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revista de cultura # 65 |
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artista convidado |
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Fernando Pacheco: a pintura como uma arte do encontro José Aloise Bahia
Assim fala Fernando Pacheco, o pintor mineiro, natural de São João del-Rei, residente em Belo Horizonte, MG, que trabalha nas fronteiras da comunicação e infinitas possibilidades que não se fecham num diálogo exclusivamente racional. Esse é o raciocínio, sentimento que movimenta a vocação, senso lúdico e revelação da pintura na vida do artista. Espaço em que as cores, desenhos, traços e gestualidades estão em permanente conexão e à procura de um sublime equilíbrio, nos olhos ávidos e curiosos de qualquer observador. Como destaca o escritor Bartolomeu Campos de Queirós na apresentação do volume nr. 29, da série Circuito Atelier, da Editora C/Arte, dedicado a Fernando Pacheco: “Dessa harmonia surge uma obra irretocável, capaz de surpreender pelo seu poder inicial de nos encantar, para em seguida nos perguntar, nos inquietar, nos indagar. Há momentos em que seus personagens parecem nos interrogar. Somos traídos ao passar da categoria de sujeito para a de objetos. Seus personagens é que nos espiam”. Personagens presentes em quadros e painéis policromáticos. Aspectos ligados ao território da fantasia humana em seus desejos secretos, desenvolvidos num esforço solitário, independente, com muita investigação, pesquisa e dedicação exclusiva ao exercício da pintura. Pois Fernando Pacheco é autodidata. Aprendeu o ofício de artista plástico a partir do seu olhar inquieto e convivência com Arlinda Corrêa Lima, Wladimir Obrescoft, Carlos Heitor Cony e Domenico Lazzarini. Podemos, portanto, falar esteticamente de um olhar sensível, isto é, de um processo de evocação pictórica que leva às últimas conseqüências a concatenação de um olhar que enxerga, que prenuncia, de maneira intuitiva e empírica uma capacidade de visibilidade que, mesmo estando implícita na constituição material do seu mundo, só conquista a sua perceptibilidade – e, portanto, sua plenitude comunicativa – no momento e estágio de tempo criativo em que, na produção de sentidos, perpassam sensações e até mesmo premonições, distorções nos desenhos das composições, acrescidas de metáforas vertiginosas, constituídas dentro de uma coloração e texturas provocativas que sustentam perpetuações múltiplas no limiar de influências dentro de uma singularidade, que faz lembrar a “simplicidade” de Matisse, a “rusticidade” de Lasar Segal e a “delicadeza” de Nello Nuno. Um “olhar demiurgo” que transmuta os elementos e constrói, de maneira plena, personagens presentes em quarto de brinquedos, nos pianistas, nos olhos de vidro e tem uma elasticidade incomum e diferenciada. Que dá margem a algo inacabado e abre espaços para sobreviver na imaginação dos espectadores. Estimulante de toda uma gama de simbolismos recorrentes e emocionais. Um projeto reinterpretativo em fluxo e refluxo. Ousado e irreverente. Alicerçado em algo inacabado e adicional. Exigente. Transbordado no desejo permanente de ativar espaços abertos e possíveis, vasos comunicantes para o sonho e a fantasia.
A paleta de Fernando Pacheco parece transportar em si um campo de exaltação e batalha para as emoções. Repleta de situações, lembrando um palco de teatro, - ostentando os seus efeitos de presença para evocar metamorfoses numa ausência declarada, com uma iluminosidade intensa - e seus atores performáticos e inventivos, aplicando um tremendo impacto sobre o imaginário. Neste vasto mundo de imagens e pensamentos incompletos, as ironias, sutilezas e celebrações do ato criativo, junto ao fundo negro, platinado ou esmaecido, entranhado de figuras animadas com seus olhos arregalados e sapatilhas listradas de azul e vermelho, catalizadores de uma atmosfera e território das sensações, fazem o artista levar a pintura aos seus últimos limites. Tal qual o alemão Sigmar Polke leva a pintura até que ela “confesse” aquilo de que é “culpada”. E a culpa engendrada é transparecer apenas vestígios comunicativos daquilo que está por trás, deixando para a recepção os atos constitutivos do afloramento da sensibilidade esclarecida em descobertas e possibilidades estéticas de leituras não reveladas. É a qualidade da pintura que torna possível sua eficácia, seu espanto, sua capacidade de produzir efeitos, instigar os observadores a entrarem, imergirem na tela, dar ritmo à imaginação, incitar um pacto saudável do tempo interno da obra em sua autonomia e o despertar dos tempos mentais e emoções subjetivas no seu estágio mais franco e despojado: naquele olhar que pára, enxerga e desencadeia toda uma sedução de matizes ilusórias, associações, situações restauradoras e tonificantes. Recentemente, mais um livro - o terceiro – foi lançado sobre o pintor. Em Fernando Pacheco: Fogo e Pátina (Apresentação de José Eduardo Gonçalves, Textos de Jacob Klintowitz e Márcio Sampaio, Edição Bilíngüe português/inglês, Editora C/Arte, 2007, Belo Horizonte, MG), observamos dois longos ensaios escritos por especialistas. Num deles, o crítico de artes plásticas paulista, Jacob Klintowitz, um dos mais respeitados do Brasil na contemporaneidade, examina