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revista de cultura #
47 |
discos da agulha
Em seu quinto CD, o grupo apadrinhado por Hermeto Pascoal e referência da música instrumental brasileira surpreende mais uma vez trazendo composições de João Donato, Michel Legrand, Djavan,além de músicas próprias.Gravado ao vivo no estúdio Zabumba o disco reflete a sonoridade impressa por sua mais nova formação.Ritmos latinos, ritmos brasileiros, música francesa e performances inspiradas de cada instrumentista.Nas faixas com vocais dois destaques: Bia Biagi parceira antiga de shows e gravações e Luciana Souza aclamada vocalista nos EUA.
A sinergia da voz surpreendente de Claudia Villela com o brilhante violão de Ricardo Peixoto tem entusiasmado inúmeras platéias nos Estados Unidos desde 1995. Seja em duo ou em formações mais amplas,suas apresentações - com boa dose de improvisos - arregimentam um público fiel e crescente, na medida em que eles transcendem fronteiras musicais. Inspiradas na alma musical brasileira, suas composições mesclam livremente referências africanas e européias com a sensibilidade do jazz, de uma forma que é ao mesmo tempo nostálgica e moderna. Nascidos e criados no mesmo bairro do Rio de Janeiro eles foram se conhecer em S. Francisco para onde Cláudia se mudou carregando um diploma de musicoterapia do Conservatório Brasileiro de Música. Ricardo por sua vez foi para os Estados Unidos com uma bolsa para o Berklee College of Music mudando-se após a formatura para S. Francisco onde dedicou-se ao violão clássico. Cláudia estudou canto com Sheila Jordan, intérprete de jazz e tornou-se ativa na cena musical californiana. Pouco a pouco os dois foram transformando seus esparsos encontros musicais em uma sólida parceria através da qual desenvolveram uma série de composições utilizando voz e violão com uma variedade de tons e texturas. Entre as influências brasileiras reconhecidas pelos dois estão Egberto Gismonti, Hermeto Pascoal, Flora Purim e Milton Nascimento. Inverse Universe é o terceiro CD da dupla, e o que alcançou maior público e maior atenção da crítica americana. Com belos arranjos de Ricardo Paixoto, este álbum consegue transmitir toda a fôrça poética da voz de Claudia Villela, que pode atingir cinco oitavas com coloração variada sob afinação perfeita. Gravado em Los Angeles, São Francisco e Rio de Janeiro, o disco conta com impressionante grupo de músicos incluindo-se a harmônica do legendário Toots Thielemans. "É a música Brasileira do novo milênio. Brilhante." Latin Beat Magazine "Em Inverse Universe, Claudia Villela e Ricardo Peixoto nos presentearam com uma estupenda coleção de músicas exóticas e emocionantes. Seus incríveis talentos continuam a nos maravilhar" Michael Brecker "Villela dança com sua voz sobre ritmos brasileiros" San Francisco Examiner. Este é mais um CD da série Música Brasileira na Fronteira do Jazz que a Rob Digital lança em 2002.
Com cerca de cinco anos de estrada e mais de trezentas apresentações, o SARAU realiza, desde 1996, recitais de Choro, com destaque para as TARDES DE CHORO, na COBAL/Humaitá, no Rio de Janeiro, onde já receberam nomes como Paulinho da Viola, Beth Carvalho, Altamiro Carrilho, Déo Rian, Joel Nascimento, Paulo Moura, Henrique Cazes e Maurício Carrilho, dentre outros , com a presença, nos últimos anos, de um público aproximado de 80.000 pessoas. Nesse CD, que recebeu elogios e quatro estrelas do júri do Jornal O GLOBO, e do JB, são apresentados Choros, Valsas, Polcas e Schottichs, refletindo um trabalho de pesquisa do grupo, que procura mesclar o choro tradicional com formas musicais contemporâneas, mas sempre com a preocupação de não comprometer as características do gênero. No repertório, garimpado nos arquivos de grandes chorões, obras inéditas de JACOB DO BANDOLIM (No Retiro do João), MÁRIO ÁLVARES (Bouquet), RICARDO CALAFATE (Dialogando - vencedor do II Concurso de Choros do RJ - 1978), ROSSINI FERREIRA (Capibaribe), DÉO RIAN (Quando me Lembro - sua primeira composição) e de CÍCERO TELLES DE MENEZES (a valsa Sonhos, da qual se conhecia apenas uma gravação lançada no Japão, com Jacob). O SARAU tem sua home-page: www.momentus.com.br/users/sarau, com informações sobre o grupo, seus componentes, o CD, a agenda de apresentações e a história do Choro, além do E-mail: sarau@momentus.com.br. Contatos: 2571- 2584 e 2288-6480 (telefax) (Bruno), ou 2275-11428 (Sergio).
