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revista de cultura # 53 |
discos da agulha
Nascido na cidade de Inajá, Sertão do Moxotó, em Pernambucano, Charles Teony traz em seu primeiro cd “Tambor do Mundo”, a forte influência de sua região: os cordéis, repentes, aboiadores e emboladores, que tanto marcaram a obra dos inconfundíveis Jackson do Pandeiro e Luiz Gonzaga. O disco foi produzido pelo renomado guitarrista e produtor musical Paulo Rafael, que há mais de 25 anos é responsável pelos arranjos, produções e guitarras de Alceu Valença. Em 12 faixas, músicas de composição própria e de Alceu Valença, J. Michiles e Aracílio Araújo. Entre as participações especiais, Silvério Pessoa, o multi-instrumentista Antúlio Madureira, o acordeonista Mará, do grupo Forróçacana, e o cantor Canibal, da banda Devotos. Em Tambor do Mundo, Charles Teony encanta com sua voz e sua perfomance nos instrumentos como ganzá, gonguê, chocalhos e outras percussões. O animado e diversificado som regional do artista é acompanhado por Wendell Bará e Joás dos Santos nas percussões; Alexandre Xaréu nas caixas e pratos; Toinho Japa no baixo; e Nilsinho Amarante nos trombones. O talento do músico foi descoberto quando menino, época em que se ouviam as mágicas radiolas nas feiras do sertão. O pequeno poeta já compunha e cantava nas bandas de sua cidade e outras do interior do Nordeste em festas de padroeiro, novena, samba de latada, cantoria e vaquejada. Em 1992, o jovem artista chega à capital pernambucana e se encanta com a pluralidade musical e histórica de Recife e Olinda. Amplia então sua riqueza cultural acrescentando em seu alforje xote, repente, baião, os frevos das ladeiras de Olinda, os tambores do maracatu, a caixa de guerra dos caboclinhos e a ciranda praieira da região. No ano seguinte, além de compor, Charles passou a cantar no grupo Nação Maracatu do Camaleão. Já em 1995, inicia sua participação no grupo Maracatu Nação Pernambuco, como principal cantor. Com o grupo fez shows em 80 cidades na Europa, participando dos principais festivais e shows do continente, e chegando até os Estados Unidos da América. Após o grande sucesso, Teony inicia carreira solo e é convidado para participar do Festival Luso Brasileiro na Vila de Serpa em Portugal. Em 2003 e 2004, o artista passa a ser destaque no calendário do Estado de Pernambuco, nas Festas de São João e Carnaval, nos principais eventos do circuito cultural e nas casas noturnas de Recife e Olinda. Já em 2005 é convidado para participar de um dos mais importantes festivais de jazz do Mundo: o New Orleans Jazz Festival, no qual foi consagrado pelo público, produtores e críticos, por sua ímpar musicalidade e performance, obtendo destaque na primeira página do Times Picayne, principal jornal de New Orleans. Tambor do mundo apresenta o som marcante de um expoente da nova geração musical de Pernambuco.
...E por falar em acordeon, produzido por Luiz Avellar, conta com 13 faixas, sendo uma de composição própria, e traz um naipe de instrumentistas da maior qualidade: nos pianos, Leandro Braga, Itamar Assiére e Luiz Avellar; nos violões, João Lyra, Luís Brasil, Leonardo Amoedo e Nando Duarte; nos sopros, Carlos Malta, Paulo Sérgio Santos e Roberto Marques; nos baixos, Jorge Helder, Nei Conceição e Arthur Maia; nas baterias, Jurim Moreira e Kiko Freitas; nas percussões, João Hermeto e Fábio Luna, e no violino Nicolas Krassik. O repertório traz releituras variadas: de Djavan e Jair Amorim a Nando Reis e Marisa Monte; de Pixinguinha e Jacob do Bandolim a Valdir Azevedo e Luiz Gonzaga. A música autoral “Rio Branco” é uma homenagem de Chico à capital do Acre, seu estado natal. Em “Day Tripper”, dos Beatles, o acordeonista mescla rock com xote, em arranjo sofisticado com belos solos de sax. Assim como nas demais faixas, o artista demonstra personalidade e estilo próprio, seja nos arranjos ou na interpretação. O instrumentista descobriu sua vocação para a música aos seis anos de idade. Incentivado por seu pai, ainda jovem começou a estudar piano e teclado. O reconhecimento veio como pianista, mas assim que Chico se aprofundou na musicalidade do acordeon, percebeu uma maior identificação com o instrumento. O músico mudou-se para o Rio de Janeiro, onde tocava na noite e fazia cursos de harmonia, improvisação e piano erudito. Foi convidado a fazer trabalhos com o cantor Zeca Pagodinho, o que abriu as portas para sua entrada na indústria musical. Tocou com nomes ilustres como Cássia Eller, Nando Reis e Elza Soares, de quem também foi diretor musical.