os procedimentos da elaboração: “O processo criativo de Fernando Pacheco é complexo, pois ele se alimenta de resíduos, objetos duplicados, identificações de essências e ações emocionais. É acumulativo, associativo e emocional. A rapidez que se adivinha no seu trabalho não é a pressa de execução, mas a sensação de que tudo foi concebido num único instante. A percepção do espectador de um movimento rápido não é senão a tradução, no observador, da unidade de concepção. Tenha ocupado o tempo que for na execução, e seguidamente este fazer deve ser exaustivo, a integridade do resultado nos leva a afirmar que a concepção se deu num só momento.” Na realidade, não existe pessoa que não sinta os desafios dos quadros do artista. Se não são as combinações de cores fortes e cheias de entusiasmos, chamam à atenção as aparências de corpos em suas expressões mais ousadas e inflamadas. O interessante na carreira de Fernando Pacheco, como, há tempos, chamou a atenção, acertadamente, outro crítico de artes plásticas, Pierre Santos, é que o artista é “dono de uma linguagem espontânea, aberta, descompromissada, na qual a irreverência magnífica é a tônica e a candura simbólica é algo de profundamente envolvente. (...). Deu um pulo à frente e elaborou uma arte que teria uma grande afinidade com a linguagem que pintores como Baselitiz, Castelli ou Combas apresentariam nas bienias internacionais, no final daquela década (1970), dentro da transvanguarda italiana, do neobrutismo francês ou da pintura selvagem alemão, movimentos esses que se perfilaram como capítulos do neo-expressionismo e dominariam o panorama artístico ao longo de 1980”. E, em seus desdobramentos, próspera e imortal nos quadros geniais de um Iberê Camargo (1914-1994), que, ao lado de Fernando Pacheco e mais alguns poucos, representa o que existe de mais consistente na pintura do Brasil na atualidade. Quem acredita que a pintura está desfalecida deve visitar as telas e painéis de Fernando Pacheco. Com clarividência, descobrir, numa leitura polifônica e interativa, os mistérios, segredos e jogos de simbologias. Sua obra deve ser vista, sentida e refletida. Pois, nas artes plásticas, além do desenho e a escultura, o grande exercício ainda começa com a pintura e termina com a pintura. A pintura como a arte do encontro. Com certeza, a arte do encontro nas cores, na fantasia, na vivacidade mágica e imagética de Fernando Pacheco e seus personagens imperfeitos, “humanos”, “animais”, afoitos e sempre à procura de um espectador.
JA O que representa a inquietude do universo das cores em suas telas e painéis? FP Dominar as cores é se deixar levar por elas. As cores ensinam o caminho pictórico ao Pintor que, inteligentemente, se entrega. A inquietude no universo das cores acalma a alma. JA Qual é a base do “pensamento” desenvolvido pelo Pintor em relação às artes plásticas? FP Sempre o desenvolvimento da linguagem da Pintura. Tal busca faz com que o pensamento se projete e se instale em uma outra e nova dimensão. Lá, o mesmo soma-se à emoção para diluírem-se, dando, então, lugar à intuição. Portanto: intuição e linguagem, ou linguagem e intuição. Essa é a base do “pensamento” do Pintor. JA O seu trabalho como Pintor é uma recusa à arte abstrata? FP A Arte é abstrata. A concretização e materialização artística se dão ora através da Pintura, da Dança, do Teatro, da Música, de algo que ainda não foi nominado e/ou rotulado ou, até mesmo, de certas maneiras de Ser e de Viver, etc. Particularmente, minha pintura é considerada arte figurativa. Porém, como ela não trata da representação, reprodução ou repetição da natureza ou mundo material exterior e sim de um universo afetivo, concluímos que: tudo o que aparece - de forma explícita - de “figuras” nas minhas telas é pura ilusão. Portanto, por mais figurativa que pareça, na verdade, minha Pintura é abstrata - caligrafia pictórica -, assim como a alma, o desejo, a fantasia, o sonho. Estes sim - e não as figuras -, além de abstratos, são reais, na vida e nas telas. JA Em sua opinião, o que existe de mais original na sua Pintura? FP Conter em si minhas experiências de Vida, e colocá-la em sintonia com o desenvolvimento da linguagem universal da Arte ou da Pintura - que pra mim, Arte e Pintura, são a mesma coisa. E ainda, por mais que técnicas, obras ou movimentos históricos de Pintura sejam divulgados e conhecidos, ressalto o instinto e o prazer de guardar a chama do primitivo, do inventar o “como fazer”, no exato momento da criação, ou até mesmo da morte. JA Que artistas, movimentos, fatos e “coisas”, você destaca em suas influências? FP Movimentos em Pintura, não: são demarcados – não elásticos -, datados, rotulados demais, políticos demais. Autores sim: Miró, Segall e Matisse, por exemplo. Porém, uma tampa de lata ou um bicho de borracha poderão influenciar-me mais que toda a obra de certo pintor. Fato? Fatos não são “ensinados” nas Escolas de Arte. Porém, podem sim determinar toda uma Vida de busca e investigação da “Verdade” através da linguagem artística. Fatos coleciono muitos, desde a infância, mas precisariam de um livro inteiro para serem abordados e interpretados. JA Quais temáticas, linhas e símbolos desenvolvidos e como eles dialogam entre si no seu trabalho criativo?
