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Foi alegria receber seu telefone falando do nosso Cartão Poético
“Alegoria”, Ed. Minas. É dura a luta literária, faz anos
estamos tentando deixar algo. Algo que fique na retina, que alcance o infinito.
Nem sempre o que escrevemos tem a marca, o valor necessário à
perenidade. Soares Feitosa tem pouco tempo de poeta, menos de dois anos,
porém notamos uma explosão de alma, de vida interior, no
poeta.
Chegou Réquiem em Sol da Tarde. Que título poético. O valor começa na feitura do livro, feito pelo autor que ama o computador. Um encanto a arte gráfica no andar do livro. A porosidade do homem está no texto. Na leitura de sua poesia me lembrei de Manoel de Barros. O mesmo cheiro de terra, renovação da palavra, outra forma criativa na poesia. Um cromatismo domina os poemas. Percebe-se claramente o interior, a infância crescendo no universal. O Ceará ganhou nova voz, que juntamente com Francisco Carvalho, Dimas Macedo, Jorge Pieiro e outros enriquecem a poesia do Brasil.
Foi bom conviver com a boa estrutura de seu texto e com um livro feito
pelo autor.
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