“Lounjazz” abre novas trilhas e a biografia do músico mostra que ele tem brevê para esses vôos. À formação clássica (filho de uma pianista clássica e de um maestro, aos 15 anos já era flautista da Orquestra Sinfônica Brasileira), somou os estudos na Berklee College of Music e, a partir dos anos 80, o trabalho nos estúdios e nos palcos com os principais nomes da música brasileira. Sua carreira solo, iniciada em 1987 no disco “Leo Gandelman”, caracterizou-se por um instrumental que apostava tanto no lirismo quanto no balanço, no groove. Receita que foi bem recebida no mercado americano, onde Leo lançou muitos de seus discos, vivendo boa parte da década de 90 e início do século XXI em Nova York. Lá, além do trabalho solo, participou, ao lado de jazzmen como Bernard Purdie, Grant Greeen e Rueben Wilson, do grupo Masters of Groove – que Gandelman trouxe para apresentações no Brasil em 2002. “Lounjazz” é consolidação de muito do que foi contado acima. Trabalhos recentes de Leo, como “Brazilian soul” (1999) e “Pérolas negras” (1997), já acenavam com essa síntese musical, mas partiam principalmente de clássicos da canção popular. Agora, a exemplo de seus primeiros discos, o repertório é quase todo original, escrito pelo saxofonista em parcerias com o tecladista William Magalhães (um companheiro de viagem desde o fim dos anos 80) e o baterista Juliano Zanoni (jovem músico que Gandelman conheceu no fim de sua temporada em Nova York e que tem sido um parceiro constante desde então). Durante as gravações, instrumentistas como Alberto Continentino (baixo acústico), Nico Resende (violão), André Vasconcellos (baixo), Bernardo Bosisio (guitarra), Sidinho (percussão) e David Feldman (piano) também contribuíram muito para a concretização desse conceito. Na abertura, “Bossa rara”, resume as intenções e a atmosfera do disco: novíssima bossa, na qual acústico e eletrônica somam a favor de uma sonoridade que junta suavidade e balanço. Em seguida, “Gavião” é um tema mais ritmado, ao sabor do samba, e mantém o clima – detalhe, Leo e Magalhães acabavam de compor essa música quando um gavião apareceu em frente à janela, oferecendo-se como título. Já “Dançarará”, ganhou letra de Seu Jorge, feita no mesmo dia de sua gravação. Leo passou algumas idéias e o sambista pop traduziu em palavras o que o tema sugeria num criativo bate-bola no estúdio. Outra música-síntese, em “Lounjazz (Bem blues)” o sax alto de Gandelman passeia sinuoso pela marcante percussão (a eletrônica, programada por William Magalhães, e a “humana”, de Sidinho). Já “Bari bossa” é o veículo para um ótimo solo de Leo no sax barítono, daí o título. “Sociedade desconhecida” é a faixa mais ousada do disco, com ecos que tangenciam tanto o tango no acordeom de Marcos Nimrichter quanto o free jazz nos solos de piano de David Feldman. O sax alto de Leo funciona como o fio condutor dessa viagem, dialogando e aproximando os extremos. “O iate” tem como ponto de partida o clássico “O barquinho”. Leo criou uma nova composição a partir de uma frase da música de Roberto Menescal (e Ronaldo Bôscoli), que agora avança por outras praias. “Love total” é um dos temas que Leo escrevera para a trilha de “Estrela solitária”, no caso, o tema de amor de Elza Soares e Garrincha. Botafoguense apaixonado, para compor a música do filme que conta a história do craque mais emblemático de seu time, Leo mergulhou na música da época, a partir de uma pesquisa na fabulosa coleção de discos do escritor Ruy Castro. Além dessa pesquisa, os sons do período sempre acompanharam Leo. Seu pai, Henrique Gandelman, manteve no início dos anos 60 um selo, Plaza, pioneiro na fusão do samba com o jazz, que lançou discos como “Saxsambando” – inspiração também para o nome do selo criado agora por Leo. Nas recriações de “Lounjazz”, originais também são as abordagens, como a para “Tico tico lounge”, que traz a quase centenária “Tico-tico no fubá” (Zequinha de Abreu) para as pistas de dança, sem abrir mão da brejeirice desse choro. Ou então reafirmar a contemporaneidade dos afros-sambas de Baden Powell (e Vinicius de Moraes) numa versão pulsante de “Canto de Ossanha” (atenção para o solo fluente de Leo no saxofone tenor). Também corre por aí o belo samba-canção “Inquietação”, de Ary Barroso, com participação de Zélia Duncan, faixa que entra como bônus no CD. A instrumentação, um quarteto básico e arrasador, com Zanoni na bateria, Continentino no baixo acústico, Feldman no piano e Leo Gandelman no sax soprano, é também uma homenagem ao saxofonista John Coltrane e seu clássico disco com o cantor Johnny Hartman. O resultado, como em outro clássico de Ary, é luxo só, cool e profundo. Para fechar o disco, outra faixa-bônus, o remix de “Dançarará”. “Dançarará remix”, “Tico tico lounge” e “Canto de Ossanha” também ganharam uma pequena tiragem em vinil, que será distribuída a DJs por Leo Gandelman. Para as pistas, os lounges e as mentes, “Lounjazz” é um irresistível bilhete para uma bela viagem musical. [Antonio Carlos Miguel]
Primeiro álbum do Duo 2, único duo de piano e cavaquinho de que se tem notícia. Também integrantes dos grupos Conversa de Cordas e Pijama de Seda, Marcos Souza (piano) e Paulo Heleno (cavaquinho) trazem no repertório composições de Pixinguinha, Waldir Azevedo, Francisco Mário (pai de Marcos Souza), Paulo Heleno, além de músicas de própria autoria. O Duo 2 estreou no Museu do Telephone, Rio de Janeiro, em uma temporada de um mês com a casa lotada. Em seguida, apresentou-se no Arco da Velha e no Centro Cultural Laurinda Santos Lobo. Tocou em homenagem a Betinho, em Santo André, e participou da Bienal de Quadrinhos na Serraria, em Belo Horizonte. O CD ainda conta com as participações especiais de David Chew (celista da OSB), Dom Chacal (percussionista), Afonso Machado (bandolinista) e do grupo Conversa de Cordas.