JA Como você situa a sua presença, como um artista que sempre busca a reinvenção da pintura, na história recente da arte contemporânea brasileira? FP Sou pintor que sabe que a ética e a estética da Arte e da Pintura, respectivamente, são caminhos especiais para o crescimento. Portanto, reinvento a Pintura a cada dia, da mesma forma que acordo e renovo a esperança a cada manhã. O caminho é longo e sinuoso. Não tem o ontem, tão pouco o amanhã. Começa e termina sempre no hoje, no agora. No abrir do Atelier. Contemporaneidade e universalidade são intrínsecas.
F E R N A N D O P A C H E C O “Faces do Realismo” – Pintura. Espaço Cultural Citi. São Paulo/SP. Curadoria e textos: Jacob Klintowitz – 2008. Realiza oficina de Arte com as “Crianças do Baleia”. Patrocínio: BMG – Hospital da Baleia. Belo Horizonte/MG – 2008. Exposições / Leilões. Errol Flynn Galeria de Arte e Palácio dos Leilões Galeria de Arte. Belo Horizonte/MG – 2008. “Comece 2008 com Arte”. 74 artistas. Belizário Galeria de Arte. Belo Horizonte/MG – 2008. Performance de Pintura – curso / debate “Sentimentos Que Movem o Homem – Criatividade”. Academia de Idéias. Belo Horizonte/MG – 2007. Capa da Revista Season – Nº 03, dezembro. Ensaio de Moda, cenário: Exposição Fernando Pacheco na Carminha Macedo Galeria de Arte. Belo Horizonte/MG – 2007. Curadoria Exposição de Gravuras do Acervo da Fundação Clóvis Salgado. Palácio das Artes, Belo Horizonte/MG, e itinerante por cidades mineiras – 2007. Realiza Palestra/Debate, tendo como tema “Sentimentos que Movem o Homem / Criatividade”. Realiza também Performance de Pintura. Academia de Idéias. Belo Horizonte/MG – 2007. Realiza Performance de Pintura. Espaço Zigma. Belo Horizonte/MG – 2007. Exposição Individual, inaugural. Galeria de Arte da PUC/Minas. Belo Horizonte/MG – 2007. Realiza Performance de Pintura. Casa Bernardi – Belo Horizonte/MG – 2006. Artistas Brasileiros 2006. Congresso Nacional – Brasília/DF.
