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Notícia: do lançamento EditoresMatérias
do 1º número |
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Andrea
Araujo
Dia desses comentei com meus alunos um texto do Observatório da Imprensa cujo nome veio bem a calhar nesse momento: “ O anunciante quer beleza ou resultado?”. O autor relata sobre o layout de um anúncio que, em forma de caracol, tornava-se ilegível e ineficaz. Amante das artes gráficas bem sei que devo defender até meus últimos suspiros o design da página impressa, sem esquecer, é óbvio, a palavra chave: informação. Desde os movimentos modernistas, do cubismo com seus vários ângulos e insersões de tipos, ao dadaísmo com seu exagero, ou as formas primitivistas de Matisse, o designer gráfico torna-se cada vez mais persuasivo, buscando a atenção do senhor leitor. Não bastasse, vivemos a era digital, onde o acesso à informação é cada vez mais fácil e as imagens bombardeiam o receptor com suas múltiplas nuances. Nesse momento, o designer deve buscar a fórmula perfeita, a harmonia entre a tão falada dupla: forma e conteúdo. E esta é a magia, encher os olhos do leitor com um ousado design sem deixar de lado a importância da informação - o texto deve manter-se claro e impetuoso na página impressa. A revista Arraia Pajé Urbe, prima por um designer arrojado e irreverente. Em suas 68 páginas observa-se o deleite do design, ao abusar de diversos ângulos, brincar com as formas geométricas - ora os textos obedecem uma linearidade triangular, ora cilindrica, em meio de curvas sinuosas e abaloadas - utiliza várias tipologias, e vale ressaltar o belo contraste entre o branco e o preto. Folhear a revista e observar a dança das tipologias é interessante, mas a concatenação das idéias ficou um pouco de lado. A informação está em segundo plano, talvez terceiro ou quarto. Folhear as páginas de Pajé é participar de um enorme malabarismo visual, é rotacionar a revista a todo instante e tentar achar a continuidade do texto. Essa irreverência toda encheu-me os olhos e pronto. |
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Boa idéia embalada em caos Émerson
Maranhão
A Fundação de Cultura de Fortaleza lança hoje à noite, no antigo Mercado dos Pinhões, a revista literária Arraia PajéUrbe. Com projeto gráfico ousado e linha editorial vanguardista, a publicação se perde em design caótico. O formato é singular. Em vez das tradicionais linhas retangulares, a forma predominante é triangular, referência imediata às velas das jangadas cearenses. Ou não. Quando aberta, a revista remete ao popular brinquedo infantil que lhe nomeia, a arraia. Ou nem tanto. Há quem acredite que se pareça mesmo com a regionalíssima bandeirinha junina. Mas é assim mesmo. Impossível ter uma leitura fechada quando se trata de uma publicação idealizada pelo escritor Carlos Emílio Correia Lima com o objetivo de ``mudar o eixo'', ``preencher um vácuo no mercado editorial brasileiro'', ``provocar indagações''. Pois é, logo mais os leitores cearenses vão poder conhecer a cria com tão nobre missão: a revista Arraia PajéUrbe, que será lançada hoje no antigo Mercado dos Pinhões. Editado pela Fundação de Cultura, Esporte e Turismo da Prefeitura Municipal, o primeiro número da publicação chega às bancas e livrarias com uma tiragem de três mil exemplares, dos quais mil seguem via mala direta para o resto do país e dois mil serão comercializados no Ceará. Custo total do investimento: R$ 25 mil bancados pela Funcet. ``É um projeto que resulta de mais de oito meses de reflexão. Nós precisávamos fazer essa revista para valorizar a cultura regional. É uma revista para aglutinar discussões'', justifica o presidente da Funcet, Barros Pinho. Adiantando-se a qualquer polêmica, Carlos Emílio parte para a defesa. ``A função dos órgãos públicos é essa mesma. Entidades culturais existem para fomentar a arte. Instituições como a Fundação existem para criar condições e viabilizar financeiramente o que não é comercial. Mas eu acho que essa revista é perfeitamente comercial. Ela tem qualidade internacional. Eu posso dizer que não existe uma revista com esse formato em todo o mundo. Isso sem falar em seu conteúdo'', afirma. Por conteúdo entenda-se textos inéditos de Lúcio Cardoso, Torquato Neto e José Alcides Pinto, entrevistas com Ivaldo Ribeiro Filho, Heli da Rocha Nunes, Soares Feitosa e Clifford H. Holand, ensaio fotográfico de Solon Pinheiro sobre Hélio Oiticica, outros ensaios (estes críticos e/ou introdutórios) sobre temas diversos como a crise da Poesia ou o poema inaugural do Pousicionismo, e ainda contos, perfis e poemas, muitos poemas. É apostando neste verdadeiro apanhado literário que Carlos Emílio espera prosseguir o vôo de sua Arraia. A revista foi aprovada pela Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet) e quem for seu anunciante pode deduzir esses custos publicitários no pagamento do imposto de renda. Parece simples. Não é. Recentemente, uma outra iniciativa similar lançada com todo o estardalhaço a que tinha direito e apostando na mesma seara não passou do número inicial (apesar de o editor responsável bradar aos quatro ventos que havia assegurado recursos para 12 edições). Ou será que o