Depois de ter passado 15 anos tocando no grupo de Hermeto Pascoal (juntamente com Carlos Malta, Itiberê Zwarg, Marcio Bahia, Pernambuco e Fábio Pascoal, numa época em que praticavam imersão musical total, ensaiando 6 horas por dia, 5 dias por semana), o pianista Jovino Santos Neto radicou-se em Seattle (EUA), onde vive desde 1993, desenvolvendo seu trabalho solo. Lá ele criou sua própria editora, a Real Angle Music, em homenagem ao bairro carioca de Realengo, onde foi criado. Além de editar suas próprias músicas, lançou recentemente o livro Tudo É Som, uma coletânea de 32 partituras de Hermeto, recolhidas ao longo dos anos. Neste disco, gravado em abril de 2000 em um show na cidade de Olympia (no estado de Washington, onde fica Seattle), Jovino apresenta composições próprias ao lado do seu quinteto (Harvey Wainapel, saxofones e clarineta; Chuck Deardorf, baixo; Mark Ivester, bateria e percussões; Jeff Busch, percussões). Sua música é um profícuo amálgama entre a linguagem do jazz e a filosofia de música total de Hermeto, que, como não podia deixar de ser, é uma das grandes influências de Jovino. A saudável salada de jazz com samba é servida logo na primeira faixa, Mendanha, que mistura ronco de cuíca ao suingue da clarineta de Wainapel. Em Pitombeira, o tema insistente na mesma nota e a harmonia conduzida em blocos paralelos contrastam com os solos de piano despreocupados e livres de Jovino. Tanto aí quanto nos acordes sincopados em uníssono rítmico com as percussões vê-se a mão do bruxo do Jabour agindo. A base mostra-se muito segura e entrosada, e quem for atento descobre até mesmo uma breve citação de Desafinado no solo de saxofone desta faixa. Assim, como Hermeto, Jovino é um compositor orgânico, de levadas e ritmos espontâneos, que, se tiverem de ser grafados, correm o risco de ficar com formas e medidas de compassos pouco convencionais. É o caso de Macaé, cujo início, só no piano, mistura harmonias jazzísticas a células cíclicas que lembram compositores eruditos europeus do início do século XX. Ou ainda do ótimo Maracatrês, que, como o nome indica, é uma espécie de maracatu predominantemente em compasso 3/4, pontuado por inspirados improvisos free. Ternária também é a balada The Flowing of the Night, que, mesmo assim, não é, segundo o compositor, propriamente uma valsa. Única composição não assinada pelo pianista, o choro Intrigas no Boteco do Padilha, de Luiz Americano (1900-1960), foi incluído a pedido do clarinetista. Um exemplar clássico do gênero, com arranjo só para clarineta e piano, parece ter agradado a platéia, apesar da tentativa nem tão bem-sucedida de Jovino de traduzir o título para o inglês. Encerrando a seleção, Jujuba corrobora mais uma vez o casamento de ritmos brasileiros com os modelos do jazz. Ótima pedida para os apreciadores da boa música, o disco pode ser adquirido através do site de Jovino (www.jovisan.net), que tentará lançá-lo no Brasil em julho, quando vem se apresentar e tocar com músicos brasileiros.
