revista de cultura # 47
fortaleza, são paulo - setembro de 2005






 

Navegando em busca de Guimarães Rosa: a sedução do leitor na Internet

Vanessa Moro Kukul

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Guimarães RosaComparado ao exercício do olhar, que se “embrenha pelas frestas do mundo na investigação dos obstáculos ou lacunas que constantemente comprometem a unidade hesitante das significações (…)” (CARDOSO, 1988), a navegação também se concentra numa perscrutação, numa investigação e numa busca. Basta que selecionemos uma palavra-chave para que, nesse sistema de movimentação não-linear, tenhamos acesso a um texto que se desdobrará em muitos outros (links). A navegação digital [1] – que é também uma viagem – é, essencialmente, uma empreitada no tempo e no espaço; espaço esse sem-fronteiras, sem-centros [2] e em metamorfose constante.

Navegar buscando Guimarães Rosa significa, num primeiro momento, penetrar nesse “outro” espaço – a internet – buscando suas especificidades (com o auxílio de Roger Chartier); noutro, identificar as vinculações e o modo pelo qual as obras de Rosa (além do próprio escritor) são divulgadas na rede e seduzem o navegador a ler as obras rosianas. Selecionamos para tal investigação os sites: Literatura Online; Sociedade Literária Prometheus; TV Cultura - Alô Escola.

Roger Chartier, num texto intitulado “Do códex à tela: as trajetórias do escrito”, [3] reflete a respeito da transformação radical nas modalidades de produção, de transmissão e de recepção do escrito; duvidosa para alguns e aplaudida por outros. A revolução de textos consagrados a uma existência eletrônica, para esse, é mais importante do que a chamada ‘revolução impressa’ [4] conferida a Johannes Gutenberg. Com a revolução do livro eletrônico o que se modificou foram os modos de organização, de estruturação e de consulta ao suporte escrito; da mesma forma que, com essa, se tem outra revolução: a da leitura. A leitura sobre a tela

substitui a materialidade do livro pela imaterialidade de textos sem lugar específico: às relações de contigüidade estabelecidas no objeto impresso ela opõe a livre composição de fragmentos indefinidamente manipuláveis; à captura imediata da totalidade da obra, tornada visível pelo objeto que a contém, ela faz suceder a navegação de longo curso entre arquipélagos textuais sem margens nem limites. Essas mutações comandam, inevitavelmente, imperativamente, novas maneiras de ler, novas relações com a escrita, novas técnicas intelectuais. (CHARTIER, 1998)

Com efeito, o texto em sua representação eletrônica, sem materialidade e sem localização, pode atingir qualquer leitor dotado do material necessário para recebê-lo e, se fosse possível que todos os textos existentes, manuscritos ou impressos, se convertessem em textos eletrônicos, tornaria possível a disponibilidade universal do patrimônio escrito: todo leitor poderia, se estivesse diante de uma tela conectada à rede, assegurar a distribuição de documentos informatizados, ler e estudar, independentemente de sua localização.

Evidentemente, Chartier ressalta que essa revolução do texto eletrônico também representa uma violência contra os textos, correndo-se um risco grande de separá-los de suas significações históricas. A representação eletrônica, porém, não deve significar o abandono e a destruição dos livros.

A internet – espaço sem fronteiras “visíveis”, lugar de interatividade – além de nos pôr em contato com o mundo (pensemos na biblioteca universal proposta por Chartier), possibilita múltiplas operações com relação ao texto: o leitor pode indexá-lo, anotá-lo, copiá-lo, desmembrá-lo, deslocá-lo; ser o editor, o distribuidor, além de ser o autor, ou, por apropriação, co-autor. Distante corporalmente do texto – com o computador instaura-se um afastamento entre autor e seu texto – o leitor

encontra-se em posição de constituir um texto novo a partir de fragmentos recortados e reunidos. […] O leitor da idade eletrônica pode construir à vontade conjuntos textuais originais, cuja existência e organização só dependem dele. Mais ainda, ele pode a todo o instante intervir sobre os textos, modificá-los, reescrevê-los, fazê-los seus. (CHARTIER, 1998)

