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Edição nº ZERO | Fortaleza, setembro de
2011 |
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01 |
GREGORY CORSO: A POESIA QUE NÃO
PODE SER DESTRUÍDA | Ensaio de Márcio Simões
(1979) sobre Gregory Corso. | “Uma descrença e vontade demolidora com relações às
ideias que comandam as subjetividades perpassam seus
poemas, onde se aliam à compreensão de que tudo que
constrange o ser e o impede de aceitar o instante de
maneira plena é um mal à vida. Sua poesia valoriza a
experiência sensível imediata, não mediada por juízos de
valor. Está empenhada em se ver livre de toda limitação
de pensamento.” |
Texto completo. |
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02 |
GUSTAVE MOREAU Y LA EXQUISITA FEMINIDAD
| Ensayo de Jorge Leal Labrin (1953) sobre Gustave
Moreau. | “Piel tersa, blanca transparente, sonrosada.
El maestro de finísimas formas, de diosas perfectas,
conjuga lo carnal en el límite de lo celestial y de la
lujuria; revela aquello exquisito en las mujeres: su
carne que manifiesta a susurros las más grandes
fantasías y pasiones. Moreau, como ningún otro, pudo
sentir en las sombras la furia del color y su
luminosidad en aquellas zonas de cuerpos palpitantes e
irradiantes.” |
Texto completo. |
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03 |
HAITI Y LA
MARTINICA: TIERRAS DE PROMISION SURREALISTA | Ensayo de
Carlos M. Luís (1932) sobre la presencia surrealista en
Caribe. | “La Martinica y Haití fueron dos sitios de
excepción. La punta de lanza de la poesía de Cesaire se
plantó en las selvas de Lam, y terminó como un dardo
envenenado, en los versos de Magloire Saint-Aude. En el
medio la palabra de Breton resonó como una voz de alarma
provocando un renacimiento en ambas islas, de carácter
poético en la primera y político en la segunda.” |
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04 |
JEAN-CLAUDE CARRIÈRE: O ROTEIRISTA E O BUDISMO
| Betty Milan (1944) entrevista a Jean-Claude Carrière
(1931).
| “Jean-Claude Carrière se diz um contador árabe e nos
explica por que é tão necessário contar, escrevendo:
‘Contar e matar, contar e morrer frequentemente parecem
ligados. Por que Xerazade, com os seus mil e um contos,
afasta de si a morte? Pela equivalência existente entre
a história e a vida, mas, sobretudo, porque contar é
matar e vencer a morte’.” |
Texto completo. |
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05 |
MANUEL MONESTEL: MUDAR LA PIEL AL SON DEL CALYPSO
LIMONENSE…
| Alfonso Peña (1950) entrevista al músico Manuel
Monestel (1950). | “En Manuel Monestel, se distinguen
dos vertientes bien cimentadas: el investigador y el
artista. A lo largo de treinta años, esta ósmosis lo ha
llevado a divulgar el calypso limonense en sus
diferentes facetas: con su banda Cantoamérica y
12 producciones discográficas, donde el calypso ocupa un
lugar destacado; lo mismo se puede argüir en su labor de
rescate de las leyendas del calypso limonense. Esto se
advierte en la fina grabación y producción que realizó
junto al pianista Manuel Obregón en
Leyendas del Calypso Limonense.”
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Texto completo. |
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06 |
O
ENCANTO POR TRÁS DA ESCRITURA DE UNGULANI BA KA KHOSA
| Ensaio de Lucílio Manjate (1981) sobre Ungulani Ba Ka
Khosa (1957). | “Khosa sugere-nos essa concepção
romântica do conhecimento, a qual faz predominar os
valores vitais sobre os valores intelectuais,
onde a ação, a emoção, a paixão, desempenham os
principais papéis. Contra a imagem duma investigação
paciente, controlada, discutida, oferece-se o modelo de
um saber direto, indecomponível, intraduzível, onde
signos como símbolo, mito, imaginação constituirão a
porta de entrada para um universo de conhecimentos que o
mundo da oralidade encerra e cuja validade deve ser
potenciada”. |
Texto completo. |
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07 |
O
PROCESSO DE FRANZ KAFKA E O DESPROCESSO K., O POVO |
Ensaio de Luis Eustáquio Soares (1966) sobre Franz
Kafka. | “O processo aberto contra Josef K., o próprio
romance, constitui-se tal como a definição aristotélica
de aporia, (uma igualdade de conclusões contraditórias),
pois se produz e reproduz, literariamente, no jogo sem
fim dos contrários reversíveis, metamórficos, o de ser
inocente e de ser culpado, como uma palavra única”. |
Texto completo. |
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08 |
O
TÚNEL E O SUBSOLO: PRESENÇA DE DOSTOIEVSKI EM ERNESTO
SABATO | Ensaio de Wanderson Lima (1975) sobre Ernesto
Sabato | “Viver no túnel ou no subsolo é, pois, assumir
uma luta de antemão perdida, cujo dilema é reconhecer a
falibilidade e a fatuidade das utopias que construíram o
homem moderno, talvez mesmo o homem de todas as épocas,
sem poder transcender a esta condição.” |
Texto
completo. |
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09 |
THOMAS RAIN CROWE FALA SOBRE CRACK LIGHT, OS
MOUNTAIN POETS E O MEIO AMBIENTE
| Entrevista de Bill Graham (1966) a Thomas Rain Crowe
(1949) | “Eu cresci no condado de Grahan falando o que é
chamado agora de fala ou dialeto de Southern Moutain. É
uma linguagem própria – quase uma linguagem estrangeira,
pelo menos pra quem chega nesta região vindo de outro
lugar. É uma linguagem maravilhosamente poética – cheia
de imagens coloridas, metáforas e volteios idiomáticos
no fraseado.” |
Texto completo: [1]
Português / [2]
Inglês. |
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10 |
TRÊS INCURSÕES NO ESCURO DA NOITE E DO SOL
| Ensaio de Nicolau Saião sobre livros de Arturo
Pérez-Reverte, Bill Ballinger e Peter Wahloo | “As 3
análises seguintes, ainda que se refiram a livros
diferentes uns dos outros de autores de diferentes
origens, apontam para algo que lhes é comum e que, a meu
ver, explicam um específico universo conceitual e
societário em que hoje existimos nesta parte do mundo –
a violência camuflada da parte de setores privados, a
“suave brutalidade” de cunho estatal.” |
Texto
completo. |
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ARTISTA
CONVIDADO |
NOTAS SOBRE A FOTOGRAFIA DE LUCIANO BONUCCELLI
| Ensaio de Roberto Salbitani (1945) sobre Luciano
Bonuccelli. “Há dentro do variado arquipélago de imagens
de Luciano Bonuccelli um vaivém de estímulos expressivos
que, para além das aparências imediatas, diria que
acabam sempre se encontrando no mesmo ponto, como para
reforçar não tanto uma visão única, mas a idealidade da
marca ao mesmo tempo humanista e estética que a funda.”
| Luciano Bonucceli (Itália, 1954) é o artista convidado
desta edição de ARC. | Texto completo: [1]
Português / [2]
Italiano. |

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