A cada novo álbum que Jovino Santos Neto lança, ele continua sua surpreendente trajetória para solidificar sua posição como um instrumentista brasileiro de primeira linha, e ao mesmo tempo ele se aproxima de suas raízes como um dos membros da banda de Hermeto Pascoal. Seguindo seu lançamento de 2003 com Mike Marshall, Serenata - The Music of Hermeto Pascoal, Jovino não perde tempo ao retornar até mesmo melhor. Está claro que ele economizou muitas peças deliciosas para Roda Carioca (Rio Circle). Este álbum traz nove composições dinamite que próprio escreveu e dois outros números: o clássico de Moacir Santos, “Nanã” – com os inconfundível vocais de Joyce – e composição de Hermeto Pascoal “Juvenal no Grumari.” Os músicos que Jovino Santos Neto (piano, melódica, flautas, acordeon, percussão) convidou para partilhar desta maravilhosa produção estão todos no auge de sua carreira. No baixo temos Rogerio Botter Maio – você deve se lembrar do disco dele de 2000 Aprendiz e dos elogios que ele recebeu, incluindo as palavras de Guinga “sugestivo, moderno, rico” -- e na bateria e na zabumba Márcio Bahia. Para acrescentar mais tempero à salada, os convidados especiais são Hermeto Pascoal (voz, melódica, eufônio de boca), Hamilton de Holanda (bandolim de 10 cordas), Fabio Pascoal (filho de Hermeto; percussão), Joyce (voz), Marcos Amorim (guitarra acústica) e Gabriel Grossi (harmônica). Roda Carioca abre-se com um número de jazz sem rodeios no qual Jovino, Rogério e Márcio mostram a que vieram desde o início. “Estrela do Mar” às vezes poderia até mesmo te fazer pensar em “Take Five,” mas não causa confusão. Os solos de piano de Jovino fazem sala para as linhas de baixo deliciosas de Rogério junto com a performance imponente de bateria de Márcio. Mudando prontamente para um animado baião, Jovino alterna esplêndidos solos no piano, melódica e acordeon em “Marfim.” Este é uma viagem brasileira sem parada. Do baião, seguimos para uma gafieira contagiante em “Gente Boa.” A apresentação de Hamilton de Holanda e seu bandolim de 10 cordas é mágica neste número. E o que dizer sobre “Nanã” de Moacir Santos”? Se a composição fosse interpretada apenas instrumentalmente, você já estaria satisfeito. No entanto, Jovino rasgou o envelope e acrescentou as piruetas vocais que só Joyce sabe fazer sem negligenciar os magníficos solos instrumentais do começo ao fim deste arranjo. Uma outra visita ao nordeste do Brasil vem com “Coco na Roda,” um agradável tributo ao grande Jackson do Pandeiro. O trio sozinho volta no samba macio “Homeopatia”, com uma melodia firme e a medida certa de suingue. Dando um apoio neste número, o filho de Hermeto, Fabio, toma conta da percussão. Falando de Hermeto, o Mago mostra aquilo pelo qual ele é conhecido em “Juvenal no Grumari.” Tocando um eufônio de boca, um papel de bala, um copo de água e uma melódica neste diabólico arranjo, Hermeto sai absolutamente de todos os limites. O trio encontra o mestre sem hesitação no que é provavelmente a mais surpreendente composição no álbum. Naturalmente, depois de uma composição tão vívida, é bem natural que a guitarra acústica de Marcos Amorim leve as coisas um pouco para um andamento suave em “Rancho Azul.” Não sossegue muito imediatamente. Com o choro “Bach-Te-Vi,” o solo de harmônica de Gabriel Grossi te trará de volta com esta agradável mistura de Bach e choro brasileiro. Surpresas atraentes, ritmos contagiantes e performances de habilidade estão presentes em todas as faixas de Roda Carioca. Se você gosta de boa música instrumental brasileira com linhas melódicas fresquinhas, Jovino Santos Neto gravou justamente o que você está procurando com Roda Carioca. Entre na roda e aprecie o som do Rio que você tem aqui. [Egídio Leitão]