O debate acerca de uma possível destruição dos livros, deixou de lado um componente importantíssimo: os hábitos culturais. Estamos atrelados ao livro, ligados afetivamente a ele: ao seu cheiro, à sua textura, à sua materialidade. Além disso, podemos carregá-lo, dobrá-lo, não necessitamos de eletricidade (pelo menos não durante o dia), de bateria ou instalação apropriada. Nem precisamos enfrentar a hegemonia que o inglês assumiu na rede. Podemos escolher:

a posição mais cômoda: sentado, estendido, encolhido, deitado. Deitado de costas, de lado, de bruços. Numa poltrona, num sofá, numa cadeira de balanço, numa espreguiçadeira, num pufe. Numa rede, se tiver uma. Na cama, naturalmente, ou até debaixo das cobertas. Pode ficar de cabeça para baixo, em posição de ioga. Com o livro virado é claro. (CALVINO, 2003)

Floriano MartinsMesmo com especificidades, pesquisas revelam que o texto impresso e a internet tornaram-se aliados. Na matéria “Fora da estante”, do caderno Ilustrada, da Folha de S. Paulo (31/07/2004), por exemplo, lê-se que o papel ainda é o parceiro preferencial de uma safra de novos escritores que procuram se desvencilhar das editoras, distribuidoras, livrarias e outros segmentos do mercado. Uma das criadoras do grupo entrevistado, Cristiane Lisboa, afirma que os blogs [5] facilitaram o contato dos autores, mas não permitem que as pessoas se encontrem para se darem literatura de graça.

O grupo difunde tanto a literatura que eles produzem quanto a que recebem por internet ou correio. E, mesmo usando formas diferentes para mostrar os trabalhos – marcadores de página, bulas de remédio, cartazes, bloco de anotações – ainda se trata de texto impresso. Usa-se a internet como meio de divulgação, vendendo somente por meio da rede; ou seja, dispensam-se os intermediários, mas não o papel.

Tais dados trazem para essa discussão novas questões – que serão apenas citadas nesse estudo, mas que, indubitavelmente, exigem um debate mais amplo –: a primeira é a de que a internet conta com uma gama específica de leitores (não podemos esquecer as taxas de exclusão digital no Brasil); [6] a segunda explicita o fato de que é difícil o acesso (download) e a leitura digital de um livro como o Grande Sertão: Veredas (texto de quase quinhentas páginas); e, a terceira, é a de que alguns livros podem ser disponibilizados na rede, mas não foram criados para o computador.

Vinculado aos concursos vestibulares – a obra de Rosa, não raramente, é uma das leituras exigidas dos vestibulandos – o site Literatura Online (LOL) afirma aos visitantes, cujo público-alvo sabemos, que não há “motivos para descabelamento”, uma vez que o LOL tem “aquela obra literária que você estava procurando para o vestibular. E com comentários! Pegue uma cadeira e instale-se à vontade em nossa Biblioteca.”

Antes de tudo é o site que quer seduzir, ou melhor, persuadir. Primeiramente ele se preocupa com o outro, entende suas necessidades e, ainda, se sensibiliza. Assim ele conduz o seu visitante fazendo com que ele acredite que está agindo com autonomia.

O site é bem diagramado, atrativo visualmente, e oferece várias oportunidades para que o internauta-vestibulando se atraia não só pela palavra escrita; ele pode atrair-se pela possibilidade de divulgar seus textos, assim como desejar escrever; conhecer as correntes literárias do Brasil e de Portugal, além de ter a opção de baixar as obras obrigatórias para o vestibular e ler comentários a seu respeito.

Esses comentários acerca do site são baseados numa análise feita pela Folha de S. Paulo, divulgada no próprio site que, além de dar provas ao internauta de que o deseja (para usar um trocadilho de Roland Barthes), coloca no ar um comentário de um jornal respeitado para tornar inquestionável a qualidade do mesmo. Além desse comentário, há outros, também elogiosos, dos jornais O Estado de S. Paulo, Correio Braziliense e O Liberal (de Belém do Pará), da Revista Web, do site da Revista Nova Escola, entre outros. Dentre esses, destacamos o seguinte que inicia com o título “LOL quer fazer internauta gostar dos clássicos da literatura” e segue com o texto: “A linguagem do LOL é bastante diferenciada. Jovem e acessível, sabe conciliar o tradicional com o moderno, no pique de seu público-alvo, o que é percebido já a partir de sua programação e design. Correio do Estado (Campo Grande, Mato Grosso do Sul, 27.2.2002).”

