| Soares
Feitosa:
Um cometa das madrugadas puxado por um arcanjo desenha no céu sobre o mar um rastro de Poesia ! E sobre nós, chuva de luz, revela-se o invisível. Estrela nova convoca: tudo, todos ! Veemência
proclama o Hoje, docemente evoca as calendas da Infância...
De repente, impulso: Fire, Fire; intuitivamente: Fiat, Fiat, Fiat ! e flui e jorra e arrebata ! Ora cicia em brisa por entre a mata densa, ora, tempestade: verga, quebra, arremete ao frêmito e embriaga ! Logo depois, qual chama, crepita e reduz a Pó: “...................................et
in pulverem reverteris”
Avenida
dos pereiros, juremas pretas, unhas-de-gato, cardeiros, marmeleiros, feérica
de pirilampos passeio de raposas fogosas (folguedos de quando chove) transfiguração
beatífica no Pico do Caga-Fogo: Psi, a Penúltima !
Lello Universal: Bissetriz que nunca dividiu o seu mundo ! “Ut omnes unum sint”: Padre-Mestre ! Bólido de aço, touro bravio, Miura contra todos os muros, Tourada de sangue no domingo de maio, Cock-pit de dor, dor, dolor, doloris, a pátria de joelhos, Senna final: “Ayrton” Xará Francisco, o Brennand, o Domador do barro, das tintas e da emoção: o poeta viu o quadro: E se fez Sinfonia ! Vara
de Domador é arco de violino (ou de cello) também batuta
de Maestro!
O cão
não morde:
—— TAN - TAN - TAN - TANNNN ! É Ele, via Beethoven !
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