João Bosco
da Encarnação
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A Poesia de Soares Feitosa
Em Feitosa, a religiosidade (até em sentido amplo) faz bem. É
um pulsar do Universo captado por esse Universo interior. É har-monia,
é paz. Numa palavra russa, é “mir”! Mas, uma coisa intriga:
a vertente nordestina. Essa literariedade da vida do Nordeste, tão
bem demonstrada em No Céu tem Prozac e em O que digo entre as flores?!
Precisaríamos — os não nordestinos — de muita capacidade
para alcançá-los. O autor tem essa consciência, ao
se voltar e homenagear justamente suas raízes, como o faz em Thiago.
É verdade mesmo que só começou a escrever aos 50 anos?
É de assombrar!
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