O site realmente é recomendado e apontado como um dos melhores. Mas nem todos os arquivos são de obras literárias conjugadas aos comentários; alguns contemplam a obra mais o comentário, alguns somente a obra e, outros, apenas o comentário. De Guimarães Rosa, o site fornece apenas comentários, para download, de “A Hora e a Vez de Augusto Matraga” (último conto de Sagarana) e “Conversa de Bois” (penúltimo conto de Sagarana), Manuelzão e Miguilim (uma das partes do ciclo novelesco “Corpo de Baile”) e Primeiras Estórias (livro de contos).

Floriano MartinsEsses são bem escritos; são resumos críticos que vêm acompanhados de uma pequena introdução (algumas linhas) acerca das características da obra de Guimarães. Os textos são em formato de texto (.doc), e, a não ser pelo logotipo do site, não há imagens. Esse formato sugere o armazenamento do texto (no disco rígido ou em outra mídia) e uma possível impressão do mesmo (exemplo de que realmente a internet é aliada do texto impresso). No que se refere ao conteúdo do texto, percebe-se que se pauta pelas exigências dos exames de vestibular e que quase não há citação do texto de Rosa. Quanto à linguagem rosiana parece haver um ponto de divergência, num dos textos (comentário de “Conversa de Bois”) há a seguinte afirmação:

em primeiro lugar nota-se a ambientação e a utilização de personagens sertanejas, provavelmente em algum lugar do interior de Minas Gerais. Além disso, há o aproveitamento da linguagem dessa região, provocando não só a imitação do seu vocabulário, mas também do seu próprio ritmo e musicalidade. [7]

Já no comentário de Manuelzão e Miguilim se lê:

Na realidade, ao contrário do que costumeiramente se afirma, Guimarães não copia a linguagem do sertanejo, tanto é que há constantemente a invenção de palavras (neologismos) misturada a arcaísmos, além do aproveitamento de termos cultos e de elementos de poeticidade, como aliterações e assonâncias. Seria absurdo imaginar que o homem simples do campo tivesse uma linguagem com tanta inventividade. O que de fato ele aproveita é a melopéia, ou seja, a musicalidade, o andamento de sua fala. [8]

Em meio a essa pequena ou grande divergência, percebe-se que o site é comprometido na medida em que assume que o comentário “consiste apenas num subsídio para a compreensão da obra em questão. De maneira alguma substitui a leitura integral do livro, condição essencial para um perfeito entendimento do texto literário.” [9] Afora a questão do “perfeito”, uma vez que supõe uma leitura acabada, a explicação pode levar o leitor comprometido e envolvido pelo enredo apresentado a se aproximar efetivamente da obra de Guimarães.

O site Sociedade Literária Prometheus comenta as obras Sagarana e Primeiras Estórias. Trata-se de um ‘resumão’, intitulado, por quem escreveu, de análise. Nessa dita análise, a obra Sagarana é resumida, por conto, em personagens e narrativa (exceção para “A hora e a vez de Augusto Matraga”, no qual a ‘análise’ contempla o espaço). Um exemplo (o conto é “A volta do marido pródigo”):

A VOLTA DO MARIDO PRÓDIGO:

Personagens :

-Seu Waldemar Encarregado (Mulher tem aulas de violão com Lalino)

-Seu Marra Chefe de Turma

-Lalino Laio, Eulálio De Souza Salãthiel

-Maria Rita

-Major Anacleto

-Oscar

Narrativa :

-Lalino “trabalha” no corte de terra para o aterro de uma estrada

-Resolve ir para o Rio de Janeiro (Vai e se esbalda)

-Volta e encontra a mulher (Maria Rita) amasiada com Ramiro um espanhol que lhe emprestrou um dinheiro para a viagem

-Pede ajuda a Oscar, filho do Major Anacleto, que lhe arranja um emprego de cabo eleitoral na campanha do Major.

-Lalino usa toda a sua lábia para convencer os eleitores e consegue

-O Major acaba expulsando os espanhóis e unindo Maria Rita e Lalino. [10]

Mesmo utilizando desse esquema, que banaliza a obra de Guimarães e que não dá nem indícios do que é a linguagem rosiana, ao comentar o quinto conto de Sagarana, o comentarista diz que “Minha Gente” é um conto diferente no que se refere ao foco narrativo e à linguagem.