Serenata - The Music of Hermeto Pascoal é uma compilação de 13 pérolas original de Pascoal, algumas das quais aparecem em registro pela primeira vez. Juntando-se a Marshall (bandolins e guitarras e violões) e Santos Neto (piano, harmonium e flautas), o próprio Hermeto Pascoal se desdobra em flauta baixo e melódica. Embora por alguns Mike Marshall seja provavelmente melhor conhecido por sua participação no David Grisman Quintet, tomei o primeiro contato com sua música por meio do disco 1996 Brasil (Duetos), um álbum de choro no qual Marshall era acompanhado por outras grandes lendas da música brasileira, tais como Pixinguinha, Zequinha de Abreu, Egberto Gismonti e Hermeto Pascoal, entre outros. Quanto a Jovino Santos Neto, ele foi membro do grupo de Pascoal por 15 anos antes de embarcar numa carreira solo. Atualmente ele reside em Seattle, Washington, e divide seu tempo ensinando no Cornish College of the Arts, fazendo performances e sendo o curador exclusivo da obra de Hermeto Pascoal. Senão o próprio Hermeto Pascoal, ninguém é melhor para tocar a música de Pascoal do que Jovino Santos Neto. Ele é realmente um prodígio. Se você já tiver ouvido algumas das canções de Pascoal e é consciente dos seus talentos musicais experimentais, você pode certamente entender porque palavras tais como “bruxo” ou o “albino louco” são freqüentemente associadas a ele. Em Serenata, no entanto, essas elaboradas e desafiantes composições pelas quais Pascoal é famoso fazem sala para uma música linda e serena. As progressões de acorde e as complexidades de Pascoal estão ainda presentes, não me interpretem mal. Este álbum cumpre o duplo dever de ser uma notável introdução para a música de Pascoal para o principiante bem como um tesouro escondido para os fãs mais experimentes de Pascoal. É claro, o fato de ter Pascoal presente nesta gravação apenas o torna melhor. O álbum tem um pouco de cada gênero brasileiro sem perder o foco e a coesão, graças a estes dois artistas magníficos. Neste tipo de trabalho, é muito difícil distinguir qual faixa é melhor do que a outra. Seja com a simplicidade e a vivacidade do xote “July 17,” apresentando Michael Spiro no triângulo e John Santos no surdo, seja o misticismo de “Os Guizos”, Serenata é um registro fascinante.
O Quinteto Villa-Lobos é o mais antigo do gênero em atividade no Brasil, e é formado atualmente por Antonio Carrasqueira (flauta), Luis Carlos Justi (oboé), Paulo Sergio Santos (clarineta), Philip Doyle (trompa) e Aloysio Fagerlande (fagote). Neste CD, que conta com a participação de Maria Teresa Madeira (piano) e Carolina Faria (mezzo soprano), o conjunto interpreta peças inéditas de André Mehmari, Maurício Carrilho, Yahn Wagner, Paulo Dantas, Nikolai A. Brucher, Tim Rescala e Eli-Eri Moura, compositores que transitam tanto pela música de concerto como pela música popular.