Filho do musicólogo Eurico Nogueira e da pianista erudita Ivy Improta, Tomás Improta teve contato com a música desde de cedo. Acompanhou profissionalmente grandes nomes da música popular brasileira, como Maria Bethânia, Caetano Veloso e Chico Buarque. Autor de trilhas sonoras para o cinema e TV, desenvolveu uma respeitada carreira no exterior e hoje está de volta ao cenário musical brasileiro onde além das gravações,publicou o didático Tratado de Harmonia. O desafio de interpretar instrumentalmente músicas de Dorival Caymmi, que tem um repertório conhecidíssimo pelas letras, não foi empecilho para a realização deste disco. “ Caymmi é um compositor genial, ídolo de todo o Brasil, e, quando ouvi Você não sabe amar, percebi que era muito boa de levar no instrumental”. Com 14 faixas, o CD passeia por diversas fases da obra de Dorival. O repertório traz as canções Tão Só, O bem e o mar, Canto de Nana, Horas, Anjo da Noite, Rua deserta, O mar, O que é que a Baiana tem/Samba da minha terra, Canção Antiga, Cantiga de cego, Cala a boca menino, Você não sabe amar e Das rosas. Todos os arranjos são do próprio músico, com exceção da faixa O que é que a Baiana tem/ O samba da minha terra, que tem arranjos de Gabriel Improta. “Canção Antiga” jazzificada, ”Cantiga de Cego” impressionista, ”Você não Sabe Amar” de boate, a valsa “Das Rosas” em moderno piano solo, o disco de Tomás Improta sobre Caymmi, Dorival (Rádio Mec), é respeitoso e levemente inovador. Ao lado do pianista, jovens músicos refrescam o disco.Simples e bonito. O Globo
Zé da Velha Guarda, simplificado para Zé da Velha,é um ícone do choro tendo tocado e gravado com seus principais expoentes. Dos antigos, Zé incorporou o fraseado típico, com sopros suaves, contrapontos e improviso. Mas ao juntar-se ao trompetista Silvério Pontes - um apaixonado pelo choro, mas com largo tránsito pela MPB moderna -Zé da Velha passa a constituir com o parceiro uma dupla única,cuja personalidade, destacada de imediato pela qualidade dos arranjos de metais, atrai a participação de músicos de alto calibre. Do CD participam: Paulo Moura, Marcelo Gonçalves, no violão de sete cordas, a dinastia Celsinho e Jorginho do Pandeiro, Valter, do grupo Chapéu de Palha, e os talentosos Rogério Souza no violão de seis e arranjos, e Marcos Nimrichter no acordeon. O repertório sofisticado, além dos compositores tracionais do gênero, inclui Bonfiglio e Oliveira, Benedito Lacerda, K-Ximbinho e Baden Powell. 8. PUTUMAYO WORLD MUSIC Eleita pela revista Downbeat como o selo número 1 do gênero, a Putumayo World Music sabe como ninguém fazer da música o maior veículo de integração cultural do mundo. Combinando o tradicional ao contemporâneo e acolhendo a diversidade musical dos diferentes cantos do globo, a Putumayo inova e faz jus ao termo World Music, oferecendo a você a genuína música do mundo. Não há fronteiras que resistam às melodias e à variedade de ritmos da Putumayo World Music. Do blues norte-americano até os sons exóticos do Oriente Médio e da África, passando por toda a riqueza da música latina e pelos diferentes povos da Europa, a Putumayo World Music é a estrada certa para quem quer participar de uma jornada sobre os trilhos da música do mundo. Apresentamos a seguir três discos do selo:
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