Floriano MartinsO autor utiliza uma linguagem mais formal, sem grandes concessões aos coloquialismos e onomatopéias sertanejas. Alguns neologismos aparecem: suaviloqüência, filiforme, sossegovitch, sapatogorof - mas longe da melopéia vaqueira tão gosto do autor. A novidade do foco narrativo em primeira pessoa faz desaperecer o narrador onisciente classíco, entretanto quando a ação é centrada em personagens secundárias - Nicanor, por exemplo - a oniscência fica transparente. É um conto que fala mais do apego à vida, fauna, flora e costumes de Minas Gerais que de uma história plana com princípios, meio e fim. Os "causos" que se entrelaçam para compor a trama narrativa são meros pretextos para dar corpo a um sentimento de integração e encantamento com a terra natal. [11]

Lendo essa passagem, a impressão que se tem é a de que esse comentário foi copiado de algum lugar, pois há uma quebra na linguagem e no esquema. O mais interessante é perceber que se fala de linguagem mais formal, mas não se exemplifica (mais formal em relação a que tipo de linguagem); trata-se de um comentário nas nuvens, sem qualquer tipo de argumentação ou contemplação do texto de Rosa.

No comentário de Primeiras Estórias, não há imagens, não há sons e o texto está no formato html (assim como no ‘comentário’ de Sagarana). Percebem-se também, como no comentário de Sagarana, problemas em relação à escrita do texto e à sua formatação (o texto não é justificado, há problemas ortográficos [roseano, classíco, oniscência, desaperecer], as vírgulas são usadas uma depois da outra [,,], há ponto final e a oração seguinte se inicia com letra minúscula).

Os contos de Rosa são – diferentemente do extenso romance Grande Sertão: Veredas – marcados como textos breves. Mas não tão breves como quis o comentarista das Primeiras Estórias. O resumo/comentário do conto “As margens da alegria”, possui menos de duas linhas: “Um menino descobre a vida, em ciclos alternados de alegria (viagem de avião, deslumbramento pela flora, e fauna) e tristeza (morte do peru e derrubada de uma árvore).” [12] Evidentemente, a análise ainda fornece dados em relação ao foco narrativo, tipo de narrador, emprego dos tempos verbais, ambientes e personagens. Tudo isso usando apenas uma frase de Rosa: “Quando nada acontece, há um milagre que não estamos vendo” (ROSA, 1988).

Apresentado como “feiticeiro das palavras, caboclo universal”, Guimarães Rosa, assim como sua obra, tem outro destaque no site da TV Cultura - Alô Escola. Por meio de fotos, imagens e, principalmente, trechos da obra Grande Sertão: Veredas e de depoimentos do escritor, esse se diferencia dos demais por mostrar efetivamente a escritura rosiana e o próprio escritor. As aspas, que indicam as falas do escritor, seduzem o leitor/navegador a se aproximar não só dele, mas dos seus feitiços: as suas obras.

No site, as informações acerca de Guimarães estão divididas em três partes. A primeira parte intercala fragmentos da obra já citada, fragmentos dos relatos do escritor, imagens (capas de algumas de suas obras), fotos e quadros destacados em laranja que explicam e contam o percurso do homem e do escritor João Guimarães Rosa. A segunda prioriza o romance Grande Sertão: Veredas; a forma de apresentá-la é, basicamente, a mesma – fragmentos da obra já citada, fragmentos de depoimentos do escritor, imagens, fotos e quadros destacados em laranja – contendo ainda a opção: ouvir Guimarães Rosa. A última parte é dirigida ao ensino e à aprendizagem. Intitulada de “ensinar e aprender”, ela trás atividades que sugerem pesquisa das novas tendências na literatura brasileira, após 1945, identificação de termos regionais num fragmento do texto Manuelzão e Miguilim procurando o significado dos mesmos, entrevista com pessoas que vieram de diferentes regiões do Brasil coletando vocábulos diferentes e seus significados, busca de neologismos no conto "O burrinho pedrês”, entre outras atividades.

As páginas apresentam referências das ilustrações, da bibliografia do autor, da filmografia, da discografia, além da sugestão de visita ao Museu Guimarães Rosa (visita cujo objetivo é complementar o estudo), em Minas Gerais. O texto (formato Html) pretende apresentar o escritor e as obras rosianas, ensinando e seduzindo os navegadores a se aventurarem nas páginas de um livro. Além de ser um ótimo material de apoio para professores do ensino fundamental e médio.

Floriano MartinsAs análises (breves) feitas dos três sites foram arbitrárias, mas mostram que o material impresso não foi substituído pelo eletrônico. Um dos fatores que apontam para isso é o fato de não se ter, na rede, nenhuma obra completa de Guimarães Rosa disponível para download, isso leva o navegador a se restringir apenas aos comentários disponibilizados nos sites, ou buscar o texto impresso. Ou seja, ainda não se trata de uma questão de escolha.