A última vez que públicos dos EUA foram convidados a ouvir um álbum solo de Ricardo Silveira foi em 1995 com Storyteller. Não é preciso dizer que o álbum Noite Clara tinha muito tempo passado do prazo. Ricardo Silveira recebeu consistentes elogios dos mais respeitados críticos e revistas por todo o mundo. Seu estilo de violão e guitarra foi comparado ao de Pat Metheney e ao de George Benson. Mesmo se comparações são passíveis de acontecer, é essencial notar que o estilo de Silveira é singularmente brasileiro. Noite Clara apresenta 8 faixas escritas por Silveira e uma pela dupla Baden Powell/Vinícius de Moraes e um outra por Jorge Benjor. Este repertório nos dá uma chance de experimentar os muitos modos no singular trabalho de violão e guitarra de Silveira. Apresentando uma banda que inclui Jorge Helder no baixo, Armando Marçal na percussão, Carlos Balla na bateria e Sasha Amback no piano, Noite Clara tem também um espaço para o convidado especial Gilson Peranzzetta no acordeon. Depois das duas primeiras faixas suaves, o álbum começa a diversificar seus gêneros. Com “Tango Carioca,” por exemplo, a guitarra elétrica de Silveira dá o modo para o excelente solo de acordeon de Peranzzetta. É uma grande faixa. O tributo a um dos mais extraordinários violonistas brasileiros, “Consolação” de Baden Powell, é um outro momento inesquecível do álbum. O saboroso bolero “Ingênua” dá a Marçal o espaço certo para mostrar a todos a sua percussão caribenha. Para encerrar este excelente lançamento, Silveira retorna a uma das canções mais populares do Brasil, “País Tropical”, que Jorge Benjor compôs e gravou em 1969.” É composição divertida interpretada no estilo leve e fresco de Silveira.
Em “Concierto Madrigal, Joaquín Rodrigo se afasta totalmente da estrutura clássica em três movimentos. É uma suíte de árias e danças oscilando entre o estilo erudito do século XVI (madrigal, caccia) e as correntes do folclore espanhol (girardilla, fandango, zapateado). Nas palavras do próprio compositor, a variação é o elemento que sustenta a peça inteira. O concerto começa com uma fanfarra alegre e marcial construída em torno de dois motivos vívidos que lembram a toccata Orfeo de Monteverdi. Os nove movimentos seguintes contrastam em tempo e ritmo; a caccia que termina o concerto, evoca levemente a Danza del molinero de Manuel de Falla e a melodia do movimento lento do Concierto de Aranjuez. O movimento final retoma o madrigal, que permeia toda a peça. Mario Castelnuovo Tedesco compôs “O Concerto opus 201” em 1962 com uma novidade no seguimento erudito: a presença de percussões especiais. No primeiro movimento, a orquestra toca o tema pomposo e os violões são interrompidos por um trompete solo e retornam em Mi maior. Flautas e clarinetes, sustentados por cordas em pizzicato, estabelecem o segundo tema burlesco. No último e diabólico movimento, “Rondo Mexicano”, o trompete impertinente marca presença no tema principal que prossegue em cadência de forma mais suave. No gran finale, os instrumentos de percussão imprimem um toque rítmico incrivelmente brilhante. Naturais de São João da Boa Vista-SP e formados no Rio de Janeiro, os irmãos Sérgio e Odair Assad são aclamados pela crítica como fenômenos mundiais no universo do violão, identificados por uma inconfundível versatilidade, harmonia e sonoridade nos campos erudito e popular. A partir dos anos 70 os irmãos Assad começaram a investir na carreira internacional e logo radicaram-se na Europa e Estados Unidos, onde delinearam uma prestigiosa trajetória de gravações, prêmios, e apresentações. A importância do duo revela-se no grande número de obras escritas especialmente para eles por, entre outros, Radamés Gnattali, Marcos Nobre, Astor Piazzola e Nikita Koshkin, que revitalizaram o universo da composição contemporânea para o instrumento.
A orquestra, que recentemente comemorou 10 anos de existência, lança seu terceiro disco dando seqüência a uma guinada espetacular, decidida a marcar lugar na interpretação do rico instrumental brasileiro. Grandes compositores como Francis Hime, Hermeto Pascoal e Wagner Tiso já compuseram obras inéditas para o conjunto, e algumas faixas do CD nunca haviam sido gravadas por um orquestra. O disco conta com a participação especial de Guinga, Jovino Santos, Carlos Malta, Gilson Peranzzetta, Nivaldo Ornelas, Thiago Trajano e Henrique Band. parceiros da agulha nesta seção |
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