fracasso comercial da Xilo - Revista de Cultura e Mídia já caiu no esquecimento? ``De modo algum. Eu apenas não temo que se repita com a Arraia o que aconteceu com a Xilo por um motivo muito simples: no nosso caso não há trambicagem, lá havia'', alfineta Carlos Emídio, sem perder a chance de passar um pouco de cerol na publicação do desafeto Luis-Sérgio Santos, a quem acusa de apropriar-se indevidamente, digamos assim, do projeto editorial da finada revista. ``A Arraia vai dar certo. Se não der é por causa da incompetência geral dos fortalezenses em não se reunir para fazer uma coisa boa nessa cidade'', garante o escritor. Ou não. Ou talvez nem tanto. Quem sabe? Lançamento da revista Arraia PajéUrbe - Simultâneo aos lançamentos do livro Praças, Parques e Monumentos do Centro Antigo de Fortaleza, de José Capelo Filho e Lídia Sarmiento e do Guia Turístico de Fortaleza, Hoje, a partir das 19 horas no Mercado das Artes, antigo Mercado dos Pinhões (Rua Gonçalves Ledo, praça Visconde de Pelotas). |
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Boa idéia embalada em caos Émerson
Maranhão
A Fundação de Cultura de Fortaleza lança hoje à noite, no antigo Mercado dos Pinhões, a revista literária Arraia PajéUrbe. Com projeto gráfico ousado e linha editorial vanguardista, a publicação se perde em design caótico. O formato é singular. Em vez das tradicionais linhas retangulares, a forma predominante é triangular, referência imediata às velas das jangadas cearenses. Ou não. Quando aberta, a revista remete ao popular brinquedo infantil que lhe nomeia, a arraia. Ou nem tanto. Há quem acredite que se pareça mesmo com a regionalíssima bandeirinha junina. Mas é assim mesmo. Impossível ter uma leitura fechada quando se trata de uma publicação idealizada pelo escritor Carlos Emílio Correia Lima com o objetivo de ``mudar o eixo'', ``preencher um vácuo no mercado editorial brasileiro'', ``provocar indagações''. Pois é, logo mais os leitores cearenses vão poder conhecer a cria com tão nobre missão: a revista Arraia PajéUrbe, que será lançada hoje no antigo Mercado dos Pinhões. Editado pela Fundação de Cultura, Esporte e Turismo da Prefeitura Municipal, o primeiro número da publicação chega às bancas e livrarias com uma tiragem de três mil exemplares, dos quais mil seguem via mala direta para o resto do país e dois mil serão comercializados no Ceará. Custo total do investimento: R$ 25 mil bancados pela Funcet. ``É um projeto que resulta de mais de oito meses de reflexão. Nós precisávamos fazer essa revista para valorizar a cultura regional. É uma revista para aglutinar discussões'', justifica o presidente da Funcet, Barros Pinho. Adiantando-se a qualquer polêmica, Carlos Emílio parte para a defesa. ``A função dos órgãos públicos é essa mesma. Entidades culturais existem para fomentar a arte. Instituições como a Fundação existem para criar condições e viabilizar financeiramente o que não é comercial. Mas eu acho que essa revista é perfeitamente comercial. Ela tem qualidade internacional. Eu posso dizer que não existe uma revista com esse formato em todo o mundo. Isso sem falar em seu conteúdo'', afirma. Por conteúdo entenda-se textos inéditos de Lúcio Cardoso, Torquato Neto e José Alcides Pinto, entrevistas com Ivaldo Ribeiro Filho, Heli da Rocha Nunes, Soares Feitosa e Clifford H. Holand, ensaio fotográfico de Solon Pinheiro sobre Hélio Oiticica, outros ensaios (estes críticos e/ou introdutórios) sobre temas diversos como a crise da Poesia ou o poema inaugural do Pousicionismo, e ainda contos, perfis e poemas, muitos poemas. É apostando neste verdadeiro apanhado literário que Carlos Emílio espera prosseguir o vôo de sua Arraia. A revista foi aprovada pela Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet) e quem for seu anunciante pode deduzir esses custos publicitários no pagamento do imposto de renda. Parece simples. Não é. Recentemente, uma outra iniciativa similar lançada com todo o estardalhaço a que tinha direito e apostando na mesma seara não passou do número inicial (apesar de o editor responsável bradar aos quatro ventos que havia assegurado recursos para 12 edições). Ou será que o fracasso comercial da Xilo - Revista de Cultura e Mídia já caiu no esquecimento? ``De modo algum. Eu apenas não temo que se repita com a Arraia o que aconteceu com a Xilo por um motivo muito simples: no nosso caso não há trambicagem, lá havia'', alfineta Carlos Emídio, sem perder a chance de passar um pouco de cerol na publicação do desafeto Luis-Sérgio Santos, a quem acusa de apropriar-se indevidamente, digamos assim, do projeto editorial da finada revista. ``A Arraia vai dar certo. Se não der é por causa da incompetência geral dos fortalezenses em não se reunir para fazer uma coisa boa nessa cidade'', garante o escritor. Ou não. Ou talvez nem tanto. Quem sabe? Lançamento da revista Arraia PajéUrbe - Simultâneo aos lançamentos do livro Praças, Parques e Monumentos do Centro Antigo de Fortaleza, de José Capelo Filho e Lídia Sarmiento e do Guia Turístico de Fortaleza, Hoje, a partir das 19 horas no Mercado das Artes, antigo Mercado dos Pinhões (Rua Gonçalves Ledo, praça Visconde de Pelotas). |
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