Nos casos analisados não se levou em conta a consulta simultânea a vários sites feita pelos navegadores. Sabe-se, porém, que essa multiplicidade pode saturar o navegador e afastá-lo ainda mais da literatura, tendo em vista a repetição de termos e resumos mal feitos, ou pode, por meio de uma seleção dos sites que ele julga mais confiáveis e melhores, seduzi-lo a ler não somente Guimarães Rosa, mas Literatura. Isso tudo sem contar a participação do professor ou da professora de linguagem, que é de extrema importância.

 

NOTAS

1. “A reação ao clique sobre um botão (lugar da tela de onde é possível chamar um outro nó) leva menos de um segundo. A quase instantaneidade da passagem de um nó a outro permite generalizar e utilizar em toda sua extensão o princípio da não-linearidade. Isso se torna a norma, um novo sistema de escrita, uma metamorfose de leitura, batizada de navegação.” (LEVY, 1993)

2. Um dos princípios que caracterizam o hipertexto é o de mobilidade dos centros, segundo o qual “a rede não tem centro, ou melhor, possui permanentemente diversos centros que são como pontas luminosas perpetuamente móveis, saltando de um nó a outro, trazendo ao redor de si uma ramificação infinita de pequenas raízes, de rizomas, finas linhas brancas esboçando por um instante um mapa qualquer com detalhes delicados, e depois correndo para desenhar mais à frente outras paisagens do sentido.” (LEVY, 1993)

3. CHARTIER, R. A ordem dos livros: leitores, autores e bibliotecas na Europa entre os séculos XIV e XVIII. 2.ed. Trad. Mary Del Priore. Brasília: Editora Universidade de Brasília, 1998. [Quando citarmos Chartier estaremos nos referindo a essa obra em particular.]

4. A revolução da imprensa não consiste numa aparição do livro, esse é herdeiro do manuscrito; antes da revolução da imprensa o livro ocidental já teria encontrado a forma que lhe permaneceu própria na cultura do impresso. [Ver CHARTIER, (livro citado na nota 3)]

5. Blogs são diários virtuais interativos.

6. De acordo com a Fundação Getúlio Vargas, no Mapa da exclusão digital, disponível no seu site, “em 2001, 12,46% da população brasileira dispunha de acesso em seus lares a computador e 8,31% à internet.” Ou seja, o computador e o acesso à internet são, ainda, um universo de poucos. Contamos com outro problema, 11,8% da população de 15 anos de idade ou mais é analfabeta (dados IBGE).   

7. Literatura Online, “Conversa de Bois (Comentário)”. Disponível em <http://www.lol.pro.br/DOWNLOADS/ARQUIVOS/Conversa de Bois.zip>. Acesso em: 10 jul. 2004. 21h.  (grifo nosso).

8. Literatura Online, “Manuelzão e Miguilim (Comentário)”. Disponível em <http://www.lol.pro.br/DOWNLOADS/ARQUIVOS/ Manuelzão e Miguilim.zip>. Acesso em: 10 jul. 2004. 21h.  (grifo nosso).

9. Literatura Online, “Conversa de Bois (Comentário)”. Disponível em <http://www.lol.pro.br/DOWNLOADS/ARQUIVOS/Conversa de Bois.zip>. Acesso em: 10 jul. 2004. 21h.  (grifo nosso).

10. Sociedade Literária Prometheus – Seção “Obras Comentadas” [Sagarana]. Disponível em: <http://www.geocities.com/slprometheus/html/oc12.htm>. Acesso em: 10 jul. 2004. 20h.

11. Sociedade Literária Prometheus – Seção “Obras Comentadas” [Sagarana]. Disponível em: <http://www.geocities.com/slprometheus/html/oc12.htm>. Acesso em: 10 jul. 2004. 20h.

12. Sociedade Literária Prometheus – Seção “Obras Comentadas” [Primeiras Estórias]. Disponível em: <http://www.geocities.com/slprometheus/html/oc11.htm>. Acesso em: 10 jul. 2004. 20h.

Vanessa Moro Kukul (Brasil, 1980). Ensaísta. Mestre em Letras pela UNESP, São Paulo. Inédita em livros. Contato: vanessakukul@yahoo.com.br. Página ilustrada com obras do artista Floriano Martins (Brasil).

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