Coletiva inaugural com lançamento do Livro “Um Passeio Pela Arte Brasileira”. Errol Flynn Galeria de Arte – Brasília/DF – 2006. Prêmio – Destaque Arte Contemporânea, Pintura - Jornal Horizonte – Belo Horizonte/MG – 2006. Exposição individual com lançamento do Livro “Fernando Pacheco – Pintura”. Objetaria Belizário – Belo Horizonte/MG – 2006. Realiza Painel permanente par o Aeroporto Internacional Tancredo Neves. Confins/MG – 2006. Exposições individuais com lançamentos de Vídeo e Livro – “Fernando Pacheco Depoimento”. Palácio das Artes – Belo Horizonte/MG; Instituto Cultural Arte Clara – Rio de Janeiro/RJ; Armazém do Arquiteto – Tiradentes/MG. – 2005. Exposição individual. Galeria Oito – Nova Lima/MG - 2004. Homenageado pelo estilista Victor Dzenk no Fashion Rio. Toda a coleção estampada com imagens da Pintura do Artista. Museu de Arte Moderna – Rio de Janeiro/RJ – 2004. Prêmio em Pintura – Universidarte. Belo Horizonte/MG – 2003. Coletiva “Desenho Mineiro”. Galeria Arlindo Daibert – Juiz de Fora/MG – 2002. Coletiva “A Poética da Morte na Cultura Brasileira”. Museu de Arte de Santa Catarina/SC -2002. Exposição individual. Marcus Vieira Galeria de Arte – Belo Horizonte/MG – 2002 Coletiva “Brasil do Novo Milênio: A Arte de Minas”. Itinerante – 2001. Exposição individual. Memorial Presidente Tancredo Neves – São João Del Rei/MG – 2001. Exposição individual. AM Galeria de Arte – Belo Horizonte/MG – 2000. Prêmio Nascentes Artes Plásticas. Belo Horizonte/MG – 1999. Coletiva “Grande Círculo das Pequenas Coisas”. Museu de Arte de Florianópolis/SC – 1999. Coletiva “Um Século de História das Artes Plásticas em Belo Horizonte”. Palácio das Artes – Belo Horizonte/MG – 1997. Exposição individual. Kolams Galeria de Arte – Belo Horizonte/MG – 1995. Art Miami – International Art Exposition. Miami/USA – 1994. Chicago International Art Exposition. Chicago/USA – 1993. Exposição individual. Galeria Circo Bonfim – Belo Horizonte/MG – 1992. Prêmio em Pintura. Salão de Governador Valadares/MG – 1990. O Surrealismo no Brasil. Pinacoteca do Estado – São Paulo/SP – 1989. Coletiva “Caminhos da Liberdade”. Itinerante – Estado de Minas Gerais – 1989. Prêmio Criarte – Destaques das Artes Plásticas Mineiras. 1987. Exposição individual. Manoel Macedo Galeria de Arte - Belo Horizonte/MG – 1987 – Melhores Exposições do Ano – Exposição individual. Cláudio Gil Studio de Arte – Rio de Janeiro/RJ – 1987. Exposição individual. Oscar Seraphico Galeria de Arte – Brasília/DF – 1987. Prêmio em Pintura no VII Concurso Anual de Artes Plásticas de Montes Claros/MG – 1985. Prêmio em Pintura no 2º Salão de Artes Visuais da Fundação Clóvis Salgado. Palácio das Artes – Belo Horizonte/MG – 1985. 7ª Exposição de Artes Plásticas Brasil – Japão. Tóquio, Atami e Kyoto – Japão – 1985. Prêmio em Pintura no 1º Salão de Artes Plásticas da Aeronáutica. Belo Horizonte/MG – 1985. Exposição individual. Manoel Macedo Galeria de Arte – Belo Horizonte/MG – 1984. Dez Artistas Mineiros. MAC – Museu de Arte Contemporânea de São Paulo/SP – 1984. Panorama de Arte Atual Brasileira – Pintura. MAM – Museu de Arte Moderna de São Paulo/SP – 1983. Prêmio em Pintura no II Salão do Futebol - Belo Horizonte/MG – 1982. Arte Mostra Brasil. Museu de Arte do Rio Grande do Sul – Porto Alegre/RS – 1982. Prêmio em Pintura no I Salão de Arte Cidade do Recife/PE – 1982. Prêmio em Desenho no III Salão Nacional de Itajubá/MG – 1981. Exposição individual. Opus Galeria de Arte – Brasília/DF – 1981. Prêmios em Pintura no Salão de Artes Plásticas do Conselho Estadual de Cultura de Minas Gerais. Anos 1979, 1981 e 1982. Salão Nacional de Artes Plásticas – FUNARTE. Rio de Janeiro/RJ – Anos 1978, 1980, 1982 e 1986. Salão Nacional de Arte de Belo Horizonte. MAP – Museu de Arte da Pampulha – Belo Horizonte/MG – Anos 1977, 1981, 1982, 1984 e 1985. Prêmio em Pintura. 1ª Mostra de Arte Universitária Mineira. Juiz de Fora/MG – 1977. |
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José Aloise Bahia (Belo Horizonte/MG). Jornalista, escritor, pesquisador, ensaísta e colecionador de artes plásticas. Estudou economia (UFMG). Graduado em comunicação social e pós-graduado em jornalismo contemporâneo (UNI-BH). Autor de Pavios Curtos (Anomelivros, BH, MG, 2004). Participa da antologia O Achamento de Portugal (Fundação Camões, Lisboa, Portugal e Anomelivros, 2005) e do livro Pequenos Milagres e Outras Histórias (Grupo Galpão, Editoras Autêntica e PUC-Minas, BH, MG, 2007). josealoise@terra.com.br. Página ilustrada com obras do artista Fernando Pacheco (Brasil). |
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