ocupou vários outros cargos, no. Conselho Editorial da revista D. O.
Leitura – Imprensa Oficial do Estado de São Paulo. Conselho Consultivo
do Centro Alceu Amoroso Lima para a Liberdade-RJ, Conselho Técnico da
Fundação Cultural Exército Brasileiro-RJ. Vice-Presidente da ANEC –
Associação Nacional das Entidades Culturais. Conselho Deliberativo do
Centro Cultural Maria Antonia, USP-SP. Conselho Editorial da Revista do
Instituto de Estudos Brasileiros, IEB, USP-SP, Conselho Consultivo da União
Brasileira de Escritores-UBE-SP (1987/1990), Conselho de Administração
da Escola Superior de Propaganda e Marketing-SP (1980/1990), Conselho
Consultivo da Associação Brasileira de Imprensa-ABI-SP, (1987/1990),
Editorialista e Diretor de Redação da Revista Isto É
(1980/1984). Conselho Deliberativo da Fundação Pró-Leitura do Ministério
da Cultura (1985/1990). Editor da Coleção QUALÉ, Editora Brasiliense-SP
(1994/1995). Diretor do Museu de Arte de São Paulo-MASP (1993/1994). Publicou
os seguintes livros de poesia: Tarde Revelada (Editora
Brasiliense,1985), Caminho das Águas (Editora Brasiliense,1987), Sal
(Companhia das Letras,1989), Fractais (Editora Brasiliense,1990), A
Olho Nu (Companhia das Letras,1993), e Cinco Formas Clássicas
(BEI – Comunicação, 2002). Recebeu
os seguintes prêmios literários: Prêmio Jabuti, Câmara Brasileira do
Livro,1986, como Revelação de Autor, por Tarde
Revelada; Prêmio “APCA”, Associação Paulista de Críticos de
Arte,1987, categoria Poesia, por Caminho
das Águas; Prêmio Jabuti, Câmara Brasileira do Livro,1988,
categoria Poesia, por Caminho das Águas; Prêmio Cassiano Ricardo, Clube de Poesia,1990,
categoria Poesia, por Sal. |
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Claudio Willer (Brasil, 1940) é um dos editores da Agulha. Entrevista realizada em março de 32005. Crédito da fotografia de AFF: Juan Esteves. Contato: cjwiller@uol.com.br. Página ilustrada com obras do artista Leonel Maciel (México). |
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